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Fazenda voltou atrás na cobrança sobre remessas ao exterior para investimentos em fundos e aumento da alíquota para investimentos lá fora por parte de pessoas físicas

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deu o prazo: a equipe econômica tem até o fim da semana para decidir como compensar a arrecadação que deixará de ser feita com o recuo em parte das mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
"A gente tem até o fim da semana para decidir como vai compensar. Se com mais contingenciamento ou com alguma substituição. Até o final da semana nós vamos tomar essa decisão", afirmou nesta segunda-feira (26) o chefe da pasta econômica.
A declaração foi dada a jornalistas, após a abertura do evento Nova Indústria Brasil, em comemoração ao Dia da Indústria, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.
Na última quinta-feira (22), a pasta voltou atrás na introdução da cobrança de IOF sobre remessas ao exterior para investimentos em fundos lá fora e no aumento da alíquota sobre remessas ao exterior por parte de pessoas físicas com o objetivo de investimento.
Questionado também sobre o aumento do custo do crédito para empresas por conta do IOF, Haddad lembrou que as alíquotas do imposto eram mais elevadas no governo anterior, do ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Se vocês fizerem um dever de casa e pegarem as alíquotas do IOF do governo anterior, vocês vão ver que eram bem maiores. Quando aumenta a Selic, aumenta o custo do crédito, e nem por isso os empresários deixam de compreender a necessidade da medida”, disse Haddad.
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Questionado se já havia um cenário para que o Banco Central pudesse aliviar a política monetária, Haddad respondeu que trabalha para resolver a situação fiscal e monetária "o quanto antes".
"O que nós queremos é resolver isso o quanto antes, o fiscal e o monetário, para voltar a patamares adequados tanto de tributação quanto de taxa de juros, para o País continuar crescendo", reforçou.
Haddad garantiu que o governo vai seguir a regra fiscal mesmo em ano eleitoral.
"Nós temos um marco fiscal, que está sendo reforçado pelas medidas. Nós temos até 2,5% de aumento real do gasto público de teto. É daí para menos. Nós vamos seguir a regra fiscal conforme combinado com o Congresso Nacional", concluiu.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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