O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Em evento da Icatu Seguros, o gestor do fundo Verde analisou o impacto das tarifas recíprocas anunciadas ontem nos mercados globais e apontou ganhadores e perdedores
A imposição das tarifas recíprocas por Donald Trump aos parceiros comerciais dos Estados Unidos bateu pesado nos preços dos ativos globais, mas menos nos ativos domésticos. E para Luis Stuhlberger, estrelado gestor do fundo Verde, isso ocorre porque “o Brasil saiu muito beneficiado com essa história” relativamente a outros países.
Em palestra em evento de lançamento de um novo fundo de previdência da Verde em parceria com a Icatu Seguros, Stuhlberger explicou que, como o Brasil tem uma balança comercial equilibrada com os EUA, nossa tarifa, pelas regras impostas por Trump, seria zero, então pegamos o valor mínimo, estabelecido em 10%.
O gestor chamou a atenção para o fato de que o Brasil deve passar a exportar mais para a China, cujas vendas para os EUA serão pesadamente tributadas em 34%, e acredita que a América Latina como um todo será beneficiada com o novo cenário, principalmente o México.
Para ele, o Brasil deve ganhar principalmente pelo aumento nas exportações, mas se o governo souber atrair o capital estrangeiro, poderia se beneficiar também do investimento gringo.
“Se você acha que os preços do ovo e do filé mignon estão ruins, espera para ver como vai ficar no resto do ano”, disse, referindo-se ao aumento nas exportações esperado à frente.
Entre os ativos globais, os únicos beneficiados tendem a ser o ouro e o bitcoin, diz Stuhlberger. “E o ouro está dando um baile no bitcoin.”
Leia Também
A jornalistas, o gestor, que hoje tem 1% da carteira do Verde em bitcoin, frisou que esses ativos são para hedge (proteção) e disse que “infelizmente” não tem ouro, que sempre considerou muito caro.
Já do lado das moedas, o grande beneficiado, na visão do gestor, será o euro, “e quase ninguém tem euro”. Isso porque, diante do temor de recessão nos EUA em razão da tarifação, o dólar deve se enfraquecer, dando espaço para o euro despontar como moeda forte alternativa.
O mercado financeiro europeu também pode ganhar com uma migração de recursos das bolsas americanas para o resto do mundo.
Durante a palestra, Stuhlberger contou que ontem à noite mesmo a Verde montou uma posição comprada em euro e vendida (short) em renminbi, a moeda chinesa.
O gestor do lendário fundo Verde abriu sua apresentação com dados sobre a economia americana e uma explicação sobre a fórmula aplicada pela Casa Branca para chegar às tarifas recíprocas impostas a cada país.
As tarifas que os EUA irão cobrar consideram não apenas a alíquota efetiva de taxação que seus parceiros comerciais impõem aos produtos americanos, mas também conceitos de manipulação da moeda e barreiras tarifárias, o que segundo Stuhlberger, é muito difícil de estimar.
De modo geral, a Casa Branca dividiu o déficit comercial que tem com cada país pelo valor que importa do mesmo país para chegar ao percentual que corresponde à tarifa “verdadeira” imposta pelo parceiro aos Estados Unidos. A tarifa recíproca aplicada corresponde a metade desse percentual.
Por exemplo, a tarifa que a China efetivamente cobra de produtos americanos está na faixa dos 7% a 8%. Mas dividindo-se o déficit comercial de quase US$ 300 bilhões dos EUA com a China pelo valor que os EUA importam da China (US$ 438,9 bilhões), chega-se a uma tarifa de 67%. Metade disso, 34%, foi a tarifa aplicada por Trump ao Gigante Asiático.
De fato, as tarifas de Trump divulgadas ontem foram mais altas que o esperado, o que imediatamente derrubou as bolsas ao redor do mundo. Além da taxa pesada sobre as importações da China, outras tarifas elevadas foram aplicadas a países como Suíça (31%), Vietnã (46%), Índia (26%), Japão (24%) e Coreia do Sul (25%).
Para Luis Stuhlberger, mesmo havendo a possibilidade de uma negociação posterior, que reduza as tarifas impostas, num primeiro momento a Ásia foi a região que mais sofreu, notadamente a China, que também sofre com a tarifação dos seus vizinhos. Ele inclusive acha que as bolsas e moedas asiáticas caíram menos do que deveriam nesta quinta-feira (3).
Já México e Canadá são beneficiados, pois não foram atingidos pelas tarifas recíprocas, mantendo-se apenas as tarifas já anunciadas. O gestor do fundo Verde disse, inclusive, que os EUA pegaram leve com o México nas tarifas, pois de fato houve uma queda forte da imigração ilegal desde que Trump assumiu a presidência americana.
Conforme documento divulgado ontem pela Casa Branca, no que diz respeito a esses países, produtos em conformidade com o Acordo EUA-México-Canadá [USMCA] continuarão a ter uma tarifa de 0%, produtos não em conformidade com o USMCA terão uma tarifa de 25%, e energia e potássio não em conformidade com o USMCA terão uma tarifa de 10%.
Como resultado da imposição das tarifas recíprocas, as tarifas efetivas que os Estados Unidos impõem a seus parceiros comerciais subiram de uma faixa de 7,5% a 10% para 25% a 29%, mostrou Stuhlberger na sua apresentação.
Ele ressalvou, no entanto, que ontem o Goldman Sachs calculou que a tarifa efetiva final seria da ordem de 19%, o que ainda assim alça o protecionismo americano ao seu maior patamar da história.
Com isso, as próximas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) devem cair do atual 1,4% para perto de zero. Enquanto isso, a população americana já espera um desemprego maior, e a inflação de bens duráveis nos EUA já começou a subir.
Só que a inflação mais alta que deve se seguir ao anúncio de ontem não deverá resultar em juros mais elevados nos Estados Unidos, ao contrário do que se esperaria num cenário de índices de preços pressionados, mas sim em juros mais baixos, dada a expectativa de recessão que vem se criando.
Para Stuhlberger, o mercado deve chegar a projetar quatro cortes de juros pelo Federal Reserve neste ano. “Não que o Fed vá dar, mas o mercado deve precificar isso”, disse.
Na visão do gestor, o cenário para a economia americana é de estagflação, o que requer cautela. Ainda tem a questão da enorme dívida pública americana e o déficit fiscal elevado, o que vem sendo conduzido de maneira “irresponsável” e com “um quê de populismo” pelo governo Trump, na opinião de Stuhlberger.
A hostilidade de Trump e suas políticas também faz crescer no mundo um sentimento de antiamericanismo e da popularidade dos líderes que se opõem ao presidente americano, o que pode vir a prejudicar as empresas dos EUA e o turismo do país.
Stuhlberger classifica como “extremamente perigosa” a visão de Trump de que na economia não existe relação ganha-ganha, apenas ganha-perde (e quem deve ganhar são os Estados Unidos). “Se você não tem win-win, o PIB não cresce”, diz o gestor.
Também acredita que não é bom para os negócios o clima geopolítico complicado atual e o crescimento do antiamericanismo no mundo.
Além disso, existe o risco de cauda de a China simplesmente decidir parar de vender certos produtos para os EUA, que, com isso, ficariam paralisados. E ainda que futuras negociações possam reduzir as tarifas impostas, ainda vai piorar antes de melhorar, acredita o gestor.
Stuhlberger diz que este elevado grau de incerteza é o que mantém o fundo “leve” atualmente. No Brasil, o Verde tem hoje 60% do seu patrimônio aplicado em juro real (otimista em relação à trajetória dos juros acima da inflação), 35% tomado em prefixados longos (como proteção), 15% em crédito e exposição líquida zerada em bolsa local.
Lá fora, a exposição líquida em bolsa do fundo é negativa, havendo ainda uma posição de 1,5% em petróleo, 1% em ETF de bitcoin e 0,9% em crédito privado.
Trump volta aos holofotes ao suspender temporariamente o processamento de vistos de 75 países, meses antes da Copa do Mundo
O microempreendedor individual pode se regularizar por meio do parcelamento dos débitos com a Receita Federal
Vitor Sousa, analista da Genial Investimentos, fala no podcast Touros e Ursos sobre os impactos da situação da Venezuela e do Irã no mercado petroleiro
Investidor conhecido por apostas agressivas, o polêmico empresário agora é citado em investigações sobre o Banco Master; entenda o fio que conecta o investidor à polêmica
Segunda etapa da Operação Compliance Zero recolhe dinheiro vivo, bens de luxo e bloqueia R$ 5,7 bilhões em investigação sobre o Banco Master
Aumento de 4,26% segue a inflação acumulada em 12 meses medida pelo IPCA
Lula também lançou a Plataforma Digital da Reforma Tributária, a nova infraestrutura digital que dará sustentação ao sistema brasileiro
O vencedor do BBB 26 levará para casa o dobro do valor da última edição
O reator experimental de fusão nuclear da China bate recordes, desafia limites da física e reforça a corrida global por uma fonte potencialmente ilimitada de energia
As ordens judiciais têm como alvos endereços ligados ao banco e ao empresário nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro
A noite de terça-feira (13) foi movimentada no Espaço da Sorte, com sorteios da Lotofácil, da Mega-Sena, da Quina, da Timemania e da Dia de Sorte
Portal centraliza serviços como apuração de tributos e consulta de documentos fiscais
Lucro da Globo ultrapassa R$ 1 bilhão apenas com o patrocínio de marcas no BBB 26
Novo sistema de renovação automática da CNH entrou em vigor, facilita a vida de parte dos motoristas, mas mantém regras mais rígidas para quem tem 70 anos ou mais
Powell está sob pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para cortar os juros no país. A mais recente investida é uma intimação com ameaça de acusação criminal, emitida pelo Departamento de Justiça (DoJ)
Quase R$ 3 bilhões já foram devolvidos e prazo para contestação de descontos vai até dia 14 de fevereiro, segundo o INSS
Brasil vende commodities agrícolas como milho, soja e açúcar para o país no Oriente Médio, mas participação do Irã na balança comercial não é grande
Fiat Strada lidera o ranking como carro mais vendido pelo quinto ano seguido; volume em 2025 supera a população da maioria dos municípios brasileiros
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores no primeiro sorteio da semana. Mesmo com bola dividida, sortudos estão mais próximos do primeiro milhão.
A regra é voltada à tributação sobre consumo e altera a forma como bens e serviços são taxados no Brasil