Haddad quer reduzir incentivos fiscais, mas ainda não teve apoio de parlamentares; entenda os planos do ministro, que incluem BPC e Fundeb
A equipe econômica também apresentou um quadro das despesas para uma maior compreensão do atual quadro fiscal do país

O fim das isenções de títulos incentivados não foi o único alvo do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como alternativa ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Na última reunião com líderes do Congresso, realizada no último (8), o governo apresentou aos parlamentares um quadro dos gastos que estão pressionando o Orçamento.
O foco foram as despesas que tiveram uma trajetória mais explosiva nos últimos anos, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o Fundeb e os fundos de participação de Estados e municípios (FPE e FPM), além das próprias emendas parlamentares.
A gestão também apresentou duas opções para a redução dos incentivos fiscais, com corte linear e uma ação de governança.
- VEJA MAIS: Você está preparado para ajustar sua carteira este mês? Confira o novo episódio do “Onde Investir” do Seu Dinheiro
Os gatos na ponta do lápis
A equipe econômica apresentou aos parlamentares um quadro das despesas que tiveram tendência atípica de crescimento nos últimos anos, revertendo tendências históricas e pressionando o Orçamento.
Essas despesas possuem dois fatores de pressão: a elevação na concessão por alterações nas regras de acesso — seja por lei ou por portaria — e a ampliação dos repasses da União para fundos, como o de educação básica e para os entes subnacionais.
Leia Também
O objetivo foi mostrar que a mudança no comportamento dessas medidas passou a pressionar o Orçamento, tirando espaço para as despesas discricionárias — ou seja, não obrigatórias, como investimentos e custeio da máquina pública.
A partir desse diagnóstico, a ideia é que haja a compreensão mais clara do quadro fiscal, principalmente porque grande parte desses gastos foi contratada sem que houvesse uma fonte de financiamento, piorando o equilíbrio fiscal.
- LEIA TAMBÉM: Ferramenta te mostra uma projeção de quanto é necessário investir mensalmente na previdência privada. Simule aqui
As medidas de Haddad
Em relação às renúncias fiscais, há um consenso de que a Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária (Dirbi) melhorou a transparência sobre os incentivos.
Além disso, a declaração mostrou que o tamanho das isenções é maior do que o estimado pela própria Receita Federal.
A Fazenda apresentou duas possibilidades para reduzir os benefícios fiscais:
- Corte linear de um conjunto amplo de benefícios;
- Possibilidade de construir uma governança, que regulamenta a emenda constitucional que já previa a redução dos incentivos fiscais.
Porém, o ministro não especificou os mecanismos para realizar as propostas.
A avaliação da equipe econômica é de que a ordem constitucional que já determina a redução dos incentivos fiscais é ineficaz porque não diz onde nem como operar essa diminuição.
A alternativa de Haddad prevê corte por tipo de benefício com “repercussão geral”. Ou seja, são listadas as possibilidade de diminuir o benefício considerando a sua natureza — se é na base de cálculo, para crédito presumido, por exemplo.
Essa opção exige que seja detalhada qual lei será alterada para cada benefício e como será feita a redução do gasto.
Contudo, há benefícios que não serão afetados por essas possíveis alterações, como o Simples Nacional, que é o regime de tributação das microempresas e companhias de pequeno porte; e a Zona Franca de Manaus, uma área industrial e comercial na Amazônia que oferece benefícios fiscais para atrair empresas.
Além disso, entidades filantrópicas e sem fins lucrativos seguem beneficiadas.
LEIA MAIS: Hora de ajustar a rota – evento “Onde investir no 2º semestre” vai reunir gigantes do mercado financeiro para revelar oportunidades de investimento
Negociações entre Haddad e os líderes da casa
Embora os temas tenham sido discutidos no encontro, não houve um acordo imediato sobre essas medidas, que seguem em debate e negociação.
Segundo um interlocutor da equipe econômica, a ausência de consenso não quer dizer que essas ações não vão sair do papel. Na avaliação da fonte, há boa vontade política para discutir as medidas, mas ainda é preciso avaliar como o debate vai evoluir na esfera pública.
A percepção é de que houve compreensão do problema e uma concordância da necessidade de discussão de uma solução estrutural por parte dos parlamentares.
Para integrantes da equipe econômica, o avanço dessa agenda dependerá muito da capacidade de o Congresso assimilar a importância das medidas.
Após o encontro, os líderes estabeleceram que levariam as medidas para a base e avaliariam quais temas têm chance de avançar para discussão.
Para a governança, a discussão gira em torno de um Comitê de Gestão para Benefícios Tributários.
Esse comitê poderia avaliar a concessão, ampliação e renovação dos benefícios, em um trabalho que dialoga com o que vem sendo feito pela Secretaria de Avaliação de Políticas Públicas, do Ministério do Planejamento.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
CARRO-CHEFE ENCALHADO
Mega-Sena encalha de novo e pode pagar o maior prêmio individual da história das loterias no Brasil; 3 apostas simples dividem a Lotofácil 3815
28 de outubro de 2026 - 5:51LIDERANÇA TEM UM PREÇO
Citi passa a recomendar compra de Mercado Livre, mas vê risco em investimentos para manter liderança
27 de outubro de 2026 - 14:22MEGA SENA TODO DIA
Lotofácil 3814 faz 2 novos milionários; Mega-Sena acumula e prêmio sobe para R$ 305 milhões
27 de outubro de 2026 - 5:58DANÇA DAS CADEIRAS
Fiscal na mira do mercado: BTG avalia cenário político e possíveis nomes para a Fazenda no Lula 4; confira
26 de outubro de 2026 - 19:43EXIGÊNCIAS MAIS RIGOROSAS
Banco Central aprova novas regras para ofertas de crédito e cria proteção contra o endividamento excessivo
24 de outubro de 2026 - 8:59CENÁRIO ELEITORAL
“Se o Lula vencer, o cenário tende a favorecer mais o rentismo”, diz CEO da EQI; veja as apostas da corretora
23 de outubro de 2026 - 15:56VANTAGEM EM XEQUE
Esta cidade fora de SP virou hub de galpões logísticos. Agora, a Reforma Tributária pode mudar o jogo
23 de outubro de 2026 - 11:15A SERVIÇO DE SUA MAJESTADE
Quem será o próximo James Bond? Quatro nomes estão na disputa final para interpretar o agente 007
23 de outubro de 2026 - 11:09ELEIÇÕES NO MERCADO IMOBILIÁRIO
Minha Casa Minha Vida ou Casa Verde Amarela? Os planos de Lula e Flávio Bolsonaro para o mercado imobiliário e a compra da casa própria
23 de outubro de 2026 - 7:09CARRO-CHEFE ENCALHADO
Mega-Sena acumula novamente e prêmio alcança R$ 230 milhões; 3 bolões com dezenas de pessoas dividem a Lotofácil
23 de outubro de 2026 - 5:47DISPUTA DE REGULADORES
Afinal, quem falhou no caso Banco Master? Ex-presidente da CVM aponta para o Banco Central
22 de outubro de 2026 - 18:45LUZES ACESAS
Volta ao presencial e ‘cheque gordo’ do Itaú (ITUB4) dão nova vida a escritórios de SP — mas nem todos os bairros ganham
22 de outubro de 2026 - 10:09Conteúdo Empiricus
Mercado de opções cresce 79% na B3 em 2026; confira como você também pode aproveitar oportunidades com esse tipo de operação na bolsa
22 de outubro de 2026 - 10:00PRECISA DE CONSERTO
Lotofácil, Quina e outras loterias acumulam e atenção se volta para prêmio de R$ 200 milhões em jogo na Mega-Sena
22 de outubro de 2026 - 5:53MAIS DINHEIRO NA MESA
Governo libera mais R$ 6,49 bilhões para empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA e por conflitos internacionais; veja quem pode acessar o crédito
21 de outubro de 2026 - 10:03NEM POR DECRETO
Mega-Sena acumula de novo e prêmio vai a R$ 200 milhões; Dia de Sorte aproveita para brilhar sozinha
21 de outubro de 2026 - 5:42FINANÇAS
Investimentos liberam mais limite nos cartões de crédito do BTG Pactual. Conheça os requisitos e benefícios das versões Gold, Platinum e Black
20 de outubro de 2026 - 16:00PRÉVIA DO RESULTADO
Receitas em alta e ações de lado: balanço da SpaceX (SPCX) finalmente decolou? Saiba o que esperar
20 de outubro de 2026 - 15:03DESTAQUE NA IMPRENSA
Repórteres do Seu Dinheiro são vencedoras do prêmio +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças
20 de outubro de 2026 - 14:58O MISTÉRIO CONTINUA