Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

SD ENTREVISTA

Diretor do Inter (INBR32) aposta no consignado privado para conquistar novos patamares de ROE e avançar no ambicioso plano 60-30-30

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Flavio Queijo, diretor de crédito consignado e imobiliário do Inter, revelou os planos do banco digital para ganhar mercado com a nova modalidade de empréstimo

Camille Lima
Camille Lima
1 de maio de 2025
7:31 - atualizado às 16:18
Flavio Queijo, diretor de crédito consignado e imobiliário do Banco Inter (INBR32).
Flavio Queijo, diretor de crédito consignado e imobiliário do Banco Inter (INBR32). - Imagem: Divulgação

Desde o lançamento do plano 60-30-30, o Inter (INBR32) recaiu sob a lupa do mercado para entregar avanços sólidos em direção às metas ambiciosas — e, para Flavio Queijo, diretor de crédito consignado e imobiliário, a chegada do novo consignado privado é um grande passo para alcançar os objetivos de longo prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O consignado privado do Inter faz parte do projeto maior do banco, já que acaba sendo uma alternativa de crédito para a vida das pessoas com um custo de funding muito mais barato. A gente quer continuar crescendo com lucratividade”, disse Queijo, em entrevista ao Seu Dinheiro.

Também conhecido como Crédito do Trabalhador, o novo programa lançado pelo governo federal em 21 de março busca disponibilizar empréstimos consignados para trabalhadores do regime CLT de empresas privadas com taxas de juros reduzidas. Já foram contratados R$ 7,7 bilhões em empréstimos até o dia 16 de abril, segundo os últimos dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Apesar de contar com uma carteira pequena de empréstimos pessoais, o Inter não quer correr em uma raia separada dos outros bancos tradicionais, que já operam há anos com a oferta de crédito com desconto na folha de pagamento. Pelo contrário.

Queijo é vocal ao dizer que o Inter pretende aproveitar a “ruptura no segmento” — então limitado a grandes instituições financeiras — para entrar com força no novo produto de crédito e absorver parte desse mercado, com apetite voraz para capturar novos clientes e elevar a concessão de crédito

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A expectativa é que a oferta do consignado privado com taxas mais competitivas em relação a outros players, aliada a avanço tecnológico para tornar a contratação mais ágil, acelere a conquista de novos clientes para a fintech.

Leia Também

Lembrando, o objetivo do banco é chegar a 60 milhões de clientes, mantendo uma eficiência de 30% e alcançando uma rentabilidade (ROE) de 30% até o fim de 2027. 

“O novo consignado tem se mostrado uma excelente fonte para atrair novos clientes para o banco através de um produto com demanda elevada. Como o mercado brasileiro é um mercado carente de crédito, é natural que uma nova modalidade como essa traga uma evolução exponencial neste primeiro momento”, disse o diretor.

Segundo o diretor de crédito do Inter, desde a abertura das solicitações de novos contratos pelo governo, houve forte interesse pelo consignado do banco digital não apenas de clientes do banco, como também de não correntistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Queijo ainda afirma que a conversão está “bem acima da expectativa”, apesar de não abrir os dados estratégicos.

Consignado privado pode ajudar na busca do Inter (INBR32) por rentabilidade

Além de permitir um aumento potencial relevante da base de clientes, o novo produto de crédito também deve impulsionar fortemente o Inter (INBR32) na busca por rentabilidade.

Considerando o mercado endereçável do consignado privado, estimado em R$ 200 bilhões, a fintech do cartão laranja poderia alcançar um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) entre 25% e 30%, segundo projeções do JP Morgan.

Nas contas dos analistas, se o Inter ao menos atingir uma participação de mercado de 4%, similar à sua participação no FGTS hoje, com um retorno sobre o patrimônio de 30%, o banco digital poderia adicionar cerca de R$ 200 milhões ao lucro líquido anual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso poderia significar cerca de 2 pontos percentuais de acréscimo no ROE anualizado previsto para 2025, que passaria de 14% para 16% — se aproximando cada vez mais da meta do plano 60-30-30.

“A empresa tem melhorado seu ROE nos últimos trimestres, ajudada pela forte disciplina de custos e pela revisão de empréstimos, e esperamos que a rentabilidade continue aumentando. Embora não prevejamos alcançar o guidance de 30% até 2027, acreditamos que ele possa chegar a 20%.”

Para os analistas, o impulso é tamanho que a chegada do novo consignado privado poderia adicionar um potencial de valorização de 10% a 15% às estimativas já otimistas do JP Morgan para as cotações do Inter na tela. 

O banco norte-americano tem hoje recomendação “overweight” — equivalente a compra — para as ações do Inter, com preço-alvo de R$ 41,00 para dezembro de 2025, o que implica uma valorização de 24% em relação ao último fechamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Esse impulso ocorrerá ao longo do tempo, conforme o portfólio for sendo originado, então acreditamos que a maior parte dos impulsos ocorra no final de 2025 e em 2026”, projetou o JP Morgan. 

Avenida de crescimento até então pouco explorada 

A visão positiva de Flávio Queijo é sustentada pelo baixo posicionamento do Inter (INBR32) no crédito de folhas de pagamento em relação aos bancos tradicionais e pelo custo de capital mais baixo.

“Esses dois fatores fortalecem a nossa estratégia, já que somos um banco digital com custo mais barato e com acesso a um novo mercado que praticamente não existia para nós. Por isso, já estamos colhendo resultados”, afirmou o executivo.

Não há teto de juros para a modalidade de crédito, mas, segundo o diretor, as taxas hoje variam entre 3% e 4% ao ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E não é só o Inter que está otimista com a própria expansão. Agentes de mercado também avaliam com bons olhos a oportunidade de crescimento da carteira do banco digital diante da baixa participação em crédito pessoal até então.

Na avaliação de Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research, é justamente por esse fator que o Inter e outras fintechs, como o Banco Pan (BPAN4), devem sair vencedores com a chegada da nova modalidade de crédito. 

“Nesses casos, o consignado privado vem basicamente como uma linha adicional geradora de lucro, crescendo a carteira em volume”, disse Quaresma.

O JP Morgan também destaca que o Inter já opera com o FGTS (Fundo de Garantia), possuindo atualmente 4% de participação de mercado, demonstrando experiência no segmento de folha de pagamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, o Inter tem ficado atrás da concorrência na originação de consignado tradicional nos últimos trimestres. “Embora a empresa afirme ter melhorado sua origem digital recentemente, isso ainda precisa ser comprovado”, avaliou o JP Morgan.

Por outro lado, os analistas destacam a ampla base de clientes ativos do banco, acima de 20 milhões, o que facilitaria o potencial de venda cruzada do novo produto, além da exposição pequena a empréstimos sem garantia, que minimiza as preocupações com uma eventual canibalização do portfólio existente. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VALE A PENA?

Brava (BRAV3) pode ter novo dono: colombiana compra 26% da junior oil e propõe OPA; o que muda para o investidor?

24 de abril de 2026 - 9:54

A estatal colombiana pretende, ainda, lançar uma OPA (oferta pública de ações) para comprar mais 25% das ações, com preço de R$ 23, prêmio de 27,8%

O ÚLTIMO A SAIR...

Sem CEO e sem CFO? Alliança Saúde (AALR3) vive onda de renúncias no comando; presidente sai após menos de um ano no cargo

24 de abril de 2026 - 9:26

Renúncia de Ricardo Sartim amplia incertezas enquanto empresa negocia dívidas e tenta reorganizar o caixa

SINAL AMARELO

Adeus, compra: JP Morgan rebaixa Klabin (KLBN11) e elege única favorita em papel e celulose; veja qual

23 de abril de 2026 - 19:45

Banco vê falta de gatilhos para a Klabin no curto prazo e cenário mais desafiador para a fibra longa e reforça aposta em concorrente

PONTO DE VIRADA

Depois de cortar 80% da dívida, Ocyan mira novos contratos da Petrobras (PETR4); estratégia pode até gerar dividendos

23 de abril de 2026 - 16:32

Ocyan entra em nova fase após reestruturação, com foco em contratos da Petrobras e crescimento sustentável no setor de óleo e gás

PRESSÃO MADE IN CHINA

Localiza (RENT3) sofre com invasão de carros chineses, mas há esperanças; ação pode subir até 25%, segundo o BTG

23 de abril de 2026 - 16:03

O banco mantém a recomendação de compra para a ação, além de ser a ação preferida do setor — ela é negociada a 13 vezes o preço da ação sobre o lucro estimado

O ‘PLANO GALÁXIA’

‘Não vai ser fácil’: o recado da CEO do Banco do Brasil (BBAS3) sobre 2026 — e o que vem depois da crise

23 de abril de 2026 - 14:25

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

O CONTRA-ATAQUE DO BB

O “novo Banco do Brasil” (BBAS3): como o banco tenta virar a página da inadimplência no agro — e saltar no crédito privado

23 de abril de 2026 - 12:34

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

EM RECUPERAÇÃO

Indefinido: veja o que a Raízen (RAIZ4) disse à CVM sobre as negociações com credores

23 de abril de 2026 - 10:31

Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen

OI SOLUÇÕES

Última joia da coroa? Oi (OIBR3) coloca ativo bilionário à venda e movimenta gigantes das telecom; veja detalhes

23 de abril de 2026 - 10:01

Unidade de tecnologia e conectividade da Oi pode valer até R$ 1,6 bilhão, atrai interesse de grandes teles e marca nova etapa na reestruturação da companhia, que ainda prepara a venda de outros ativos bilionários

NÚMEROS INCERTOS

Investidores no escuro? Veja por que a Oncoclínicas (ONCO3) descontinuou a divulgação das projeções de lucro e Ebitda

23 de abril de 2026 - 9:33

A decisão tem em vista fatores macroeconômicos que o setor de saúde vem enfrentando ao longo dos últimos anos, associado ao desempenho financeiro da companhia

REORGANIZANDO A CASA

Após saída de Tanure, Light S.A. (LIGT3) troca CEO em subsidiária e nomeia novo diretor de RI

22 de abril de 2026 - 19:46

A mudança acontece em meio a uma sequência de ajustes na governança da elétrica, que tenta se reequilibrar após a recuperação judicial da controladora

PROVA DE RESISTÊNCIA

O grande teste das incorporadoras: quem aguenta mais um ano de crédito caro no setor? Itaú BBA responde

22 de abril de 2026 - 18:32

Ambiente mais restritivo favorece empresas com balanços mais sólidos e expõe incorporadoras mais alavancadas

DE PATINHO FEIO A PROTAGONISTA

Após apanhar na bolsa, distribuidoras de energia podem dar a volta por cima. XP diz o que você deve colocar na carteira

22 de abril de 2026 - 18:05

Depois da compressão de retornos e desempenho abaixo do mercado, setor pode se beneficiar de agenda regulatória e queda da Selic

ENTENDA

A estreia deste banco na bolsa foi um balde de água fria, mas o futuro pode guardar alta de 80%, segundo o BTG

22 de abril de 2026 - 17:06

Após a estreia na bolsa, Agibank acumula queda superior a 30%; apesar da revisão para baixo nas projeções, analistas ainda veem potencial de alta, em meio a pressões externas e impactos no crédito consignado

LUZ NO FIM DO TÚNEL?

Gestora resgatou o BRB: conheça a Quadra Capital, que comprou R$ 15 bilhões em ativos do Banco Master

22 de abril de 2026 - 16:32

A operação inclui participações societárias em empresas listadas, como Oncoclínicas e Ambipar

HORA DE ABANDONAR OS PAPÉIS

Ação da Braskem (BRKM5) ainda pode cair pela metade: Bradesco BBI faz alerta para ‘situação insustentável’

22 de abril de 2026 - 15:11

Banco projeta queima de caixa bilionária e alerta para risco na estrutura de capital mesmo com melhora dos spreads petroquímicos

VAREJO FARMACÊUTICO

A virada da Pague Menos (PGMN3): o que está por trás da recomendação de compra do BTG Pactual

22 de abril de 2026 - 14:31

Banco vê espaço para crescimento consistente, ganho de produtividade e impacto relevante dos medicamentos GLP-1

NOVA ESTRUTURA

Sai um, entram dois: Azzas 2154 (AZZA3) reorganiza a casa após baixas no alto escalão; veja como fica agora

22 de abril de 2026 - 13:01

Após saída de executivo-chave e sequência de baixas no alto escalão, companhia reestrutura área de Fashion & Lifestyle e retoma divisão entre masculino e feminino

COSTURANDO UM APORTE

Energisa (ENGI11) anuncia acordo de R$ 1,4 bilhão com Itaú (ITUB4) — e banco entra como sócio em divisão estratégica

22 de abril de 2026 - 11:00

Entrada do Itaú via Denerge dá exposição indireta a distribuidoras e reforça estrutura de capital da elétrica

À FRENTE DA REESTRUTURAÇÃO

Quem devem ser os novos líderes na Braskem (BRKM5), que tentarão recuperar a petroquímica após venda de fatia da Novonor para a IG4

22 de abril de 2026 - 10:27

Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia