O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Novo relatório mostra que grandes empresas globais, como Meta e Amazon, continuam investindo na compensação de emissões de gases de efeito estufa
O primeiro trimestre de 2025 manteve o mercado voluntário de carbono (VCM) sob pressão, com queda na emissão de créditos, estabilidade nos preços médios e avanço expressivo na demanda por créditos de alta integridade.
O relatório publicado pela consultoria especializada Systemica revela ainda que as grandes corporações internacionais continuam sendo as maiores compradoras dos créditos de carbono globalmente, respondendo por 45% do volume de compras no período analisado.
Além disso, o levantamento mostra que a Ásia continua liderando em volume de emissões de créditos de carbono globalmente, seguida pela África e a América Latina.
De acordo com o estudo da Systemica, a emissão de novos créditos de carbono caiu 27,5% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao ano anterior.
Segundo a consultoria, essa queda foi impactada principalmente pela forte redução nos créditos de soluções baseadas na natureza (NBS, na sigla em inglês), especialmente dos projetos de REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal).
O REED+ é um mecanismo criado pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) para incentivar países em desenvolvimento a proteger suas florestas e reduzir as emissões causadas pelo desmatamento e degradação.
Leia Também
Em contrapartida, no período analisado, as aposentadorias de créditos — quando estes são efetivamente utilizados para compensar emissões — superaram 55 milhões de toneladas de CO₂ equivalente (MtCO₂e), registrando o quarto maior volume trimestral já contabilizado.
O superávit total de créditos disponíveis no mercado permaneceu pouco acima de 1 bilhão de toneladas, mas com ritmo de crescimento cada vez menor. A previsão, segundo o relatório, é de que esse excedente aumente menos de 1% até o final de 2025, seguindo a tendência atual de emissões e retiradas.
O número de empresas com metas aprovadas pela SBTi (Science Based Targets Initiative, na sigla em inglês) — iniciativa global que ajuda empresas a estabelecerem metas de redução de emissões de gases de efeito estufa — ultrapassou 10 mil, mas o crescimento trimestral de novos participantes caiu 29% em relação ao último trimestre de 2024, indicando uma desaceleração no compromisso climático corporativo.
Ainda de acordo com o estudo, os preços médios no mercado voluntário se mantiveram estáveis, com valor médio de US$ 4,80 por tonelada de CO₂ equivalente, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior.
O relatório mostra que os créditos com o selo CCP (Core Carbon Principles) — considerados de maior integridade ambiental e social — estão em alta.
A procura por esse tipo de ativo aumentou 95% em relação ao ano passado, embora eles ainda representem menos de 15% da oferta total.
Os créditos de alta integridade são aqueles com critérios mais rigorosos para comprovar que realmente reduzem ou removem emissões e que respeitam questões ambientais, sociais e de governança. Costumam ter preço mais alto e são preferidos por empresas mais engajadas.
O relatório da Systemica apontou ainda que a América Latina continua se destacando, especialmente o Brasil, que lidera na região com 40% dos projetos registrados no padrão VCS (Verified Carbon Standard) e 25,6% do volume de emissões evitadas anualmente.
Colômbia e Peru vêm na sequência.
Já a Ásia, com forte participação da China, mantém a liderança mundial, concentrando 68% dos projetos e 59% do volume de emissões compensadas. A maioria desses projetos está no setor de energia renovável.
Empresas globais como Meta, Amazon, Shell e Microsoft seguem investindo pesado na compra de créditos, de acordo com o levantamento.
As 10 maiores compradoras foram responsáveis por 45% do volume total retirado no trimestre, mostrando que, mesmo com o mercado mais cauteloso, a compensação de emissões segue como prioridade para grandes corporações.
A expectativa, segundo a Systemica, é que o mercado de crédito de carbono se aqueça a partir do segundo semestre com o avanço do PACM (Mecanismo de Creditação do Acordo de Paris, na sigla em inglês), novo mecanismo global de créditos de carbono que está em vias de se tornar operacional.
Por meio desse mecanismo, uma empresa em um país pode reduzir emissões localmente e ter essas reduções certificadas, podendo então vendê-las para outra empresa em outro país. Essa segunda empresa pode usar os créditos adquiridos para cumprir suas próprias obrigações de redução de emissões ou para ajudar a alcançar suas metas de emissões líquidas zero (net-zero).
Até agora, já são mais de 1.300 solicitações de registros no PACM que, juntas, podem gerar até 1,5 bilhão de toneladas de CO₂ equivalente em emissões evitadas no período de 2021 a 2025.
Além disso, o Brasil prepara uma proposta para a COP30, convenção do clima da ONU que acontece em novembro em Belém. A proposta deve integrar os mercados de carbono da China, União Europeia e Califórnia. Se aprovada, essa coalizão poderá alinhar preços e regras, tornando o comércio de carbono mais eficiente e transparente.
Novos nomes devem assumir a cadeira de negócios digitais e recursos humanos; subsidiárias também passam por mudanças
A Brava Energia (BRAV3) informou ao mercado que realizou mudanças no cargo de CEO, com renúncia de Décio Oddone, e na presidência do conselho de administração
Uma parte importante do plano de reestruturação financeira da companhia aérea será colocado em votação em duas assembleias nesta segunda-feira (12), inicialmente marcadas para às 11h e para às 14h
O laudo será a referência para a OPA das ações preferenciais e não representa, necessariamente, o preço final da oferta
Controlada de educação básica do grupo vai deixar a bolsa americana após encolhimento da base acionária e baixa liquidez das ações
Conselho recebeu proposta de distribuição bilionária em JCP; decisão final depende da aprovação em assembleia até abril de 2027
Para o banco, Mercado Livre e o Grupo SBF são as mais bem posicionadas para brilhar durante o evento; varejistas de fast-fashion podem enfrentar dificultades
Banco reforça confiança seletiva em grandes players, mas alerta para riscos regulatórios e competição intensa na saúde neste ano; confira as recomendações do Santander para o setor
Nova área de saúde do ChatGPT promete organizar exames, explicar resultados e ajudar no dia a dia, mas especialistas alertam: IA informa, não diagnostica
Com resultados sólidos no ano passado, a Embraer entra em 2026 com o desafio de sustentar margens, expandir capacidade produtiva e transformar a Eve Air Mobility em nova fronteira de crescimento
Para este ano, a estimativa é que os agricultores plantem menos arroz, o que pode levar à recuperação do valor da commodity, o que pode impulsionar o valor da ação da Camil
As empresas anunciaram um investimento conjunto para desenvolver e operar uma plataforma digital voltada para a gestão e processamento dos pagamentos de pedágios
Paranapanema (PMAM3), em recuperação judicial, foi notificada para sair da condição de penny stock; entenda
Além das datas tradicionais para o varejo, como o Dia das Mães e o Natal, o ano será marcado por feriados prolongados e Copa do Mundo
Decisão de tribunal da Flórida obriga credores e tribunais americanos a respeitarem o processo brasileiro
A Rio Tinto tem um valor de mercado de cerca de US$142 bilhões, enquanto a Glencore está avaliada em US$65 bilhões de acordo com o último fechamento
Performance tímida da companhia em 2025 e a deterioração dos prêmios no agronegócio levaram o Safra a rever projeções; analistas enxergam crescimento zero nos próximos anos e recomendam venda da ação
Com isenção de comissões e subsídios agressivos ao FBA, a gigante americana investe pesado para atrair vendedores, ganhar escala logística e enfrentar Mercado Livre e Shopee no coração do marketplace
Agência suspendeu um lote de passata italiana após detectar fragmentos de vidro e proibiu suplementos com ingredientes irregulares e publicidade fora das normas
Após registrar fechamentos abaixo de R$ 1, a Espaçolaser foi enquadrada pela B3 e corre risco de ser classificada como penny stock; companhia terá prazo para reverter a situação e evitar sanções como a exclusão de índices