🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Tony Volpon: Inteligência artificial — Party like it’s 1998

Estamos vivendo uma bolha tecnológica. Muitos investimentos serão mais direcionados, mas isso acontece em qualquer revolução tecnológica.

3 de novembro de 2025
22:11
Bolha da Inteligência Artificial
Imagem: DALL-E/ChatGPT

Leitores contumazes desta coluna mensal sabem que venho defendendo há muito tempo a importância da temática da inteligência artificial (IA) não somente como o mais importante tema para os mercados financeiros, mas também para a conjuntura econômica. A inteligência artificial não é somente uma tecnologia disruptiva impactando alguns setores do mercado e da economia; hoje, ela virou a economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É salutar ver que outros comentaristas estão finalmente despertando para o tema, com uma avalanche de comentários recentes sobre IA (um exemplo: Ruchir Sharma, no Financial Times, “America is now one big bet on AI”, 06/10/25).

No entanto, a maioria desses comentários é pessimista: o resto da economia norte-americana está indo muito mal; IA é uma bolha prestes a explodir, e isso acontecendo teremos uma recessão – e o fim trágico do governo Trump (para a felicidade de muitos).

LEIA TAMBÉM: Conheça as análises da research mais premiada da América Latina: veja como acessar os relatórios do BTG Pactual gratuitamente com a cortesia do Seu Dinheiro

Pessoalmente, me parece que muitos desses comentários são, em parte, uma tentativa de explicar o erro de previsão que a economia global ia implodir com o choque tarifário norte-americano de abril.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas vale a pena a discussão, que podemos colocar nos seguintes termos da última grande bolha tecnológica dos anos 90: estamos em um momento análogo a 1998 ou 1999?

Leia Também

Essa diferença de um ano na bolha da internet fez toda a diferença: o Nasdaq subiu 39,6% em 1998, mas 85,6% em 1999. Em seguida, o mercado implodiu em um violento crash em março de 2000.

Apesar dos maiores ganhos em 1999, era melhor e mais seguro estar em 1998 antes da aceleração final. Assim os pessimistas estão implicitamente argumentando que estamos hoje mais para 1999, e que em breve teremos um triste fim.

Os pessimistas estão errados

Acredito que os pessimistas estão errados. Há vários fatores sugerindo fortemente que estamos em um momento mais análogo a 1998.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O primeiro é o stress nos mercados de crédito e no setor bancário americano – e seus possíveis impactos sobre a política monetária americana.

Após a crise de 2008 e a falência da Lehman Brothers (com a Merril Lynch sendo comprada pelo Bank of America), o Fed e outros reguladores aumentaram significativamente a regulação sobre empréstimos bancários e a necessidade de capital, levando os bancos a restringirem a oferta de crédito.

Isso abriu espaço para o crescimento vertiginoso do private credit — crédito intermediado fora do sistema bancário.

O tamanho dessa modalidade é difícil de estimar, justamente por ser “privada”, mas acredita-se que gire em torno de US$ 3 trilhões, com crescimento de 50% nos últimos cinco anos. Não é pouca coisa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agora quem viveu a crise de 2008 vai notar várias semelhanças entre o private credit de hoje e o “shadow banking” daquela época.

O funding dessas operações vem de investidores institucionais – fundos de pensão e de seguro, family offices. Um dos instrumentos principais utilizados são “Business Development Companies”, ou BDCs. E muitos bancos oferecem linhas de crédito diretamente ou via suas divisões de asset management.

Não é difícil ver as semelhanças entre BDCs e CDOs da crise de 2008…

Vejamos como foi a bancarrota que começou essa onda de preocupações: a empresa de acessórios de carros First Brand, no montante de US$ 11,6 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante anos, a First Brand vendia seus recebíveis ao mercado – operações de factoring. Um dos grandes compradores era um fundo, o “Point Bonita”, com US$ 715 milhões de exposição, gerido pelo banco de investimento Jeffries. Suas dívidas eram distribuídas para muitos fundos e bancos, com o UBS se destacando com uma exposição de US$ 500 milhões via seu fundo O’Connor.

Bom, enfrentando uma inesperada e vertiginosa crise de liquidez, a empresa declarou bancarrota e admitiu que US$ 2,3 bilhões “desapareceram do seu balanço”! O CEO da empresa se demitiu, e investigações – inclusive criminais – foram iniciadas.

Inflexão negativa?

Mas todo esse tema não é mais uma prova que estamos em um possível momento de inflexão negativa?

Na verdade, não. Hoje o mercado acionário norte-americano não tem exposição relevante a esses setores com estresse financeiro, dada a concentração da temática da inteligência artificial. Mas na linha de "a bolsa não é economia", esses setores são importantes para o Fed.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sua recente decisão de cortar a taxa de juros pela segunda vez e a notícia do fim do quantitative tightening, ou QT – na qual o Fed diminui o tamanho do seu balanço de títulos – foi ofuscada por um Powell mais hawkish do que esperado na sua habitual conferência de imprensa, deixando claro que mais um corte em dezembro não era garantido – como muitos no mercado acreditam.

Com o stress na economia ex-IA e uma onda de demissões ligadas à IA (uma lista parcial: Amazon demitindo 14 mil, planejando cortes totais de 30 mil empregos; UPS demitindo 48 mil), a direção mais provável para a taxa de juros é para baixo.

Ponto para 1998: em setembro daquele ano o Fed cortou juros devido à crise da Rússia e a quase quebra do fundo LTCM. Esses eventos não tinham nada a ver com o setor da internet, mas ajudaram a “turbinar” os ganhos de 1999.

VEJA TAMBÉM: BANCO CENTRAL sob PRESSÃO: hora de baixar o tom ou manter a SELIC nas alturas? - assista o novo episódio do Touros e Ursos no Youtube

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma bolha na inteligência artificial?

Outro ponto importante é que os líderes da atual bolha ainda ostentam cashflow positivo, apesar dos largos investimentos em AI (a Oracle é a única exceção relevante a essa regra).

De fato, como aponta o JP Morgan em relatório recente, a posição financeira de todo o setor corporativo continua positiva, muito diferente daquilo visto nos últimos anos da bolha da internet.

No mesmo relatório, JP Morgan critica a noção comum de que os investidores estão demasiadamente posicionados na bolsa. Enquanto o investidor norte-americano tem uma exposição acima da média, a posição de investidores globais no mercado acionário ainda está longe de atingir os picos de 1999 – e de fato, estão mais próximos aos números de 1998.

Em resumo, estamos vivendo uma bolha tecnológica. Muitos investimentos serão mais direcionados, mas isso acontece em qualquer revolução tecnológica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diferente da bolha imobiliária de 2008, não há níveis excessivos de alavancagem nos setores mais próximos a essas tecnologias – ou na economia como um todo. As condições financeiras estão se afrouxando com chances concretas de o Fed retomar o QE em 2026. Valuations são altas, mas não irracionais.

Party like it's 1998…

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mudança de FIIs para fiagros que pode impulsionar dividendos, a reação aos juros e o que mais você precisa saber hoje

29 de janeiro de 2026 - 8:38

Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BC não tem pressa, bolsa dispara e dólar afunda: veja o que move os mercados hoje

28 de janeiro de 2026 - 8:32

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mensagem que pode frear o foguete do Ibovespa, mais tarifas de Trump e o que mais os investidores precisam saber hoje

27 de janeiro de 2026 - 8:23

A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta sob os holofotes: juros parados, expectativas em movimento

27 de janeiro de 2026 - 7:08

A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos na tabela periódica, tensões geopolíticas e tarifas contra o Canadá: veja o que move os mercados hoje

26 de janeiro de 2026 - 8:28

Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar