Ataque do Irã deve fazer petróleo e dólar dispararem — mas o efeito nos juros será mais devastador para a economia
O Irã confirmou ter iniciado uma ofensiva com drones e mísseis contra Israel, em retaliação pelo ataque aéreo que destruiu o consulado iraniano em Damasco, no começo do mês

A investida do Irã contra Israel deve provocar, no curto prazo, uma alta na cotação do petróleo e uma valorização do dólar quando os mercados voltarem a operar na próxima segunda-feira (15).
Porém, as consequências não param por aí. Com esses dois fatores pressionando os preços e, consequentemente, a inflação, haverá um espaço menor para cortes de juros tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, avaliou o economista André Perfeito, em comentário enviado a clientes.
O Irã confirmou ter iniciado uma ofensiva com drones e mísseis contra Israel, em retaliação pelo ataque aéreo que destruiu o consulado iraniano em Damasco, no começo do mês. A investida matou integrantes da Guarda Revolucionária iraniana, incluindo um general.
Segundo Perfeito, havia a perspectiva de um inevitável ataque iraniano a Israel, "mas o mercado não reagiu de acordo" ao longo da semana. "Me parece relativamente claro que o conflito irá se espalhar na região", opinou o economista.
- [O Brasil está no rumo certo?] É o que alguns dos maiores economistas e investidores do Brasil vão debater em um evento 100% online e gratuito; clique aqui para assistir
Até onde vai o conflito entre Irã e Israel
Caso haja de fato uma escalada do conflito, Perfeito elenca como efeitos de curto prazo, sendo eles:
- Uma forte alta do petróleo na próxima semana;
- Com a alta valorização de commodities, os Estados Unidos não cortariam os juros como o mercado esperava;
- Os juros mais elevados nos Estados Unidos impõem um dólar mais forte ante as demais moedas no mundo;
- Frente a valorização do dólar no curto prazo e a manutenção dos juros norte-americanos, o Banco Central brasileiro "perde graus de liberdade para cortar a Selic".
Por último, destaca Perfeito, empresas ligadas a commodities "podem se beneficiar". "Isto é que podemos pensar num primeiro momento e temos que avaliar o conjunto dos desdobramentos ao longo da semana", alertou Perfeito.
Leia Também
Intel (INTC) cai 25%, puxa Nasdaq para baixo e estimula ‘sell-off’ de tecnologia após apontar desaceleração dos negócios no balanço
Quem tem medo da IA? Ações de Amazon e Intel derretem após balanços do 3T26; entenda o que decepcionou
Cenário de turbulência adiante
O economista chama o momento atual de "caótico", porém, ainda não destrutivo para o Brasil, no médio prazo, porque o País é exportador líquido de petróleo. Além disso, as commodities tendem a se apreciar em tempos de guerra.
"O Brasil está simplesmente longe demais deste conflito, tanto geograficamente quanto politicamente", acrescentou Perfeito. "O Brasil pode se beneficiar no médio prazo e digo isso para evitar uma posição vendida acima do desejado em ativos locais."
Segundo ele, não é possível projetar, ainda, a entrada de outros países no conflito, mas o cenário caminha para um "acerto de contas" global.
*Com informações do Estadão Conteúdo
DE PARIS A MARSELHA
Ruas em chamas na França, mercados pegam fogo na Europa — e isso mexe com os investimentos
19 de outubro de 2026 - 14:29A ELEIÇÃO E O SEU BOLSO
EUA entre a espada e a espada: como guerras, inflação e eleições de meio de mandato pressionam Trump e mexem com a sua carteira
19 de outubro de 2026 - 7:14MAIS PERTO DO QUE PARECE?
De Marte para a sua carteira: o que muda se Elon Musk juntar Tesla e SpaceX
15 de outubro de 2026 - 19:45PERFIL
Avó piloto, formado pela Ferrari e agora na Fórmula 1: quem é Rafael Câmara, anunciado pela Haas para 2027
15 de outubro de 2026 - 13:39QUEM VÊ CLOSE, NÃO VÊ CORRE
Como a Apple deixou a desconfiança para trás e alcançou (de novo) a marca de US$ 5 trilhões em valor de mercado
14 de outubro de 2026 - 17:16PENALIDADE BILIONÁRIA
US$ 1,2 bilhão na conta: multa vira dor de cabeça no balanço deste gigante dos EUA; ações sentem o baque
14 de outubro de 2026 - 14:06RETORNO INCERTO?
Cassino da inteligência artificial? O alerta do presidente da Broadcom que fez tremer as ações de chips
13 de outubro de 2026 - 17:32HUB PARA CASA
E agora, Elon Musk? O lançamento da Apple que faz a ação subir para a terceira maior alta em Nova York
13 de outubro de 2026 - 13:31EM XEQUE
iPhone com os dias contados? Como a Starlink de Elon Musk pode acabar com o império da Apple
12 de outubro de 2026 - 18:45VENCEDORES DA TEMPORADA
Empresas do S&P 500 devem lucrar 31% mais no 3T26 — e esses dois setores devem largar na frente
12 de outubro de 2026 - 16:31BIBLIOTECA BÁSICA
A regra milenar de ‘A Arte da Guerra’ que Warren Buffett usa para evitar derrotas na bolsa
12 de outubro de 2026 - 11:57UM RISCO NEM TÃO ADMINISTRADO ASSIM
O Nobel de Economia que alertou para o risco e viu seu fundo perder 44% em um mês
10 de outubro de 2026 - 7:48A ÚLTIMA PERNADA
S&P 500 pode dar um sprint final até dezembro — mas investidor não deve ignorar uma pedra no caminho
9 de outubro de 2026 - 18:31PEGADINHA NORUEGUESA?
“Achei que fosse brincadeira”: quem é Navi Pillay, a vencedora do Nobel da Paz de 2026
9 de outubro de 2026 - 8:35OUSADIA PREMIADA
Canadense Anne Carson dá sopro de poesia ao Prêmio Nobel de Literatura
8 de outubro de 2026 - 8:49É SÓ O COMEÇO
O melhor está por vir para a TSMC após alta de 55% no ano. Entenda o que a Nvidia e Elon Musk têm a ver com o futuro das ações
7 de outubro de 2026 - 17:05SHERLOCKS DOS AMINOÁCIDOS
Mistério sobre a origem da vida: Nobel de Química premia dupla que resolveu enigma de mais de um século
7 de outubro de 2026 - 10:17ICECUBE
Telescópio instalado na Antártida ajuda a desvendar segredos do universo e rende Nobel a cientista belga
6 de outubro de 2026 - 8:38CONHECENDO MELHOR O CÉREBRO
Nobel de Medicina 2026: o que é a optogenética, técnica premiada que pode ajudar a tratar a cegueira
5 de outubro de 2026 - 13:39PASSADO, PRESENTE, FUTURO