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Tarifas, conflitos geopolíticos, inflação: quais são as principais preocupações dos bilionários para 2026

O receio das tarifas — exacerbado pela política tarifária dos Estados Unidos sob o presidente Donald Trump — é o maior entre os respondentes da pesquisa

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Bilionários - Imagem: Dall-E/ChatGPT

Mesmo os mais endinheirados têm anseios com seu dinheiro. Segundo o relatório "Ambições Globais de Bilionários", do banco UBS, apenas 1% de todos os respondentes não têm nenhuma preocupação econômica, com o mercado ou fatores que podem afetar suas finanças nos próximos 12 meses.

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A pesquisa envolveu 87 clientes do banco suíço, localizados na Europa, Singapura, Hon Kong, Estados Unidos, entre julho e setembro deste ano.

O receio das tarifas — exacerbado pela política tarifária dos Estados Unidos sob o presidente Donald Trump — é o maior entre os respondentes da pesquisa, sendo motivo de preocupação para 66%. Já entre os que estão na região da Ásia e do Pacífico, essa preocupação é ainda maior, estando nas mentes de 75% dos respondentes.

Os conflitos geopolíticos são preocupantes para 63%, a incerteza política, para 59%, e o aumento da inflação é motivo para 44% perderem o sono.

A crise de crédito, impostos mais altos, recessão global e juros também estão entre as maiores preocupações. Os impactos das mudanças climáticas no próximo ano, no entanto, são mencionadas como razões de estresse para apenas 14% dos respondentes.

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Os perigos para os jovens bilionários

E para as gerações mais novas? O banco também sobre quais problemas os próximos ricaços precisarão enfrentar no futuro.

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Tecnologia e inteligência artificial são o principal desafio para 75% dos respondentes, e mudanças climáticas pulam para o segundo lugar no ranking de preocupações quando considerada a próxima geração: 55% acreditam que esse será um grande problema.

Já 45% veem pobreza e desigualdade como uma questão a ser enfrentada. Educação, cuidados com a saúde, escassez de água e saneamento, segurança alimentar e fome também são os desafios globais com os quais as próximas gerações precisarão lidar, acreditam os bilionários.

Onde os bilionários investem

Para o ano que vem, os investimentos devem aumentar principalmente em private equity (investimentos diretos em empresas de capital fechado) para 49%, fundos de hedge (para 43%), ações em mercados desenvolvidos, para 43%, e bolsas em mercados em desenvolvimento, para 42%.

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Essa pode ser uma oportunidade para a bolsa brasileira, que já vem se beneficiando da entrada de investidores estrangeiros.

Infraestrutura e ouro ou metais preciosos são duas áreas para as quais os grandes investidores estão olhando na diversificação do seu portfólio: 35% vão aumentar os investimentos em infraestrutura, e 32%, em ouro.

A maior parte dos respondentes, 63%, acredita que a América do Norte tem as melhores oportunidades de investimentos e retornos — o número é uma queda em relação aos 80% do ano passado.

Porém, hoje as oportunidades estão mais distribuídas pelo globo, com 40% afirmando que a Europa ocidental tem as melhores oportunidades para os próximos 12 meses, enquanto a China aparece com 34% das respostas, a região da Ásia e Pacífico com 33%.

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