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É o fim da Tupperware? Ação da “rainha dos potes” desaba 57% em Nova York em meio a rumores de falência

Segundo a Bloomberg, a companhia estaria se preparando para pedir falência nos Estados Unidos ainda nesta semana após acumular mais de US$ 700 milhões em dívidas

Tupperware, rainha dos potes, pode pedir falência nos EUA.
Tupperware, rainha dos potes, pode pedir falência nos EUA. - Imagem: Canva Pro/Reprodução/Montagem Seu Dinheiro

Há algumas décadas, a Tupperware era um hit nas cozinhas da classe média americana: todo mundo queria ter pelo menos um potinho, e havia donas de casa que faziam até coleção. No entanto, a empresa que tornou os potes de plástico tão populares pode estar se aproximando de um momento crucial após quase 80 anos de história: a falência.

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Segundo a Bloomberg, a companhia estaria se preparando para pedir falência nos Estados Unidos ainda nesta semana após acumular mais de US$ 700 milhões em dívidas.

A empresa planeja entrar com proteção judicial contra credores após “violar os termos de sua dívida e contratar consultores jurídicos e financeiros”, de acordo com o jornal.

Em meio aos rumores, as ações encerraram o pregão da última segunda-feira (16) em queda de 57,51%, negociadas na casa dos US$ 0,50 em Wall Street.

A crise na Tupperware

Fundada em 1946, a Tupperware viu sua popularidade explodir na década de 1950, quando as mulheres da geração pós-guerra realizavam "festas Tupperware" em suas casas para vender potes para armazenamento de alimentos.

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No entanto, com o passar dos anos, a empresa enfrentou diversos desafios, como a concorrência de outras marcas e a mudança nos hábitos de consumo.

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Em 2020, a “rainha dos potes de plástico” experimentou uma renovação de demanda com a pandemia da covid-19. A quarentena impulsionou as vendas para famílias que, abrigadas em casa, cozinharam mais e produziram muitas sobras. 

Porém, em meio à reabertura do mundo após a normalização da pandemia, a Tupperware viu as vendas desabarem.

Em abril de 2023, as ações da Tupperware chegaram a encolher pela metade depois que a empresa alertou que poderia fechar as portas. 

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Já em agosto, a companhia anunciou formalmente uma reestruturação das dívidas com os credores para “melhorar a posição financeira geral da empresa ao alterar certas obrigações de crédito e estender o vencimento de certas linhas de dívida para permitir que continuasse com seus esforços de recuperação”.

Em outubro do ano passado, a Tupperware reformulou sua liderança como parte das iniciativas para tentar dar a volta por cima no negócio. 

Entre as mudanças, a empresa substituiu o CEO Miguel Fernandez e vários membros do conselho, nomeando Laurie Ann Goldman como nova diretora presidente.

Segundo informações da Bloomberg, os credores concordaram este ano em dar à Tupperware um “espaço de manobra” nos termos do empréstimo violados, mas a empresa continuou a se deteriorar.

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Em março, a companhia ainda alertou que não tinha certeza se seus negócios continuariam em atividade e enfrentou uma crise de liquidez. Já em junho, ela fez planos para fechar sua única fábrica nos EUA e demitir quase 150 funcionários. 

A empresa ainda não se pronunciou oficialmente sobre os rumores de falência.

*Com informações de Bloomberg, Reuters e Quartz.

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