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Economistas consultados pelo BC esperam que tendência de arrefecimento dos preços perdure neste ano, mas siga quase estável no próximo
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, deve se ver livre da cartinha de estouro da inflação ao final de dezembro. A carta, direcionada ao Ministério da Fazenda, deve ser redigida quando a inflação fica fora dos limites da meta após um período de seis meses.
A projeção do Boletim Focus é de que o IPCA, índice oficial de preços, feche o ano em 4,43%. Essa projeção está 0,07 ponto porcentual abaixo do limite superior da meta, que é de 4,50%.
Há um mês, os economistas consultados pelo Banco Central projetavam 4,55% de IPCA no fechamento do ano. Foram três revisões para baixo consecutivas desde então.
Para 2026, a projeção da inflação caiu marginalmente, de 4,18% para 4,17%. Considerando a proximidade com o fechamento deste ano, os economistas não esperam muitos gatilhos que ajudem a diminuir a pressão atual nos preços. A expectativa é que o cenário atual praticamente se mantenha o mesmo.
O Banco Central, no entanto, estima números diferentes dos do mercado financeiro. Segundo a última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC espera que o IPCA some 4,6% em 2025 — acima do limite da meta — e 3,6% em 2026.
A mediana das projeções dos economistas para os juros se manteve a mesma em 2025, 2026 e 2027, respectivamente, 15%, 12% e 10,5%. Somente em 2028 que a estimativa diminuiu de 9,75% para 9,50%.
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Na última decisão, o Copom manteve a Selic em 15% ao ano, pela terceira vez consecutiva — e tudo que indica que a taxa básica de juros deve permanecer neste patamar por mais algum tempo.
A maior parte do mercado financeiro espera um primeiro corte apenas em março de 2026. O colegiado, entretanto, tem se manifestado a favor da estratégia de manter a taxa em níveis altos por um “tempo prolongado”, até vislumbrar o retorno da inflação à meta de 3%.
Dentro do horizonte de análise do BC, de 18 meses, a inflação projetada está em 3,3% — acima da meta.
Em eventos recentes, o presidente Galípolo afirmou que o BC fará o que for necessário para cumprir o objetivo da inflação de volta à meta. Ainda que isso signifique manter os juros restritivos por um tempo ainda mais prolongado.
No entanto, para o próximo ano, o mercado espera 300 pontos-base de corte na Selic, saindo de 15% ao ano para 12%. Há um mês, a estimativa era de menos cortes, para 12,25% ao ano.
Os economistas não mudaram suas expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025: permaneceu em 2,16%, pela 5ª semana seguida.
No entanto, na semana passada, o Banco Central (BC) reviu a sua estimativa para baixo. De 2,1% para 2,0%, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do terceiro trimestre.
Segundo a autarquia, a redução ocorreu devido aos efeitos, ainda incertos, do aumento das tarifas de importação dos EUA, e a sinais de moderação da atividade econômica no terceiro trimestre.
Para 2026, a mediana de projeções se manteve estável, em 1,78%, pela 5ª semana consecutiva. A única revisão registrada foi a de 2027, que caiu de 1,88% para 1,83%. Quatro semanas antes, era de 1,90%.
Em relação ao câmbio, o relatório Focus indica uma projeção de fechamento para o dólar em R$ 5,40 neste ano.
A estimativa intermediária para o fim de 2026 seguiu em R$ 5,50, pela sétima semana consecutiva.
Para o fim de 2027 e 2028, as estimativas também permaneceram estáveis, em R$ 5,50 nos dois anos, pela quinta semana seguida.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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