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Governo anunciou congelamento de gastos de R$ 15 bilhões no orçamento de 2024, mas analista diz que valor não é suficiente e não vai resolver incertezas econômicas
Mais uma Super Quarta se encerrou com decisões de política monetária no Brasil, na reunião do Copom, e nos Estados Unidos, com divulgação do Fed.
No caso dos EUA, Jerome Powell deu sinais de que o corte de juros “está na mesa” se a inflação continuar desaquecendo.
No Brasil, a decisão não houve nennhuma surpresa. A taxa Selic se manteve inalterada em 10,50% e, de acordo com o Boletim Focus, deve continuar dessa forma até o fim do ano.
Mas há quem discorde dessa possível escolha dos diretores do Banco Central. Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, defende que, pensando no cenário macroeconômico, o Copom deveria, na verdade, elevar a taxa básica de juros:
“Não vejo o Banco Central subindo juros, por mais que, pragmaticamente, é o que ele deveria fazer se fosse observar a desancoragem das expectativas e o processo de inflação”, afirmou em entrevista ao Giro do Mercado.
Para Spiess, um dos vilões para os juros continuarem nas alturas por mais tempo é a falta de responsabilidade fiscal do país. No dia 18 do último mês, o ministro Fernando Haddad anunciou um corte de R$ 15 bilhões no orçamento de 2024 para cumprir o arcabouço fiscal.
E, no último domingo (28), o presidente Lula se pronunciou oficialmente em defesa da responsabilidade fiscal: “entre as muitas lições de vida que recebi de minha mãe, aprendi a não gastar mais do que ganho”.
No entanto, na visão do analista, esse congelamento de R$ 15 bi no orçamento é insuficiente para o mercado acreditar no corte de gastos:
“O governo que tanto critica os juros mais altos vai ter que conviver com isso porque ele mesmo desancora as expectativas do mercado sobre os cortes de gastos”, diz Spiess.
Esse cenário de incertezas na economia brasileira também se reflete na bolsa de valores. Desde o início do ano, o Ibovespa, principal índice de ações, já desvalorizou quase 5%.
Mas o analista da Empiricus acredita que essa queda recente abriu espaço para investir em ações de altíssima qualidade a preços só vistos antes em patamares de crise.
Além disso, há três possíveis fatores que impulsionariam a bolsa brasileira no curto prazo:
“Tudo isso possibilitaria uma reprodução das altas do Ibovespa no início de julho [quando saltou mais de 3% na primeira quinzena do mês]”, defende Spiess.
Embora os preços estejam bastante descontados na bolsa brasileira, Matheus Spiess reforça que não é hora de investir em qualquer ativo. O cenário ainda está estressado e, por isso, é preciso investir nas ações certas, de alta qualidade.
“Temos ativos bons, rentáveis. As ações brasileiras não estão só baratas, estão baratas e com alta qualidade. Temos empresas boas, com TIR [retorno que considera a valorização da ação + dividendos] de 2 dígitos e que estão abandonadas”.
São ações como essas que os analistas “gigantes” da Faria Lima estão de olho e recomendam investir agora para colher bons frutos em uma eventual recuperação do Ibovespa.
E é possível conhecer papéis com essas características graças a uma curadoria criada pelo Money Times, portal de notícias parceiro do Seu Dinheiro.
O Money Times reuniu as principais recomendações dos analistas da Faria Lima e está disponibilizando as carteiras de forma totalmente gratuita.
São indicações da Empiricus Research – casa de análise da qual Matheus Spiess faz parte –, BTG Pactual, Itaú BBA, Safra e muitas outras cabeças do mercado financeiro.
Para dar apenas um “spoiler”, duas ações indicadas na carteira da Empiricus, por exemplo, são a Equatorial (EQTL3) e a Stone (STOC31). Mas de onde elas vieram, há um “caminhão” de boas ações recomendadas por grandes analistas.
Veja bem, o cenário macro não está dos melhores, mas é possível reagir de duas formas diante disso: correr da bolsa e perder uma eventual recuperação do Ibovespa ou aproveitar os preços extremamente baratos para investir em papéis de qualidade.
Para acessar as indicações desta curadoria gratuita, basta clicar neste link ou no botão abaixo:
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