🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

SEM ZEBRA DESTA VEZ

Por que alguns países são mais ricos do que outros? Uma das respostas a essa pergunta acaba de render um Prêmio Nobel

Cotado há anos entre os favoritos para o Nobel de Economia, o turco Daron Acemoglu é um dos vencedores do prêmio em 2024

Ricardo Gozzi
14 de outubro de 2024
8:23 - atualizado às 9:48
Ganhadores do Prêmio Nobel de Economia de 2024.
Ganhadores do Prêmio Nobel de Economia de 2024. - Imagem: Divulgação

O economista turco Daron Acemoglu e seus colegas britânicos Simon Johnson e James Robinson são os vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2024.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eles foram laureados pelos estudos sobre como a formação das instituições de Estado afeta a prosperidade de um país.

O trio dividirá um prêmio equivalente a quase US$ 1 milhão.

O anúncio foi feito no início da manhã desta segunda-feira (14) pelo Banco Central da Suécia, responsável pelo prêmio em ciências econômicas outorgado anualmente em memória de Alfred Nobel.

“Reduzir as vastas diferenças de renda entre os países é um dos maiores desafios do nosso tempo. Os laureados demonstraram a importância das instituições sociais para que cheguemos a isso”, afirma Jakob Svensson, presidente do comitê responsável pelo prêmio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por que eles ganharam o Nobel

Para além do resumo informado pelo Banco Central da Suécia, o trio de economistas foi capaz de demonstrar, por meio de seus respectivos trabalhos, a importância das instituições sociais para a prosperidade de um país.

Leia Também

“Sociedades nas quais vigoram um estado de direito precário e instituições que exploram a população não geram crescimento nem mudanças para melhor”, informa a autoridade monetária sueca.

As pesquisas desenvolvidas por Acemoglu, Johnson e Robinson ajudam a entender o motivo.

O trio se debruçou sobre os efeitos do colonialismo sobre as sociedades exploradas pelas potências europeias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em seus trabalhos, os economistas demonstraram como o processo de colonização interfere no desenvolvimento de um país.

Eles dividiram as nações colonizadas em dois grupos.

Em alguns lugares, o objetivo era explorar a população nativa e extrair recursos em benefício dos colonizadores.

Em outros, os colonizadores formaram sistemas políticos e econômicos inclusivos para o benefício de longo prazo dos migrantes europeus.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com base nessas perspectivas, os ganhadores do Nobel da Economia deste ano mostraram que uma das explicações para a diferença de prosperidade entre os países encontra-se no formato das instituições sociais fundadas durante a colonização.

De um lado, o estabelecimento de instituições mais inclusivas resultou em uma população geralmente próspera com o passar do tempo.

Já nos países onde o foco dos colonizadores concentrou-se na exploração das riquezas e dos povos nativos, o desenvolvimento econômico da sociedade como um todo foi prejudicado.

Enquanto a introdução de instituições inclusivas tende a criar benefícios de longo prazo para todos, um quadro institucional que privilegia a exploração proporciona ganhos para quem está no poder.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Enquanto o sistema político garantir que tais grupos permaneçam no poder, ninguém confiará nas promessas de futuras reformas econômicas. De acordo com os laureados, é por isso que nenhuma melhoria ocorre”, resume o Banco Central da Suécia.

‘Façamos a revolução antes que o povo a faça’

Durante a Revolução de 1930, que alçou Getúlio Vargas ao poder pela primeira vez no Brasil, uma frase atribuída ao então governador mineiro Antônio Carlos de Andrada entrou para a história: “Façamos a revolução antes que o povo a faça”.

Quase um século depois, a estratégia das elites econômicas e políticas da época ganha um lustro acadêmico.

De acordo com Acemoglu e seus colegas, a falta de credibilidade da elite política nos países de menor desenvolvimento econômico também explica a ocorrência de processos de avanço democrático.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ameaça de uma revolução impõe um dilema a quem está no poder, segundo os ganhadores do Nobel de Economia de 2024.

“Esses grupos prefeririam permanecer no poder e tentar apaziguar as massas com a promessa de reformas econômicas, mas é improvável que a população acredite que elas não retornarão ao antigo modelo assim que a situação se acalmar. No fim, a única opção pode ser transferir o poder e estabelecer a democracia”, destaca o Banco Central da Suécia ao comentar o trabalho dos economistas.

Sem zebra no Nobel

Se azarões regularmente figuram entre os ganhadores do Prêmio Nobel, o mesmo não se pode dizer a respeito do laurel em ciências econômicas de 2024.

Ao saber do prêmio, Daron Acemoglu declarou-se “encantado” e “surpreso”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, ele figura há anos entre os favoritos à premiação.

O economista turco é prolífico, muito citado na academia e popular entre seus pares.

A poucas semanas das eleições presidenciais nos Estados Unidos, há quem considere a escolha como “anti-Trump”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BARRADOS DE ENTRAR?

Os 23 países com vistos suspensos por Trump que vão jogar a Copa do Mundo nos Estados Unidos

14 de janeiro de 2026 - 16:31

Suspensão de vistos atinge 75 países e inclui 23 seleções classificadas ou na repescagem da Copa do Mundo, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México

LISTA EXTENSA

Quais países tiveram o visto dos EUA barrado por Donald Trump? Confira a lista completa

14 de janeiro de 2026 - 15:36

Medida do governo Trump entra em vigor em 21 de janeiro, atinge 75 países e faz parte de uma revisão nos critérios de triagem e concessão de vistos pelos Estados Unidos

BARRADOS NO BAILE DE TRUMP

EUA barram emissão de vistos para brasileiros, idosos e pessoas obesas; confira os detalhes da medida que afeta 75 países

14 de janeiro de 2026 - 13:02

No total, Brasil e mais 74 países são alvo do endurecimento da política anti-imigração de Trump, que já revogou o recorde de mais de 100 mil vistos desde que voltou à Casa Branca, em janeiro do ano passado

MELHOR QUE SÃO PAULO E NOVA YORK

É uma ‘favela’, mas a qualidade de vida nela é maior do que a de muitas cidades pelo mundo

14 de janeiro de 2026 - 11:48

Bairros populares de Basileia desafiam estereótipos ao combinar renda mais baixa, serviços públicos eficientes, alto IDH e qualidade de vida acima da média global

SEM ROUANET

De onde veio o dinheiro para o filme O Agente Secreto? Spoiler: não teve Lei Rouanet

13 de janeiro de 2026 - 14:29

Filme brasileiro premiado no Globo de Ouro teve orçamento de cerca de R$ 27 milhões, apoio do Fundo Setorial do Audiovisual e coprodução internacional

AFUNDANDO?

Essa cidade cresceu vertiginosamente e acaba de se tornar a maior do mundo, mas está afundando e corre o risco de sumir do mapa 

13 de janeiro de 2026 - 9:47

Um novo estudo da ONU coloca Jacarta no topo do ranking global de população urbana, mas a capital da Indonésia afunda a olhos vistos, enquanto o país já prepara uma substituta

TEMPORADA DE PRÊMIOS

Os filmes que venceram o Globo de Ouro e o Oscar no mesmo ano — e o que isso revela sobre a corrida de O Agente Secreto

12 de janeiro de 2026 - 14:01

A coincidência entre Globo de Ouro e Oscar não é regra, mas, quando ocorre, costuma indicar um consenso dentro da Academia de cinema

SABOR CERTIFICADO

Do laboratório à mesa: quando a busca pelo sabor perfeito leva a queijos, chocolates, sorvetes, doces de leite e outros alimentos reconhecidos pelo mercado

12 de janeiro de 2026 - 11:22

Em alguns alimentos, a ciência não reinventou o gosto: eliminou o erro, transformou sensação em método e criou padrões reconhecidos por júris internacionais 

DEVO, NÃO NEGO...

E agora, Milei? Congresso dos EUA diz que Argentina vai dar outro calote

11 de janeiro de 2026 - 17:15

Em 2026, a Argentina deve pagar algo em torno de US$ 15 bilhões aos credores externos, incluindo o Fundo Monetário Internacional (FMI)

DEPOIS DA VENEZUELA...

Marco Rubio será presidente de Cuba? As novas ambições de Trump para a ilha 

11 de janeiro de 2026 - 15:01

O secretário de Estado norte-americano nasceu na Flórida, mas é filho de imigrantes cubanos, e tem posições agressivas sobre o país caribenho

O último playboy?

Quem foi Philippe Junot, empresário que entrou para a história ao se casar com Carolina de Mônaco

9 de janeiro de 2026 - 11:57

Da Riviera Francesa ao Palácio de Mônaco, Philippe Junot ficou conhecido mundialmente por um casamento que marcou a história da realeza europeia

OLHO NO ÓLEO

EUA dizem que precisam controlar receitas do petróleo da Venezuela por tempo indeterminado; primeiras vendas já começaram

8 de janeiro de 2026 - 15:47

O governo norte-americano iniciou a comercialização do petróleo venezuelano e promete usar os recursos para estabilizar a economia, ressarcir empresas e ampliar influência política na região

SALTO DE 50%

Orçamento militar bombado: de onde vem o dinheiro para Trump bancar US$ 1,5 trilhão para o Exército?

8 de janeiro de 2026 - 9:25

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma que a elevação do orçamento militar para US$ 1,5 trilhão em 2027 será financiada por tarifas comerciais

QUEM VAI SE DAR BEM

5 setores e 8 empresas: as ações gringas para ficar de olho em uma potencial reconstrução da Venezuela

8 de janeiro de 2026 - 6:12

Além das janelas de oportunidade entre setores e empresas, o BTG Pactual também avaliou como mercados no Brasil, Argentina, Chile, Peru e Colômbia podem se beneficiar e se prejudicar após a queda de Maduro

VAI VIRAR MODA?

A torneira dos dividendos fechou: proibição de Trump ao setor de defesa pode pegar no Brasil e mexer com seu bolso?

7 de janeiro de 2026 - 19:36

Para que as empresas norte-americanas de defesa distribuam dividendos e recomprem ações, o republicano impôs condições; ele também defendeu um teto para a remuneração de executivos

O BRILHO OFUSCA O RISCO

Disparada do ouro é um alerta para os investidores globais, avisa Ray Dalio

6 de janeiro de 2026 - 19:50

O metal precioso encerrou o ano passado com o maior ganho desde pelo menos 1979, superando em muito o índice S&P 500

A BOLA DA VEZ

De olho na Venezuela, a grande aposta de Michael Burry agora é na ação de uma refinaria

6 de janeiro de 2026 - 17:29

O petróleo venezuelano está entre os mais pesados e com maior teor de enxofre do mundo, e apenas um número limitado de refinarias está equipado para processá-lo com eficiência

MUITA CALMA NESSA HORA

Chevron, Exxon e ConocoPhillips estão nas alturas após captura de Maduro, mas analistas recomendam cautela com as ações 

5 de janeiro de 2026 - 19:34

De acordo com especialistas, o momento não é de euforia e sim de pé no chão com a disparada dos papéis dessas companhias — e tudo por causa do petróleo

SINAL AMARELO

“Início de uma bolha”: Ray Dalio alerta que boom da IA em Wall Street pode esconder riscos iminentes

5 de janeiro de 2026 - 18:40

Índices dos EUA viveram três anos de altas impulsionadas pela inteligência artificial, mas sinais de instabilidade e tensões geopolíticas aumentam o risco de uma correção brusca

OURO NEGRO

Única petroleira americana na Venezuela está no país há mais de 100 anos e se prepara para os efeitos da queda de Maduro

5 de janeiro de 2026 - 13:54

Única petroleira americana atua no país há mais de um século e pode sair na frente com a abertura do setor após a queda de Nicolás Maduro

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar