Braskem (BRKM5) queimou o caixa e a conta veio: S&P corta nota de crédito e mantém perspectiva negativa
A agência classificadora de risco afirma que as melhoras nos resultados não devem ser suficientes para reverter o prejuízo no curto prazo

As iniciativas da Braskem (BRKM5) não devem ser suficientes para reverter a queima de caixa nos próximos trimestres, o que rendeu um rebaixamento na nota de crédito em escala global pela S&P Global nesta sexta-feira (19).
Com a visão negativa, a agência classificadora de risco cortou a nota da petroquímica de “BB-” para “B+“. A nova avaliação vem com uma observação negativa, tendo em vista a redução da flexibilidade financeira da Braskem.
Na visão dos analistas da S&P Global, mesmo a continuidade da melhora da rentabilidade e da preservação da liquidez não devem ser suficientes para reverter o prejuízo da petroquímica no curto prazo.
- VEJA TAMBÉM: Descubra como os gigantes do mercado estão investindo: o podcast Touros e Ursos traz os bastidores toda semana; acompanhe aqui
“Esperamos uma alavancagem muito alta e flexibilidade financeira reduzida que, em nossa opinião, não são mais compatíveis com uma classificação ‘BB-’”, diz a S&P.
A agência também rebaixou a classificação de emissão das notas subordinadas de “B-” para “CCC+”. A perspectiva é negativa.
Alavancagem da Braskem
Os analistas da S&P Global reconhecem que a Braskem está buscando ativamente iniciativas, abrangendo redução de custos, melhorias na eficiência do capital de giro e potenciais vendas de ativos. Além disso, esperam que ela se beneficie das tarifas antidumping.
Leia Também
No entanto, a avaliação é de que as principais métricas de crédito da petroquímica permanecerão alinhadas a uma nota de crédito mais baixa nos próximos 12 meses.
Nas contas da agência de risco, a relação dívida líquida/Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mede a alavancagem, está acima de 7 vezes. No geral, quanto maior o número, maior o risco.
Em comunicado ao mercado, a Braskem afirmou seguir com foco na implementação de iniciativas de resiliência para mitigar os relevantes impactos decorrentes do prolongamento do ciclo de baixa da indústria petroquímica e para o fortalecimento da competitividade do setor.
Como a Braskem foi do céu ao inferno astral em apenas alguns anos?
Quem vê a situação financeira da Braskem hoje, mal consegue imaginar que há apenas alguns anos a petroquímica vivenciava recorde atrás de recorde na bolsa.
Lá em 2021, as ações chegaram a ser negociadas próximas dos R$ 70. Hoje, meros quatro anos após os picos históricos, os papéis lutam para manter o suporte dos R$ 9.
- LEIA TAMBÉM: Conheça a carteira que já rendeu +380% do Ibovespa e participe da comunidade no Telegram para receber análises e relatórios exclusivos sem custos
A mudança é tão drástica que é até difícil explicar o que fez a Braskem ir do céu ao inferno astral em uma janela de tempo tão comprimida. Foi apenas uma maré de azar para o setor de petroquímicos global ou a gestão da empresa tomou decisões de negócio erradas?
O Seu Dinheiro foi atrás de especialistas do ramo para entender essa história e você pode conferir a nossa reportagem completa neste link.
CASA NOVA?
Tenda (TEND3) ‘pega as chaves’ da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida; o que a construtora busca no andar de cima
1 de outubro de 2026 - 14:15O QUE AINDA FALTA?
Queridinha do Barsi, Paranapanema (PMAM3) fecha acordo que acaba com boa parte da dívida bilionária, mas recuperação judicial segue
1 de outubro de 2026 - 13:03FUTURO DA 'FILHA DO DIVÓRCIO'
Todo mundo quer a Farm: ações da Azzas 2154 (AZZA3) lideram as altas no Ibovespa com chuva de propostas no radar
1 de outubro de 2026 - 12:38APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?
Nubank (ROXO34) nega compra bilionária de fintech britânica Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado
1 de outubro de 2026 - 9:35PANDA BONDS
A operação bilionária da Vale (VALE3) na China: mineradora conta os planos dessa estreia
30 de setembro de 2026 - 19:53BANCOS
Dia cheio no Bradesco (BBDC4): de R$ 3,8 bilhões em JCP a leilão de sobras de ações até o “Pix” internacional
30 de setembro de 2026 - 19:33QUEM SOBE QUANDO OS JUROS CAEM?
JP Morgan aumenta pessimismo com Natura (NATU3) e corta recomendação; veja as varejistas preferidas do banco para surfar o rali eleitoral
30 de setembro de 2026 - 12:10CORTANDO ONDE DÁ
Como o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) quer transformar uma despesa milionária em fonte de receita em meio à recuperação
30 de setembro de 2026 - 10:53REESTRUTURAÇÃO CORPORATIVA
Raízen (RAIZ4) quer trocar o conselho, mexer no capital e entregar até R$ 35 bilhões em novos papéis aos acionistas
30 de setembro de 2026 - 10:33GOVERNANÇA
CEO bumerangue: por que empresas, como Natura e Ri Happy, trazem antigos líderes de volta — e quando isso vira um sinal de alerta
30 de setembro de 2026 - 6:12CHEQUE EM BRANCO
Do sonho de construir um ‘avião de ponta-cabeça’ ao banco do futuro: o que o CEO da Revolut prevê para o seu dinheiro
29 de setembro de 2026 - 19:42GATILHO BILIONÁRIO
IRB (IRBR3): nova lei reduz impostos e pode liberar vantagem bilionária para a resseguradora
29 de setembro de 2026 - 14:11DANÇA DAS CADEIRAS
Copasa (CSMG3) troca liderança e aumenta poderes do governo de MG com a golden share; entenda as mudanças
29 de setembro de 2026 - 10:21MAIS UMA FRONTEIRA
BTG Pactual (BPAC11) conquista licença de banco no Peru e acelera expansão internacional; veja o que muda
29 de setembro de 2026 - 10:00Marketing Digital
R$ 42,7 bilhões em publicidade digital: Por que as marcas estão indo além do anúncio para conquistar a atenção do público
29 de setembro de 2026 - 9:00RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Do Chapter 11 para o 15: o que significa a decisão favorável da Ambipar (AMBP3) nos EUA
28 de setembro de 2026 - 19:34TCHAU OU ATÉ LOGO?
Presidente do conselho da Tupy (TUPY3) renuncia, mas não deve dar adeus à empresa
28 de setembro de 2026 - 19:24REVANCHE EM SOLO INGLÊS
Nubank tomba quase 9% em NY após rumor de compra bilionária no Reino Unido; roxinho prepara revanche contra a Revolut?
28 de setembro de 2026 - 15:51DE OLHO NO FUTURO