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No Stock Picking Day, evento organizado pelo Market Makers, o gestor discute as principais teses do fundo Absolut Pace Long Biased
No Stock Picking Day, evento organizado pelo Market Makers no último dia 4 de julho, Christian Faricelli, gestor da Absolute Investimentos, foi o destaque do terceiro painel. O evento, que marcou o segundo aniversário do hub de conteúdo, reuniu os principais stock pickers do Brasil para compartilhar estratégias vencedoras na bolsa de valores.
Durante sua apresentação, Faricelli apresentou a abordagem e filosofia de investimentos do fundo Absolute Pace Long Biased, que já alcançou 183% de retorno em apenas cinco anos, e discutiu suas principais teses no mercado brasileiro.
No painel, o gestor destacou as características que diferenciam o fundo no mercado. Segundo Faricelli, o fundo adota uma abordagem agnóstica em relação a empresas e setores, realiza análises proprietárias rigorosas, mantém uma diversificação elevada e utiliza estratégias de short selling mais amplas que a média de mercado.
Faricelli explicou que se mantém majoritariamente comprado em ações, com alocação média em torno de 70% com foco em ações brasileiras e análise fundamentalista, embora o fundo também olhe para oportunidades fora do Brasil.
O gestor da Absolute afirma que "a gente não tem nenhum tipo de preconceito contra empresa e setor" e que “ser agnóstico, empresa e setor, é um ponto importante”.
Uma das marcas registradas do fundo é sua forte crença na análise proprietária. "Não é porque fundo A, B, C ou D tem uma empresa que a gente vai lá e compra também. A gente acredita muito na nossa análise, a gente tem um viés de valor no médio e longo prazo muito grande”, explicou o gestor.
Outra característica fundamental do fundo é a diversificação. Faricelli destacou que mantém uma ampla gama de investimentos para mitigar riscos a médio e longo prazo. "A maior posição tem 7% do fundo. A gente, por definição, gosta de fazer um fundo bem diversificado porque acha que, no médio e longo prazo, nunca sabe quando a gente vai acertar e errar".
Além disso, destaca o uso de estratégias de short selling mais abrangentes do que a média do mercado. Faricelli explicou que os três tipos principais de shorts: relativo, de ganho de capital e para evitar riscos.
Sobre a metodologia de análise e construção de portfólio do fundo, destacou a importância da combinação de análises micro e macroeconômicas para a seleção de ativos. Segundo ele, o núcleo da abordagem é a análise micro fundamentalista, que é complementada pela perspectiva macro da Absolute.
“O nosso core é análise micro fundamentalista, mas obviamente a gente usa todo o macro da Absolut como input. A gente parte do micro, só que a gente valida com o macro. Então o processo de construção de portfólio e da carteira, a gente começa tendo um horizonte de médio e longo prazo”, explicou.
Um aspecto crucial do processo de investimento da Absolute é a visão do portfólio consolidado. Faricelli enfatizou a importância de evitar que a carteira seja apenas uma “soma de boas ideias”, pois isso pode levar a riscos não balanceados.
“Muitas vezes, essa soma de boas ideias está tomando algum tipo de risco. Eu tenho várias boas ideias que todas elas têm o risco juros Brasil. Se por acaso eu estiver errado nesse risco, a carteira vai mal.”
A construção do portfólio envolve um esforço significativo para garantir que ele tenha um equilíbrio de riscos. “A gente pensa muito na construção do portfólio. A gente gasta um tempo relevante pensando em como esse portfólio deve ser montado, como que o portfólio em si tem os checks and balances”, disse.
Sobre a composição do fundo, ele explicou: “o principal setor são as empresas quase que ‘renda fixa plus’, que são empresas que têm contratos regulados ou repasse de população muito grande, e que aguentam um cenário pior no Brasil, desde energia elétrica, transporte, saneamento, até shopping".
Além disso, o fundo Absolut Pace Long Biased tem concentrado investimentos em empresas domésticas, aproveitando a recente subvalorização desses ativos e vislumbrando uma recuperação.
Complementando a estratégia, Faricelli mencionou a alocação em commodities, destacando que “para mim, hoje estão com um desconto enorme contra as empresas de commodities do mundo inteiro”.
Por fim, ressaltou a importância da diversificação e empresas que contrabalanceiam: “fazendo essa soma de quase que renda fixa protegida de inflação, empresas de consumo domésticos e exportadoras, eu acho que a gente tem um portfólio que é redondo”.
Durante o painel, o gestor compartilhou ideias sobre algumas das principais empresas analisadas pelo fundo e destacou várias oportunidades e estratégias fundamentais em diversos setores.
Ao falar sobre as empresas reguladas, ele ressaltou a Equatorial (EQTL3) como um exemplo notável de sucesso no setor, descrevendo-a como um dos melhores investimentos no Brasil nos últimos anos e destacando sua posição relevante na empresa devido à assimetria percebida no preço.
Faricelli mencionou a Eletrobras (ELET3) e a Neoenergia (NEOE3) como empresas com retornos potenciais acima de 15% ao ano, em termos reais. Ele enfatizou a importância de diversificar dentro do setor elétrico: “na nossa cabeça, ao invés de concentrar em uma ou duas teses, a gente prefere fazer quase que um barbell concentrando as teses”.
No setor de shoppings, o gestor observou que empresas como Iguatemi (IGTI11) e Morumbi (MULTI3) são ativos robustos, capazes de repassar a inflação no médio e longo prazo, conforme afirma: “a gente vê IPCA mais 10%, está nesse cenário que eles repassam a inflação para sempre”.
Ele destacou a resistência desse setor após a recente reforma tributária, o que reforça sua confiança nesses investimentos.
Sobre o segmento de locação de carros, ele destacou Localiza (RENT3) como uma das melhores do Brasil em termos de gestão e negócio. No entanto, explicou que a precificação geralmente refletia um cenário excessivamente otimista, mas que, agora, “a gente acha que é uma empresa que está na parte de múltiplos, muito próximo da mínima histórica [...] Então a gente acha que tem dois vetores que vão ajudar muito o lucro da empresa”.
Quando se trata de empresas domésticas, Faricelli mencionou a Vivara (VIVA3) como um exemplo de sucesso: “o negócio de uma Vivara, por exemplo, caso tenha uma margem altíssima, o seu estoque não vence, você tem um posicionamento muito grande, você tem um poder de marca muito grande”.
No setor de saúde, elogiou a execução sólida da Rede D’Or (RDOR3) como uma das melhores empresas do Brasil e falou do potencial a longo prazo do setor com o envelhecimento da população, tratamentos mais complexos, e provável insuficiência futura do serviço público no Brasil.
Falando sobre commodities, Faricelli expressou cautela: "operar commodities é difícil porque você nem consegue explicar o que aconteceu olhando o ex-post. Normalmente, se acontece alguma coisa, você consegue olhar para trás e explicar".
Ele avaliou a Petrobras (PETR4) como uma posição estratégica em um cenário de preços atuais, destacando que “você pode ter várias críticas à Petrobras, menos que ela é cara”.
Finalmente, sobre o setor bancário, ele mencionou a resiliência do Itaú (ITUB4): “ele demonstrou uma fortaleza enorme, ele passou por toda essa potencial disrupção de fintechs” mas que “o único problema é o preço”.
Por isso, “commodities, domésticos e regulados, a gente acha que essas três caixinhas estão bem baratas. A gente prefere alocar um pouco mais de risco nessas caixinhas do que ter bancos”.
Christian Faricelli foi um dos três investidores de renome que participaram do evento, ao lado de Octávio Magalhães, que alcançou mais de 4.000% de retorno com o fundo Guepardo FIC FIA, e Camilo Marcantonio, que obteve um retorno de 702% em nove anos com o Charles RIver FIA.
Descubra as principais ideias e insights compartilhados por esses gestores no material exclusivo que preparamos para você.
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