O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Para “arrumar a casa” e reduzir a taxa de juros, Schwartsman indica que o governo precisa promover reformas estruturais que ataquem a raiz do problema fiscal
Taxa de desemprego nas mínimas históricas. Aumento de gastos com políticas sociais. Uma reeleição apertada. Soa familiar? Se você pensou no cenário econômico e político atual, não é apenas coincidência. Embora se trate de características do segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-diretor do Banco Central, Alexandre Schwartsman, vê o governo Lula seguindo os mesmos passos da gestão de dez anos atrás.
Durante a campanha eleitoral de 2014, a petista usou as políticas públicas como principal bandeira enquanto advertia os brasileiros para o risco de aumento dos juros caso Aécio Neves vencesse a disputa.
Porém, a necessidade de equilibrar as contas governamentais, uma hora ou outra, bate à porta, e Dilma se deparou com um aumento da taxa Selic logo após a reeleição.

O problema é que o governo já não contava com o capital político para fazer essa mudança: além de ser reeleita com um discurso contrário, Dilma não tinha mais o apoio do Congresso. E é exatamente nesses dois pontos que Schwartsman vê o atual governo de Lula repetindo a história.
“O país entrou em recessão porque precisava fazer um ajuste fiscal e todo mundo entendeu que aquele governo não tinha a menor condição”, avaliou o ex-presidente do BC no evento Ponto de Virada, realizado pelo Itaú Unibanco. “Se reeleito, o governo atual também não tem a menor condição de fazer um ajuste fiscal”, completou.
Atualmente, a taxa básica de juros encontra-se em 15% ao ano — o que não agrada a ninguém. Com os juros altos, fica mais difícil financiar imóveis, pagar dívidas, e o apetite dos investidores em relação aos ativos de risco é drenado. Schwartsman também sente um desconforto com a Selic em suas máximas históricas.
Leia Também
Porém, o economista não vê outra saída. “A inflação ainda está acima da meta, e o motivo é o fato de que a economia brasileira vive numa situação de sobreaquecimento”, afirmou Schwartsman durante o evento.
Um dos sinais de que o Banco Central precisa seguir puxando as rédeas é o mercado de trabalho, com o desemprego no menor nível da série histórica. “Isso sugere uma economia que cresce além do que ela consegue sustentar. O BC precisa ver indicações de que a economia está desacelerando”, opinou o ex-diretor da autarquia.
Embora o economista avalie que o BC deve reduzir os juros no início de 2026, ele ressalta que o Banco Central ainda precisa ver sinais de um arrefecimento e foi categórico: para que os juros caiam no Brasil, a taxa de desemprego vai ter que subir.
Porém, Schwartsman vê as eleições do ano que vem como um obstáculo. Isso porque o governo Lula tem o aumento dos gastos governamentais como um dos seus pilares, o que costuma aquecer a economia.
Enquanto isso, o equilíbrio fiscal fica em segundo plano, e o endividamento brasileiro entra no que o ex-BC avalia como “trajetória insustentável”.
“O Brasil não tem um histórico elevado de pagamento das suas dívidas e, com a trajetória crescente de endividamento, há cobrança de um prêmio maior de risco. Então, a taxa de juros neutra, ou seja, a taxa que é consistente com a economia operando em equilíbrio, sobe. Quanto mais alta a taxa neutra, mais acima dela a Selic precisa estar”, afirmou.
Com o aumento das contas públicas, juros em máximas históricas e a reeleição no horizonte, Schwartsman vê Lula colocar o país à beira do precipício da recessão, repetindo os passos da Era Dilma.
“Não estamos falando de 50 anos atrás, mas de dez. O governo Dilma tentou uma mudança de rota para a austeridade fiscal e mergulhou o país em uma recessão de dois anos”, relembrou o economista.
LEIA TAMBÉM: Quer saber onde investir com mais segurança? Confira as recomendações exclusivas do BTG Pactual liberadas como cortesia do Seu Dinheiro
Para “arrumar a casa” e reduzir a taxa de juros neutra, Schwartsman indica que o governo precisa promover reformas estruturais que ataquem a raiz do problema fiscal.
Como mais de 95% do orçamento brasileiro é composto por gastos obrigatórios, o economista avalia que é necessário reduzir o ritmo do crescimento dessas despesas.
Segundo Schwartsman, entre as principais mudanças propostas, ele vê a importância de uma reforma da Previdência, com aumento da idade de aposentadoria e maior unificação entre os regimes — incluindo os militares.
O economista também destaca a necessidade de reforma do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que garante um salário mínimo por mês a idosos e pessoas com deficiência. Na visão do ex-diretor do BC, é preciso alterar os critérios de elegibilidade.
Schwartsman vê ainda problemas na interferência do Judiciário em decisões sobre os gastos públicos. Para ele, é importante limitar a capacidade de estender benefícios aos cidadãos através de ações judiciais.
Porém, o destaque para o economista é a revogação do Teto de Gastos, já que o novo arcabouço fiscal eliminou a determinação que desvinculava a receita dos gastos públicos com saúde e educação. Assim, quando a receita aumentava, o governo não era obrigado a ampliar as despesas com esses dois setores.
Além disso, Schwartsman destaca a necessidade de uma reforma administrativa. “Se está sendo exigido que toda a sociedade faça sacrifícios, não é justo que certos segmentos do funcionalismo, que são extraordinariamente beneficiados, não o façam”, afirmou.
Embora assuma que este é um tema delicado, o ex-diretor do BC ressalta que também é preciso uma reforma sobre o gasto social. Schwartsman ressalta que ele é a favor de uma rede de proteção para as camadas da população mais vulneráveis, mas que o gasto deve ser redesenhado.
Questionado sobre a trajetória da moeda norte-americana, Schwartsman afirmou que a maior parte da valorização do real frente ao dólar observada recentemente ocorreu por conta do enfraquecimento global da moeda.
Segundo o economista, a queda dos juros nos EUA pressionou o dólar mundialmente. Porém, daqui para frente, a dinâmica do câmbio dependerá da política interna, já que Schwartsman avalia que a alteração da política monetária norte-americana já está precificada.
Com as eleições no radar e as dificuldades orçamentárias, o ex-diretor do BC avalia que o cenário doméstico vai pressionar o dólar.
“Se a perspectiva de reeleição do atual governo for muito forte, vai pressionar o dólar, porque é um fundamento doméstico, não é internacional. Diz respeito à percepção de se o Brasil é capaz ou não de resolver o seu problema interno”, afirmou.
Economistas enxergam ambiente mais favorável para cortes no Brasil do que nos EUA, mas com limites impostos pelos altos gastos públicos
Apesar de não ser tão extravagante quanto a residência principal do bilionário, o imóvel tem várias características de luxo
O deputado acrescentou que, sob sua presidência, a Câmara não colocará em votação nenhuma proposta que altere o modelo atual de independência do BC
Na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o ministro avaliou sua gestão na Fazenda, rebateu o ceticismo de investidores, defendeu a autonomia do BC e comentou o caso Master, exaltando Gabriel Galípolo
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores no primeiro sorteio da semana. Mesmo com bola dividida, sortudos estão mais próximos do primeiro milhão.
Mesmo com sinais de arrefecimento da inflação, Gabriel Galípolo afirma que mercado de trabalho forte e salários em alta exigem cuidado extra com cortes na taxa básica
A proposta é antecipar as contribuições ordinárias dos associados do FGC, de 2026 a 2028, além de exigir uma contribuição extraordinária, segundo o jornal O Globo.
Como a Mega-Sena só corre amanhã, a Quina é a loteria da Caixa com o maior prêmio em jogo na noite desta segunda-feira (9); confira os valores.
Nos últimos cinco anos, a queda do consumo de vinho foi de 22,6%. O último ano positivo foi 2020, início da pandemia, quando o isolamento obrigou muitos argentinos a ficar em casa
Pagamentos de dividendos e JCP ocorrem em conjunto com a temporada de divulgação de balanços das principais empresas da B3
Dados preliminares mostram que, dos dias 1o a 29 de janeiro, a entrada de recursos na bolsa vindos do exterior somou R$ 25,3 bilhões
A única loteria que contou com um vencedor na categoria principal foi a Lotofácil 3608
Enquanto o bilionário projeta um mundo sem mercado de trabalho, o debate filosófico e a ficção científica oferecem pistas sobre suas consequências
Concurso 2970 acontece em São Paulo; último sorteio pagou R$ 141,8 milhões para uma única aposta
Na época da deflagração da operação, Sidney chegou a ser preso, porém foi solto dias depois. Agora, o MP pede à Justiça que os acusados usem tornozeleira eletrônica
Mega-Sena vinha acumulando desde o sorteio da Mega-da Virada. Lotofácil teve um total de 48 ganhadores. Todas as demais loterias sorteadas na quinta-feira (5) acumularam.
Investigação apura crimes contra o sistema financeiro e questiona o que havia por trás da negociação
Com instabilidade no radar, Brasil lidera a saída de milionários na América Latina e aparece entre os países que mais perderam fortunas no mundo em 2025
Uma sequência incomum de erupções solares levou a Nasa e a NOAA a adotarem monitoramento contínuo; o fenômeno não oferece risco às pessoas, mas pode afetar satélites, comunicações e sistemas de GPS.
Capaz de resistir a radiação, falta de água, temperaturas extremas e até ao vácuo do espaço, o urso-d’água desafia os limites da biologia e entra na lista dos seres mais resistentes já estudados