O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Enquanto o mercado brasileiro segue sem nenhuma sinalização de retomada dos IPOs, algumas empresas locais devem tentar a sorte lá fora
À espera de um milagre — ou pelo menos de uma janela de oportunidade — a bolsa brasileira deve passar por mais um ano de seca no que diz respeito às ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, em inglês). A expectativa é da Anbima, a associação que representa as instituições que representam o mercado de capitais.
Já se passaram mais de três anos desde que a última empresa pisou na sede da B3 em busca de novos sócios. Desde então, o mercado vem atravessando uma longa estiagem provocada pela alta dos juros globais, eleições no Brasil e nos Estados Unidos.
Agora, a principal explicação para a continuidade de um dos piores momentos na história para as ofertas de ações no mercado brasileiro vem da alta da taxa básica de juros (Selic).
“O custo de oportunidade hoje favorece a renda fixa”, disse Guilherme Maranhão, executivo da Anbima e do Itaú BBA, durante o tradicional encontro anual da associação com a imprensa.
De fato, as empresas mais do que compensaram a falta de IPOs na bolsa com a captação de recursos com o uso de instrumentos de renda fixa. Em 2024, as emissões de títulos como debêntures bateram o recorde de R$ 473,7 bilhões.
Mas a Selic alta demais atrapalha até mesmo o mercado de renda fixa. A expectativa da Anbima é que o ritmo de crescimento desacelere neste ano, também em consequência da base mais forte de comparação.
Leia Também
Ainda assim, a associação vê espaço para avanço, em especial de empresas que ainda poderiam trocar a dívida bancária por emissão de títulos de dívida no mercado de capitais.
Enquanto o mercado brasileiro segue sem nenhuma sinalização de retomada dos IPOs, algumas empresas locais tentam a sorte lá fora. É o caso da Granja Faria, que entrou com pedido de análise de uma oferta de ações no mercado norte-americano.
Nesse caso, contudo, a decisão de se fazer a abertura de capital na B3 ou no exterior tem relação com a realidade de cada empresa. Ou seja, não há ligação direta com a conjuntura local, de acordo com Maranhão.
Enquanto isso, a Selic alta e o cenário macro desfavorável devem permitir apenas operações de empresas já listadas na B3 — o chamado follow on. A diferença é que, nesse caso, o investidor conhece de antemão o preço das ações, segundo César Mindof, diretor da Anbima e do ABC Brasil.
Além de operações pontuais no exterior, a Anbima não descarta a chance de a bolsa brasileira rever algum IPO caso se abra alguma janela de oportunidade ao longo do ano. “Nós sabemos como o mercado muda rápido”, disse Mindof.
Por falar em mudança rápida, como explicar a recuperação da bolsa e a queda do dólar neste início de ano, ainda mais depois do tsunami que varreu os mercados nos últimos dois meses de 2024?
Para David Becker, executivo da Anbima e chefe de economia para o Brasil e estratégia para a América Latina do Bank of America, houve um certo exagero no pessimismo dos investidores com os mercados emergentes, incluindo o Brasil.
Os sinais de desaceleração da economia também acabaram favorecendo a recuperação dos ativos. Isso porque o mercado vê uma necessidade menor de alta da Selic para conter a pressão inflacionária.
“O ano passado foi muito bom para a economia e ruim para os mercados. Neste ano, devemos ter uma economia em desaceleração e um ano melhor para os preços dos ativos”, afirmou Becker.
Sobre a influência política nas cotações do dólar e das ações na bolsa, o economista disse que, de modo geral, os mercados só começam a ser afetados pelo ciclo eleitoral cinco meses antes das eleições.
Apesar de reconhecer o impacto das pesquisas recentes que mostraram a queda da popularidade do presidente Lula, Becker disse que a “convicção é muito baixa” sobre o cenário para as eleições do ano que vem.
Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira
Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance
Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente
A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos
Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos
Apesar das transações, a gestão do fundo imobiliário mantém o guidance de R$ 0,09 por cota no semestre
O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras
Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo
O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo
A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia
A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões
Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA
Já o carro das ações com pior desempenho foi puxado pela MBRF; veja os rankings completos das melhores e piores ações do mês
A falta de chips não é o único obstáculo da inteligência artificial para as empresas de tecnologia, que mostram que a corrida pela IA vai custar caro
Ao Seu Dinheiro, Rodrigo Koch, responsável pelas estratégias de ações da família Optimus, explica por que trocou a busca por “barganhas” pela segurança da liquidez
O espaço ocupado pela empresa representa cerca de 2% da área bruta locável (ABL) do BMLC11, o que limita o impacto operacional
A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida
No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)
O Itaú BBA acredita que é uma uma operadora líder geradora de caixa, investimentos hospitalares de alto retorno e um perfil atrativo de dividendos
Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais