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Confira as recomendações de novembro para ações, dividendos, fundos imobiliários, ações internacionais e criptomoedas
Outubro foi agitado para os investidores, que viram o Ibovespa flertar com os 150 mil pontos em meio ao encontro dos presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da SIlva, ao corte de juros nos Estados Unidos e às negociações entre os líderes norte-americano e chinês sobre tarifas, e que aliviaram a guerra comercial entre os dois países.
Com o corte das taxas pelo Federal Reserve (Fed), a bolsa brasileira fica ainda mais atraente para os investidores estrangeiros, o que explica os recentes recordes do Ibovespa.
Além disso, a queda dos juros nos Estados Unidos também ajuda a enfraquecer o dólar, o que mantém a inflação do Brasil mais controlada — embora esteja ainda fora da meta buscada pelo Banco Central (BC).
O cenário internacional vem trazendo ainda mais fôlego ao Ibovespa, que chegou ao início de novembro rompendo a marca dos 150 mil pontos e já ultrapassou os 153 mil pontos.
Em meio ao rali da bolsa, a temporada de balanços do terceiro trimestre ganha tração, e novas oportunidades surgem para os participantes dos mercados. No entanto, fica a pergunta: onde investir em novembro?
Os analistas da Empiricus Research destacam uma ação inédita de um dos bancos mais rentáveis do país, uma elétrica em pleno turnaround com espaço para valorização, um fundo imobiliário com potencial de retorno de IPCA mais 10%, uma big tech pronta para capturar a recuperação do mercado e um ativo digital que conquistou o interesse dos grandes investidores institucionais.
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Confira as recomendações do “Onde Investir” de novembro para ações, dividendos, fundos imobiliários, ações internacionais e criptomoedas:
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Apesar do bom desempenho da bolsa, Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research, avalia que ainda há preocupações macroeconômicas locais, especialmente em relação à questão fiscal, com o mercado ainda aguardando uma compensação para a isenção de impostos para quem ganha até R$ 5 mil, aprovada ontem no Senado.
Com isso, Quaresma afirma que a seleção de ações está voltada para empresas que geram caixa e expandem a rentabilidade mesmo com juros altos, mas que também se beneficiarão de um corte futuro da taxa Selic.
Além disso, com a temporada de balanços, a analista afirma que a carteira para novembro também levou em conta companhias com um bom desempenho operacional e que possam valorizar após a divulgação dos resultados.
Porém, como a Empiricus já vem calibrando o portfólio nos últimos meses, houve apenas uma mudança neste mês: a inclusão, pela primeira vez, do Nubank (ROXO34) na carteira da casa de análise.
Quaresma ressalta que, como todo o custo de captação da fintech é atrelado ao CDI, a queda da taxa básica de juros implica em uma queda no custo de captação do Nubank, ampliando a margem financeira da companhia. Além disso, a redução da Selic tende a diminuir a inadimplência.
Mesmo com um corte de juros no radar, Ruy Hungria, analista da Empiricus, destaca que as empresas ainda enfrentam um cenário restritivo, já que o nível da Selic seguirá acima de 10% por um bom tempo.
Com um ambiente macroeconômico restritivo, quem sai na frente são as companhias com baixo endividamento e forte geração de caixa, pois sofrem menos com os altos custos dos juros sobre suas dívidas.
Hungria também destaca que a tributação dos dividendos a partir de 2026 pode levar as empresas a anteciparem o pagamento de proventos, como uma forma de blindar os acionistas contra a taxação. Segundo o analista, essa antecipação também pode gerar uma forte reprecificação das ações — e elas já começaram a entrar na carteira da Empiricus.
As duas principais empresas que podem divulgar dividendos rechonchudos por conta da tributação são o Itaú (ITUB4) e a Eletrobras (ELET3).
Hungria ressalta que o Itaú segue apresentando balanços extremamente sólidos, com bons resultados, independentemente do cenário macroeconômico. Já a Eletrobras chama atenção pelo forte turnaround, com uma redução relevante dos gastos, e que deve ser beneficiada com a expectativa de melhora nos preços de energia.
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Apesar do cenário restritivo, os fundos imobiliários estão tendo um bom ano em 2025, com a captação de recursos via emissão de cotas caminhando para ser melhor do que a registrada em 2023 e 2024.
Contudo, Caio Araújo, especialista da Empiricus, destaca que há uma peculiaridade do momento atual: parte dessa captação tem como objetivo a “troca de cotas”, ou seja, a emissão é usada como pagamento na aquisição de imóveis.
Segundo o analista, a modalidade não é nova, mas se intensificou por conta da escassez de novos recursos na categoria, com o fluxo de capital ainda sendo atraído para a renda fixa.
Além disso, apesar da valorização recente dos FIIs, Araújo avalia que as cotas ainda se encontram em um patamar atrativo.
Porém, o especialista ressalta que o cenário já mudou em relação ao início do ano: o spread entre o dividend yield (taxa de retorno de dividendos) do IFIX e a taxa real da NTN-B de 10 anos vem se estreitando, sinalizando um ambiente menos vantajoso.
Araújo também indica que a expectativa de queda de juros no final de 2025 ou começo de 2026 deve ditar o tom do mercado de FIIs, que é sensível ao fluxo da renda fixa para a renda variável.
Com essa perspectiva, a Empiricus vem apostando em ativos que apresentem oportunidades de realização de lucros, entrando em nichos específicos, com teses mais arrojadas, mas ainda com um nível de risco adequado ao perfil do investidor.
Para a carteira de novembro, o analista optou pela saída do Mauá Capital Recebíveis (MCCI11), que teve um rendimento superior a 30%, e a compra do RBR High Grade (RBRR11).
Araújo destaca que trata-se de um fundo com alta qualidade de crédito, mas que está com um desconto de 9% sobre o valor patrimonial, indicando um bom momento de entrada.
Além das expectativas com os juros aqui e nos Estados Unidos, o último mês também foi marcado pelos resultados das gigantes de tecnologia norte-americanas. Segundo Enzo Pacheco, responsável pela carteira de BDRs da Empiricus Research, as big techs voltaram a liderar o desempenho dos índices: enquanto o S&P 500 subiu cerca de 2%, o índice das Sete Magníficas avançou quase 4%.
O impulso veio, principalmente, do crescimento da computação em nuvem — área em que Amazon (AWS), Microsoft (Azure) e Google (Google Cloud) continuam expandindo rapidamente.
Apesar dos bons resultados, a necessidade de novos aportes em infraestrutura pesou sobre algumas ações, como a da Meta, que sofreu forte correção após sinalizar mais investimentos em 2026.
Ainda assim, para novembro, a Empiricus manteve a Meta entre as principais posições, assim como seguiu com a Novo Nordisk na carteira. A casa ainda acrescentou a operadora de telefonia e internet AT&T, buscando equilíbrio entre tecnologia e empresas defensivas.
Já no mercado de criptomoedas, outubro, que é tradicionalmente apelidado de Uptober, não foi tão forte quanto costuma ser para o setor. Segundo Guilherme Prado, da Bitget, um movimento de liquidação de US$ 20 bilhões em derivativos de criptomoedas freou o entusiasmo.
Ainda assim, 2025 vem consolidando um novo ciclo de maturidade do setor. Empresas de criptomoedas, como Circle e Gemini, abriram capital nas bolsas norte-americanas no último ano.
Além disso, o segmento ainda contou com a criação de ETFs. Segundo Prado, as movimentações reforçam o papel do bitcoin (BTC) como reserva de valor.
Assim, a expectativa é de uma redução da volatilidade dos ativos, especialmente após a criação de novas regras para stablecoins lastreadas em títulos do Tesouro norte-americano. Para 2026, Prado projeta o bitcoin oscilando entre US$ 100 mil e US$ 150 mil.
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