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Pouco mais de duas semanas depois de atingir sua máxima histórica, bitcoin (BTC) agora acumula queda de mais de 10%
O mercado de criptomoedas é conhecido pela intensidade de suas oscilações. Recordes históricos são sucedidos por quedas abissais sem afetar o otimismo aparentemente inabalável dos entusiastas do bitcoin (BTC), do ethereum (ETH) e de todos os tokens lastreados em suas blockchains. Até que aparece uma "cruz da morte".
Em 13 de agosto, o bitcoin atingiu sua cotação mais alta na história. O BTC chegou a US$ 124.457,12. Para muitos analistas, era apenas o prenúncio de voos mais altos.
Seria questão de tempo até o bitcoin bater US$ 150 mil, US$ 200 mil ou até dobrar de preço.
Nas últimas semanas, porém, a mãe de todas as criptomoedas enfrentou dificuldade para sustentar o nível.
Nesta segunda-feira, o bitcoin amanheceu na faixa dos US$ 108 mil, acumulando queda de 12,5% em relação ao recorde recente.
Para além de uma realização de lucros na esteira das novas máximas históricas, o bom momento do bitcoin parece ter alcançado um limite.
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O bitcoin formou hoje um padrão de "cruz da morte" entre as médias móveis de 30 e 365 dias.
O padrão pode ser observado no gráfico do indicador conhecido pelas iniciais MVRV (valor de mercado sobre valor realizado).
Ele compara a capitalização de mercado do bitcoin ao custo total de todas as criptomoedas em circulação.
O MVRV é amplamente utilizado para avaliar se um criptoativo está sobrevalorizado ou subvalorizado, indicando seu “valor intrínseco”.
A cruz da morte ocorre quando o indicador de média móvel de preços dos últimos 30 dias do bitcoin cruza, em queda, uma linha ascendente da média móvel de 365 dias.
O movimento sinaliza uma tendência de enfraquecimento ainda maior do bitcoin no curto prazo se a situação não for revertida.
De qualquer modo, esta não é a primeira vez que o bitcoin atravessa uma cruz da morte.
As primeiras ocorreram em 2013 e 2017, quando o padrão interrompeu ciclos expressivos da alta do mercado de criptomoedas.
O mesmo ocorreu na interrupção do ciclo de alta de 2021, depois de o bitcoin chegar próximo de US$ 69 mil.
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