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De Juscelino até Itamar Franco e o Plano Real, o dragão da inflação cuspiu fogo pelas ventas, criando armadilhas na bolsa e na renda fixa
Todas as segundas-feiras, antes da abertura dos mercados, o Banco Central do Brasil divulga a projeção futura dos principais dados da economia, entre eles a inflação (medida pelo IPCA) do ano em curso e dos dois anos seguintes.
Na última divulgação, a inflação projetada para 2025 foi de 5,50%, estourando o teto da meta (4,50%) fixada pelo Conselho Monetário Nacional.
Este cenário traz visível desconforto para os investidores em geral. Teme-se que, em algum momento, o governo possa fazer pequenas moratórias (ou moratórias disfarçadas), como foi o caso da infeliz e recente tentativa de cravar o punhal do IOF nas remessas de câmbio.
Para mim, esse tipo de situação é refresco. Pois, ao longo de quase quatro décadas, operei no terreno minado da inflação, da inflação galopante e da hiperinflação.
Tudo começou no governo JK, quando o Executivo, dentro de seu programa de metas, que levou o nome de Cinquenta Anos em Cinco, turbinou a economia usando como combustível a impressão de dinheiro.
Daí surgiu a então subsidiada indústria automobilística, o país foi rasgado por uma extensa malha rodoviária, surgiram novos portos e estaleiros, duas enormes usinas siderúrgicas (Usiminas e Cosipa) foram construídas. No meio do cerrado do Planalto Central, Brasília foi erguida.
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De Juscelino até Itamar Franco e o bem-sucedido Plano Real, o dragão inflacionário cuspiu fogo pelas ventas. Os índices atingiram seu auge no trimestre de janeiro, fevereiro e março de 1990, com taxas mensais de 71,9%; 71,7%; e 81,3%.
Naquela época, aplicar dinheiro no overnight (investimento que repunha diariamente as perdas inflacionárias) era mais do que uma alternativa. Tratava-se de um salva-vidas, infelizmente disponível apenas para 20% da população. Isso porque a grande maioria das pessoas das classes C e D não tinha conta bancária.
Outro dia, jogando fora papéis velhos de uma pasta, descobri um recibo de cinquenta mil cruzados, valor esse que paguei à cozinheira daqui de casa, relativo a um salário mensal, salário esse que passou a semanal e, finalmente, diário, reajustado toda manhã pela taxa do over.
Para um profissional de mercado, o mais difícil naquela época era operar com ações.
Num mês em que a inflação era de 30%, se os índices IBV (Bolsa de Valores do Rio de Janeiro) e Ibovespa (Bolsa de São Paulo) ficassem estacionados, havia uma erosão de quase um terço do valor das carteiras.
Naquela época, eu escrevia uma newsletter mensal chamada Relatório FNJ.
Como guardei essas crônicas, vou recorrer a uma delas para lembrar alguns momentos marcantes.
Em novembro de 1989, por exemplo, mês do primeiro turno da primeira eleição direta para presidente desde 1960, a inflação foi de 41,42%. Nesse mesmo período de 30 dias, o índice Bovespa caiu 4,99%. Ou seja, as carteiras de ações perderam quase metade de seu valor.
Agora, imagine você, caro amigo leitor ou leitora, ver, neste mês de maio de 2025, o valor de seus papéis de renda variável cair 50%.
Seria uma tragédia incomensurável. Até mesmo impensável, mesmo se levarmos em conta as emboscadas que Lula e Trump armam quase que diariamente para o mercado.
“Então investir em Bolsa naquela época era uma burrice sem tamanho”, pode estar concluindo o leitor.
“Não necessariamente”, respondo. Havia ocasiões em que a armadilha inflacionária penalizava seriamente o aplicador em renda fixa, mesmo aqueles que recorriam ao overnight, épocas essas nas quais a turma da bolsa lavava a égua.
O melhor exemplo disso ocorreu durante o Plano Cruzado, que durou de fevereiro a novembro de 1986.
Quem possuía CDBs, por exemplo, teve o valor de resgate deflacionado por uma tablita, tablita essa que fez com esse número final ficasse abaixo do valor de aplicação. Isso durante uma época em que uma inflação subterrânea, não contabilizada pelo governo, elevava os preços no mercado paralelo.
Durante esse mesmo período do Plano Cruzado, o mercado brasileiro de ações experimentou uma alta fantástica. Naquele ano de 1986, aliás, o PIB brasileiro cresceu robustos 7,49%.
Só que esse ganho ficou restrito àqueles que souberam sair na hora certa.
Depois, veio o momento em que o cruzado também se desmilinguiu.
Esses colapsos das diversas moedas brasileiras (mil réis, cruzeiro, cruzeiro novo, novamente cruzeiro, cruzado, novo cruzado, etc.) se repetiram diversas vezes, até que veio o real (R$), redentor.
Um forte abraço,
Ivan Sant'Anna
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