Selic em 18%, um alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e mais: confira as principais notícias da semana
O Seu Dinheiro faz um resumo das notícias mais lidas da semana que passou; saiba o que chamou atenção dos leitores por aqui

Assunto não faltou na semana que passou: tarifas de Donald Trump, decisão de juros nos EUA, a manutenção da Selic por aqui e os desempenhos operacionais e financeiros de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) — teve notícia de todo tipo e que mexeu bastante com os mercados nos últimos dias.
Mas a líder de audiência por aqui foi uma entrevista que o Seu Dinheiro fez com Alberto Ramos, diretor de pesquisa macroeconômica para a América Latina do Goldman Sachs, sobre a Super Quarta, que resultou na manutenção da Selic em 15% ao ano e a sinalização de que a taxa básica deve seguir nesse patamar por um bom tempo.
Embora não esteja em primeiro lugar no pódio, o Banco do Brasil (BBAS3) seguiu atraindo bastante atenção dos leitores, com duas notícias: um novo alerta do BTG Pactual sobre o BB e o que esperar sobre o balanço dos bancos no segundo trimestre.
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Confira a partir de agora um resumo das notícias mais lidas da semana no Seu Dinheiro.
1 - Selic pode ir a 18% que não vai resolver a inflação: “É um problema fiscal, não monetário”, diz Alberto Ramos, do Goldman Sachs
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta semana para decidir sobre a taxa Selic sob um pano de fundo conhecido, mas ainda delicado: inflação resiliente, expectativas distantes da meta e uma atividade econômica com poucos sinais de desaceleração.
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Para esta Super Quarta — data em que coincidem as decisões sobre juros no Brasil e nos EUA —, o consenso é de manutenção da taxa Selic em 15% ao ano.
Alberto Ramos, diretor de pesquisa macroeconômica para a América Latina do Goldman Sachs, não acredita que o Copom vá abordar o assunto mais quente desde a última reunião: a tarifa de importação de 50% que os EUA impuseram ao Brasil.
Para ele, os efeitos são muito incertos e o comitê tem problemas mais urgentes com os quais se preocupar: “A inflação continua muito ruim. Está pressionada e bastante disseminada. Os últimos dados deram um refresco, mas não dá para falar que melhorou”, afirma o diretor.
O momento exige manutenção do tom duro, sem mudança na sinalização de juros altos por um período prolongado. Ramos também não espera alterações no balanço de riscos. Mas acredita que o comunicado pode deixar de fora a indicação de alta adicional da Selic — não porque o BC não a considere, mas porque não precisa explicitar isso.
2 - BTG alerta para nova decepção com Banco do Brasil e corta previsões para BBAS3. É hora de pular fora das ações?
Os dias não têm sido fáceis para o Banco do Brasil desde que a empresa divulgou seu balanço do primeiro trimestre de 2025, em meados de maio. A ação BBAS3 já caiu mais de 30% e as recomendações para o banco só têm vindo negativas.
E nesta sexta-feira (1º) não seria diferente. Dessa vez, a má notícia vem do front do BTG Pactual, que divulgou novo relatório reduzindo suas estimativas de lucro para o BB neste e no próximo ano. E isso antes mesmo de o BB divulgar seu balanço do 2T25, previsto para 14 de agosto.
A recomendação do BTG para BBAS3 é neutra. O banco agora reduziu o preço-alvo em 12 meses de R$ 30 para R$ 24. A ação opera em queda na tarde desta sexta-feira, cotada por volta de R$ 19,64. Entenda as razões por trás da queda da ação do BB nesta sexta.
Logo após o resultado decepcionante do BB no 1T25, o BTG já havia recalculado suas estimativas para o banco, mas agora concluiu que não foi o suficiente.
“A questão é que quanto mais aprendemos, mais preocupados ficamos que nossas estimativas ainda pareciam excessivamente otimistas”, escreveram os analistas.
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3 - Banco do Brasil (BBAS3) não é o único que pode decepcionar no segundo trimestre: o que esperar dos balanços dos bancos no 2T25
Mais uma agitada safra de balanços de bancos está prestes a começar na B3 com força total. Dos resultados temidos do Banco do Brasil (BBAS3) até os números fortes do Itaú Unibanco (ITUB4) e as previsões negativas para uma outra instituição tradicional do mercado brasileiro, os investidores serão atropelados nos próximos dias por uma série de indicadores referentes ao segundo trimestre de 2025.
Por isso, o Seu Dinheiro preparou uma espécie de guia para a temporada de resultados, separando o joio do trigo de tudo o que você precisa estar atento nos balanços — e as expectativas dos analistas para as principais linhas de resultado.
A começar pela agenda: como de costume, o Santander Brasil (SANB11) abre a temporada dos grandes bancos. A divisão brasileira do banco espanhol agendou a divulgação de seu balanço para quarta-feira (30), antes da abertura do mercado.
Mais tarde, no mesmo dia, o Bradesco (BBDC4) fará o anúncio do seu balanço do trimestre após o encerramento das negociações na B3.
Na semana seguinte, o Itaú Unibanco (ITUB4) dará sequência à rodada de divulgações na terça-feira (5), também após o fechamento do mercado.
4 - Bradesco (BBDC4) supera expectativas com lucro quase 30% maior no 2T25 e ROE de 14,6%, mas CEO ainda quer mais
O Bradesco (BBDC4) registrou um lucro líquido recorrente de R$ 6,1 bilhões no segundo trimestre de 2025.
A cifra equivale a um avanço de 28,6% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 3,5% frente ao trimestre passado.
O resultado veio acima do esperado pelo mercado, que previa um lucro médio de R$ 5,969 bilhões para o período, de acordo com estimativas compiladas pela Bloomberg.
“Superamos a marca de lucro de R$ 6 bilhões, mas ainda estamos longe de onde queremos chegar”, disse o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, em nota. “Nosso plano é para aumentar a nossa competitividade no curto e no longo prazo. Estamos num bom caminho, a execução do plano tem andado como previsto originalmente, e temos iniciativas importantes para entregar ainda em 2025."
Por sua vez, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) do Bradesco encerrou o trimestre a 14,6%, também superando as expectativas do mercado de uma rentabilidade média de 14,4%.
Trata-se de alta de 0,2 ponto percentual (p.p.) no trimestre e de 3,2 p.p. na comparação anual. O desempenho foi impulsionado pelas receitas.
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5 - O paradoxo do Porsche no Brasil: do crescimento ao dilema do luxo acessível
A Porsche no Brasil vive um paradoxo. Em números, há vendas recorde e sucesso comercial. Por outro lado, sua imagem pública perde o prestígio por estar sendo associada a um perfil mais diversificado de compradores e a contextos de alta velocidade e acidentes.
Antes de criar sua subsidiária oficial no Brasil, a Porsche tinha sua distribuição no país feita pela Stuttgart Veículos, desde 1997. Em agosto de 2015, porém, a Porsche AG inaugurou sua primeira subsidiária na América Latina por aqui. A abertura veio em parceria com a Stuttgart Veículos, na proporção de 75% do controle para a Porsche e 25% para a distribuidora.
A Stuttgart possui concessionárias e centros de serviço autorizados, enquanto a importação dos veículos é feita pela Porsche Brasil, subsidiária da Porsche AG.
O objetivo principal era recuperar o posto de maior mercado em vendas na região. Para isso, a estratégia era colocar o pé no acelerador e deixar para trás o México, disse Matthias Brück, presidente da marca no Brasil em 2015.
A operação mais direta e sob controle da matriz foi o primeiro passo para expandir as vendas no Brasil. Para se ter ideia, naquele mesmo ano, por exemplo, as vendas da Porsche somaram 732 unidades. Dez anos depois, a Porsche encerrou 2024 com 6.237 unidades vendidas.
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