Bitcoin (BTC) volta aos US$ 100 mil e mercado cripto mira novos recordes
Anúncio de acordo comercial entre EUA e Reino Unido, somado ao otimismo com uma possível negociação entre Trump e Xi Jinping, impulsiona criptomoedas a patamares não vistos há meses
Agir com paciência e cabeça fria costuma trazer resultados — e, desta vez, o mercado cripto não precisou esperar tanto assim. Após três meses abaixo da linha simbólica dos US$ 100 mil, o bitcoin (BTC) finalmente voltou ao patamar tão desejado. O movimento de alta também se refletiu no desempenho das principais criptomoedas do mercado nesta quinta-feira (8).
Depois de resistir a uma conferência do Federal Reserve (Fed) sem sinais de corte de juros para o futuro próximo na quarta-feira (7), o otimismo ganhou força no final do dia, com o novo anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um alívio com relação à guerra comercial.
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Trump manteve o suspense até a manhã desta quinta-feira (8), quando revelou um acordo comercial com o Reino Unido. Agora o mercado especula quais podem ser os desdobramentos de um eventual entendimento entre EUA e China, com negociações previstas para o fim de semana.
Por volta das 13h50, o bitcoin era negociado a US$ 101 mil, com ganhos de 4,6% nas últimas 24 horas. A moeda digital se aproxima novamente de seu recorde histórico de US$ 109 mil, atingido em 20 de janeiro — o mesmo dia da posse de Trump para seu segundo mandato.
Outras gigantes do setor cripto também seguem em ritmo acelerado: o ethereum (ETH) subiu 13,29%, a solana (SOL) avançou 9,91% e o XRP ganhou 5,96%, segundo dados do CoinMarketCap.
Confira como estão as dez maiores criptomoedas do mundo nesta quinta-feira:
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| # | Nome (Símbolo) | Preço (USD) | Variação 24h (%) | Variação 7d (%) | Variação YTD (%) |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Bitcoin (BTC) | US$ 101.165,26 | 4,60% | 3,88% | 8,32% |
| 2 | Ethereum (ETH) | US$ 2.048,02 | 13,29% | 9,53% | - 38,52% |
| 3 | Tether (USDT) | US$ 1,00 | 0,01% | - 0,01% | 0,23% |
| 4 | XRP (XRP) | US$ 2,24 | 5,96% | - 0,31% | 7,95% |
| 5 | BNB (BNB) | US$ 621,88 | 3,78% | 2,97% | - 11,29% |
| 6 | Solana (SOL) | US$ 160,20 | 9,91% | 4,85% | - 15,34% |
| 7 | USDC (USDC) | US$ 1,00 | 0,01% | 0,01% | 0,01% |
| 8 | Dogecoin (DOGE) | US$ 0,19 | 12,07% | 4,14% | - 39,65% |
| 9 | Cardano (ADA) | US$ 0,73 | 10,79% | 3,33% | - 13,18% |
| 10 | TRON (TRX) | US$ 0,26 | 3,66% | 3,15% | 0,51% |
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Volta por cima
Após o recorde em janeiro, o mercado passou por uma correção significativa. As semanas seguintes foram marcadas por um declínio constante, culminando em uma queda abaixo dos US$ 75 mil no início de abril — reação direta ao pânico gerado pelos anúncios de tarifas recíprocas feitos por Trump contra parceiros comerciais dos EUA.
As altcoins sofreram ainda mais. Solana e ethereum, por exemplo, chegaram a cair mais de 60% desde os picos até os fundos.
Mas os preços se recuperaram rapidamente, com o setor cripto acompanhando a retomada dos mercados tradicionais. Tanto o Nasdaq quanto o S&P 500 já operam em níveis superiores aos registrados antes do chamado "Dia da Libertação de Trump".
A nova narrativa do bitcoin
“A narrativa dominante para o bitcoin mudou novamente”, escreveu Geoff Kendrick, estrategista do Standard Chartered, em uma nota divulgada nesta quinta-feira. “Agora, tudo se resume aos fluxos. E os fluxos estão vindo de várias formas.”
Kendrick destacou as recentes e expressivas entradas nos ETFs de Bitcoin à vista. Apesar de parte desses aportes ser, por vezes, compensada por operações de arbitragem — nas quais fundos hedge compram o ativo à vista e vendem contratos futuros para capturar pequenos ganhos —, ele argumenta que, nesta nova onda, o comportamento foi diferente.
“As operações de arbitragem mal se moveram”, observou Kendrick, indicando que dinheiro novo está de fato entrando nesses fundos.
Outro fator que pode reforçar essa visão é a divulgação, na próxima semana, dos relatórios institucionais 13F — documentos obrigatórios que revelarão não só as participações nos ETFs de bitcoin, como também a exposição de fundos a empresas como a MicroStrategy, uma das maiores detentoras corporativas de BTC.
“Peço desculpas se minha meta de US$ 120.000 para o segundo trimestre estiver baixa demais”, concluiu Kendrick.
*Com informações do Money Times e Coindesk
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