O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O Seu Dinheiro conversou com o head de renda variável do ASA, Marcelo Nantes Souza, que apontou para um possível trunfo do Brasil na negociação com os EUA
As tarifas de 50% dos Estados Unidos contra as importações brasileiras devem entrar em vigor na sexta-feira (1) se a negociação com o governo Trump não vingar. Por mais que Brasília queira um acordo e esteja trabalhando para isso, as conversas são complicadas já que nascem como uma provocação política dos norte-americanos, sem embasamento econômico.
Embora Marcelo Nantes de Souza, head de renda variável do ASA, diga que é difícil tentar prever quanto tempo essa situação vai durar, ele aponta um trunfo brasileiro para remediar a situação: as terras raras — um grupo de 17 elementos químicos essenciais à produção dos “super ímãs”, usados desde motores de carros elétricos até equipamentos militares.
O Brasil detém a segunda maior reserva global desses minérios, com 25% das terras raras disponíveis. Em primeiro lugar vem a China — que domina tanto a extração como o refino desses elementos — e que já chegou a um entendimento com o governo norte-americano sobre o assunto.
Esses elementos estiveram no centro das negociações tarifárias entre as duas maiores economias do mundo. Quando Trump começou a escalar sua guerra comercial, Pequim limitou as exportações de sete terras raras e de super-ímãs, pressionando Washington a ir para a mesa de negociações.
Ao New York Times, o consultor automotivo Michael Dunne afirmou que as medidas da China poderiam paralisar completamente a produção de veículos nos EUA, além de colocar em xeque a produção de outras tecnologias e até mesmo o poderio militar norte-americano — e é aqui que o Brasil entra.
“Parece que os Estados Unidos estão na mão da China e precisam de uma alternativa. Isso pode ser uma boa saída para o Brasil começar uma negociação com a Casa Branca”, afirma Nantes.
Leia Também
“Eu diria que é mais uma bala de bronze. A bala de prata mesmo é a da China, que cortou o fornecimento diante da ausência de negociações. Com isso, os Estados Unidos ficaram sem alternativa”, disse ele ao Seu Dinheiro.
Cabe lembrar que, apesar do grande volume desses minerais em solo brasileiro, nós ainda não comercializamos terras raras para o mundo dada a complexidade do refino.
Nantes não espera que a situação se resolva até a próxima sexta ou que a taxa volte para os 10% anunciados em abril.
“Muita gente acha que tudo se resolve no dia primeiro de agosto, mas pode se estender. É uma tarifa provisória, ainda tem espaço para negociação, o próprio Trump já postergou decisões antes”, diz.
“O que a gente tem visto é que a maioria dos países está ali entre 15% e 20%. Se o Brasil conseguir ficar nesse intervalo, todo mundo vai sair cantando vitória, do jeito que Trump gosta. Ele vai se gabar por ter aumentado as taxas contra nós e o governo brasileiro também vai vender como um grande feito por ter conseguido negociar", afirma.
No entanto, o gestor não parece muito alarmado no caso da manutenção da sobretaxa de 50%. “Isso quer dizer que não haverá mais importação [norte-americana]. Com uma tarifa de 10%, o fluxo de café, por exemplo, continuaria. Mas com 50% não vai acontecer. O fluxo para”, acrescenta.
Para ele, o volume de mercadorias que deixaria de ser destinada aos EUA, passaria a ser quase completamente absorvida por outros países.
“O grosso das exportações brasileiras, tirando aviões, que são um caso à parte, está nas commodities: suco de laranja, carne, café... produtos que estão nas manchetes todos os dias. Esses fluxos se reorganizariam. É ruim, sim, mas não é o fim do mundo”, afirma.
No primeiro semestre de 2025, a bolsa brasileira se beneficiou do fluxo gringo saindo dos mercados norte-americanos diante da instabilidade causada pela guerra tarifária. No período, o Ibovespa subiu 15%, em boa parte apoiado pelo capital que veio parar aqui.
Nantes destaca que essa tendência começou a se reverter nas últimas semanas, com dois fatores: o acirramento da guerra comercial de Trump e as questões domésticas brasileiras — com a tensão fiscal.
"Acredito que a trajetória dos juros por aqui é ainda mais relevante para a bolsa. Se a inflação seguir sob controle, a atividade econômica desacelerar de forma moderada e o Federal Reserve [Fed, BC dos EUA] começar a cortar juros lá fora, o ambiente para redução dos juros aqui vai melhorar bastante. E isso teria um impacto muito positivo na bolsa”, afirma.
No entanto, há uma pedra no meio do caminho…
A expectativa de boa parte do mercado até o dia em que Trump anunciou as tarifas de 50% era de que haveria alternância de poder no ano que vem — para um governo com mais responsabilidade fiscal. Mas o embate contra os EUA favoreceu a popularidade de Lula e estremeceu essa tese.
Para ele, no entanto, o ‘pêndulo’ não virou em favor do petista, apenas voltou ao seu ponto de equilíbrio depois de um período de entusiasmo exagerado com a oposição.
“O mercado se antecipou no otimismo sem base nenhuma.Tem gente dizendo que a rejeição do Lula está alta, achando que ele vai simplesmente aceitar isso e ficar parado em Brasília. Isso não faz sentido. A rejeição está voltando para níveis normais. Esse otimismo exagerado com o Tarcísio é que tirou o pêndulo do lugar”, diz Nantes.
Para o gestor, é cedo para cravar qualquer cenário eleitoral com convicção. Ele acredita que, como em eleições anteriores, a disputa deve continuar acirrada.
Diante desse cenário, Nantes diz que o foco do ASA tem sido na preparação para uma possível desaceleração da economia brasileira no segundo semestre.
“Não estamos muito positivos em commodities, com dólar fraco e uma China com atividade mais questionável”, diz.
Com isso, o posicionamento da casa tem se voltado para setores menos expostos ao ciclo econômico. “Quando a gente vê uma desaceleração na atividade do Brasil, não dá para estar em setores muito dependentes disso. Então, estamos procurando áreas menos cíclicas, mais domésticas”.
As construtoras voltadas para a baixa renda estão entre as recomendações da casa. Cabe lembrar que, diferente da lógica de outros setores, na construção civil as empresas com exposição às rendas mais baixas são as mais resilientes a momentos delicados da economia por causa do “teto” que o Minha Casa Minha Vida (MCMV) impõe aos juros cobrados.
Nantes cita as ações de Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3). Além disso, a Cyrela (CYRE3), que apesar de ser de alta renda, tem avançado no MCMV. No segundo trimestre de 2025, houve um aumento de quase 180% nas vendas do segmento frente ao mesmo período do ano passado, alcançando R$ 1,3 bilhão.
Junto com a construção civil, o gestor também aposta no setor de logística, com destaque para a Rumo (RAIL3).
“Com a safra forte que tivemos e a ferrovia ligando o Mato Grosso ao Porto de Santos, a demanda está garantida, independentemente de a economia estar aquecida ou não. E, se os juros começarem a cair, ela tende a se beneficiar ainda mais, já que possui uma dívida relativamente alta”, diz.
A Ecorodovias (ECOR3) também aparece como uma ação promissora na visão de Nantes.
Os papéis da construtora caíram 2,80% nos últimos três meses, mas já começaram a mostrar sinais de recuperação
Programa funciona como uma poupança educacional, paga até R$ 9.200 por aluno e tem depósitos ao longo do ano conforme matrícula, frequência, conclusão e participação no Enem
Com preços em queda e custos elevados, produtores enfrentam margens cada vez mais apertadas
O CEO da Tesla e da SpaceX segue como o homem mais rico do planeta, com fortuna estimada em cerca de US$ 775 bilhões e se aproxima de um recorde jamais visto de US$ 800 bilhões
Após o anúncio do presidente norte-americano, as ações relacionadas ao setor de terras raras registram forte alta no início desta terça-feira (3)
Segundo a ata do Copom, em um ambiente de inflação mais baixa, a estratégia passa pela calibração do nível de juros
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores no primeiro sorteio da semana. Mesmo com bola dividida, sortudos estão mais próximos do primeiro milhão. Mega-Sena está acumulada desde a Mega da Virada.
Pagamentos do abono salarial seguem mês de nascimento ou número de inscrição e vão até agosto
Pagamentos começam em 12 de fevereiro e seguem até o fim do mês conforme o final do NIS; benefício mínimo é de R$ 600
Mello chefia a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda; economista tem atuado na defesa de cortes na taxa de juros, atualmente em 15%
O mercado de títulos de catástrofe, conhecido por oferecer retorno atrativos combinado com baixa volatilidade, está aquecido em 2026
Calendário de fevereiro 2026 mostra que o Carnaval não é feriado nacional, mas estados e municípios podem decretar folga para trabalhadores
Benefício assistencial começa hoje, seguindo o calendário do INSS e é pago conforme o número final do BPC
Aposentados e pensionistas já recebem com valores corrigidos pelo novo salário mínimo; depósitos seguem o número final do benefício
Crise com o will bank, apostas de bilionários e análises de mercado estiveram entre os assuntos mais lidos no Seu Dinheiro nos últimos dias
Flamengo, campeão do Brasileirão, e Corinthians, vencedor da Copa do Brasil, se enfrentam neste domingo (1º), no Mané Garrincha, para decidir a Supercopa d Brasil
Mega-Sena não teve ganhador no sorteio de sábado (31), e os resultados das demais loterias da Caixa também já estão disponíveis
Do Pé-de-Meia ao novo Gás do Povo, veja como ficam as datas e regras dos principais benefícios federais em fevereiro de 2026
Viação Garcia passa a operar cabine premium em ônibus de longa distância, com foco em conforto, silêncio e privacidade
Nova globalização será responsável por remodelar estruturalmente as próximas décadas, diz Matheus Spiess, economista pelo Insper, no programa Touros e Ursos