🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Karin Salomão

Karin Salomão

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência em economia e negócios. Foi repórter na Exame e editora assistente no UOL Economia. Completou o Curso B3 de Mercado de Capitais para Jornalistas e Formadores de Opinião, em parceria com o Insper. Hoje, é editora assistente de empresas no Seu Dinheiro.

VAI COMEÇAR O BARATA-VOA?

Há razão para pânico com os bancos nos EUA? Saiba se o país está diante de uma crise de crédito e o que fazer com o seu dinheiro

Mesmo com alertas de bancos regionais dos EUA sobre o aumento do risco de inadimplência de suas carteiras de crédito, o risco não parece ser sistêmico, apontam especialistas

Karin Salomão
Karin Salomão
17 de outubro de 2025
17:25 - atualizado às 10:04
Imagem gerada por Inteligência Artificial que mostra baratas sobrevoando Wall Street, perto de Bolsas de Valores, nos Estados Unidos
Imagem: IA/ChatGPT

Depois da tempestade, a calmaria. Diante do aumento de risco de dois bancos regionais dos Estados Unidos, um dos maiores banqueiros norte-americanos, Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, disse que há baratas na economia americana. "Quando você vê uma barata por aí, provavelmente há mais", afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa afirmação, juntamente com o receio de que crises anteriores pudessem se repetir na economia norte-americana, fez com que investidores em todo o mundo corressem para ativos mais seguros.

Já hoje, os ânimos se acalmaram e especialistas acreditam que os casos foram pontuais. Se ontem o VIX (sigla para Volatility Index e também conhecido como Índice do Medo) subiu 22,63% e atingiu o maior patamar em meses, hoje está em queda de cerca de 11%.

Crédito arriscado e incertezas globais afetaram ânimos

Dois bancos regionais americanos, o Zions Bancorporation e a Western Alliance, reportaram calotes milionários e possíveis fraudes. As ações despencaram, e os temores fizeram com que bolsas de valores americanas, europeias e asiáticas fechassem no vermelho.

A última vez que um banco regional afetou a economia norte-americana foi em 2023, quando o Silicon Valley Bank (SVB) — com US$ 212 bilhões em ativos — entrou em colapso após uma corrida de saques. A qualidade e o risco do crédito também foram os fatores que levaram à crise de 2008, uma das maiores desde a Grande Depressão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Então, não é para menos que os investidores tenham se assustado ontem.

Leia Também

Os problemas desses bancos norte-americanos também não são o único fator de incerteza nas bolsas globais. Há incertezas envolvendo o impasse tarifário entre China e EUA, rumores de uma bolha no setor de IA e o shutdown do governo americano.

E todas essas questões acabam respingando na bolsa brasileira. "Não há como o ambiente externo não afetar o humor dos investimentos domésticos", diz José Áureo Viana, economista e sócio da Blue3 Investimentos. Para o Brasil, isso costuma significar pressão no câmbio, alta nos juros futuros e volatilidade na bolsa.

Ainda não há sinais de infestação

No entanto, segundo especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, ainda não há motivo para temer uma revoada de baratas — ou novos problemas de crédito. "Claro, todos se lembram da crise de crédito de 2008, o que aumenta o medo. Com isso as pressões sobre o câmbio também aumentam", afirma Valter Police, planejador financeiro da Droom Investimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com juros historicamente baixos, os EUA vivem um período longo de juros altos, que só começou a mudar na última reunião do Fomc, comitê do banco central americano que decide as taxas de juros, com o início do ciclo de cortes. Com isso, carteiras de empréstimos que foram construídas em tempos de juros mais baixos estão sendo testadas, afirma Ricardo Trevisan Gallo, CEO da Gravus Capital.

E agora esses comunicados apontam para uma deterioração da qualidade do crédito ou uma fragilidade na gestão de empréstimos. Essas situações podem gerar estresse bancário se se repetirem em outras instituições, avalia ele.

A diferença é que, por enquanto, os casos parecem mais pontuais do que sistêmicos. "Ainda não há sinais claros de que o problema se espalhe para todo o sistema financeiro, mas o alerta serve para mostrar que a confiança no crédito americano segue frágil", diz Viana.

Nos últimos trimestres, as provisões para devedores até caíram entre os grandes bancos norte-americanos, diz Bruno Yamashita, analista de alocação e inteligência da Avenue.
"O que isso significa? Significa que os grandes bancos estão vendo um risco menor de inadimplência daqui para frente da base de crédito deles", afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que fazer agora com o seu dinheiro?

Segundo os especialistas, por ora o melhor é não fazer nada. Manter a cabeça firme e ter uma carteira racional e bem adequada ao perfil são características de bons investidores, dizem.

"Nos momentos de maior instabilidade e volatilidade, o bom investidor respira fundo e, na maior parte das vezes, a melhor indicação é simplesmente não fazer nada. Não é intuitivo, muita gente fica aflita, mas costuma funcionar melhor do que quase todas as outras ações", afirma Valter Police, planejador financeiro.

"A disciplina também importa: evitar zeragem de posições repentinas, mas sim ajustar gradualmente. E ter caixa disponível é fundamental — tanto para proteção quanto para capturar barganhas quando o mercado exagera na reação", diz Viana.

Mesmo que o ambiente externo esteja instável, o investidor não pode se esquecer de alocar parte do seu dinheiro no mercado global ao diversificar sua carteira. "Manter a calma e ter um portfólio diversificado de acordo com o seu perfil de risco são as melhores formas de se proteger desses riscos. E mesmo agora o mercado norte-americano e o mercado global estão bastante atrativos", diz Yamashita.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O caminho pode ser via ETFs globais, BDRs no Brasil ou fundos internacionais, com foco em empresas sólidas e setores defensivos e até em Treasuries, que ganham relevância em momentos de incerteza.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

REAÇÃO AOS RESULTADOS

O calcanhar de Aquiles da MRV (MRVE3) ainda é o mesmo: o que está por trás da queda forte nas ações após balanço do quarto trimestre?

9 de março de 2026 - 14:19

Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas

MERCADOS HOJE

Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio, volta aos US$ 100 e coloca mercados em alerta; Focus prevê Selic mais alta no Brasil

9 de março de 2026 - 9:37

Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil

VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

O MAPA DO TESOURO

Onde apostar na bolsa agora? Itaú BBA revela 26 ações que podem brilhar em meio ao caos de mercado em 2026

5 de março de 2026 - 18:10

Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano

ONDE INVESTIR

Onde Investir em março: as ações para ganhar com dividendos, uma pimentinha de olho na valorização e os FIIs e criptos favoritos para o mês

4 de março de 2026 - 7:00

Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos

MERCADOS HOJE

Medo generalizado com Irã vs. EUA toma conta e Ibovespa despenca quase 5%; dólar sobe acima de R$ 5,30

3 de março de 2026 - 12:19

O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045

DA ROÇA PARA A BOLSA

ROCA11: Ceres Investimentos semeia crédito do agronegócio entre investidores de varejo

2 de março de 2026 - 19:35

Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça

ATÉ QUANDO

Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR4) em alta com conflito no Oriente Médio; vale investir? Veja por que a resposta não é tão simples

2 de março de 2026 - 14:32

O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda

SUCESSOR DO ORÁCULO DE OMAHA

Novo CEO da Berkshire Hathaway destaca 4 ações favoritas na primeira carta pós era Warren Buffett

2 de março de 2026 - 13:10

Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa supera medo da guerra entre EUA e Irã e fecha em alta; petroleiras dominam o pregão

2 de março de 2026 - 8:56

Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar