Bitcoin é o melhor investimento de fevereiro, com alta de mais de 40% no mês, e Ibovespa também sobe ao pódio; veja ranking completo
ETFs de bitcoin à vista nos EUA finalmente "pegaram", impulsionando a cotação da criptomoeda; Ibovespa fecha mês em alta de 0,99%

Não teve para ninguém. O bitcoin (BTC) foi o campeão absoluto do ranking de melhores investimentos de fevereiro, com uma alta de mais de 40% em reais no mês. A criptomoeda superou os US$ 60 mil, o equivalente a mais de R$ 300 mil, aproximando-se da máxima histórica de US$ 68,7 mil, atingida em novembro de 2021.
O distante segundo lugar ficou com as debêntures, que tiveram ganho de mais de 1,5% no mês, puxadas pelo aumento da demanda pelas debêntures incentivadas depois que o governo restringiu a emissão de títulos de renda fixa isentos de imposto de renda.
O Ibovespa, por sua vez, não só conseguiu se segurar no azul como subiu ao pódio, garantindo o terceiro lugar com alta de 0,99%, aos 129.020 pontos em fevereiro.
Já a lanterna da tabela foi dominada pelos títulos públicos prefixados e indexados à inflação. Quase todos os vencimentos viram desvalorização no mês, devido à alta nos juros futuros, especialmente os de prazo mais longo, também mais voláteis.
Veja a seguir a lista completa dos melhores e piores investimentos do mês:
Os melhores investimentos de fevereiro
| Investimento | Rentabilidade no mês | Rentabilidade no ano |
| Bitcoin | 44,29% | 48,20% |
| Índice de Debêntures Anbima Geral (IDA - Geral)* | 1,52% | 2,63% |
| Ibovespa | 0,99% | -3,85% |
| Tesouro Selic 2027 | 0,90% | 1,86% |
| Tesouro Selic 2026 | 0,87% | 1,82% |
| Tesouro Selic 2029 | 0,84% | 1,80% |
| CDI* | 0,80% | 1,73% |
| IFIX | 0,79% | 1,47% |
| Dólar à vista | 0,71% | 2,45% |
| Dólar PTAX | 0,61% | 2,95% |
| Ouro (GOLD11) | 0,56% | 1,13% |
| Poupança antiga** | 0,51% | 1,12% |
| Poupança nova** | 0,51% | 1,12% |
| Tesouro Prefixado 2026 | 0,16% | 0,84% |
| Tesouro IPCA+ 2029 | -0,12% | -0,46% |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2032 | -0,18% | -0,87% |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 | -0,49% | -1,44% |
| Tesouro Prefixado 2029 | -0,79% | -1,05% |
| Tesouro IPCA+ 2035 | -0,83% | -2,54% |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2040 | -0,92% | -1,89% |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2033 | -0,98% | -1,63% |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2055 | -1,54% | -3,01% |
| Tesouro IPCA+ 2045 | -2,68% | -4,76% |
Todos os desempenhos estão cotados em real. A rentabilidade dos títulos públicos considera o preço de compra na manhã da data inicial e o preço de venda na manhã da data final, conforme cálculo do Tesouro Direto. Para a cotação do ouro, consideramos o ETF GOLD11, negociado na B3, após o fim do ouro OZ1D.
Fontes: Banco Central, Anbima, Tesouro Direto, Broadcast e Coinbase, Inc..
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ETF de bitcoin à vista finalmente 'pegou'
Depois de um mês de janeiro morno (para padrões do mercado cripto), a cotação do bitcoin finalmente decolou em fevereiro, impulsionada pelas compras de investidores institucionais após a aprovação dos ETFs (fundos de índice) de bitcoin à vista nos Estados Unidos.
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Paralelamente, investidores que estavam vendidos na criptomoeda tiveram que liquidar suas posições, o que impulsionou as compras, contribuindo para aumentar ainda mais o preço do bitcoin.
Os investidores de criptoativos andam de olho também no halving do bitcoin, previsto para daqui a pouco menos de dois meses, o que pode também já estar se refletindo nos preços.
O halving é um evento que ocorre a cada quatro anos e que diminui a oferta de bitcoins no mercado, o que contribui para impulsionar os preços.
Mudança na regulação da renda fixa já traz reflexos
Quanto às debêntures, a valorização foi impulsionada sobretudo pela queda nas taxas (e consequente aumento dos preços) das debêntures incentivadas, que são atreladas à inflação e isentas de imposto de renda para a pessoa física.
O índice da Anbima que acompanha o desempenho dessas debêntures de infraestrutura incentivadas viu uma valorização de 2,22% em fevereiro, mesmo com a alta dos juros futuros e a desvalorização dos títulos públicos indexados à inflação. Em geral, esses dois mercados caminham juntos.
Segundo Ulisses Nehmi, sócio da Sparta, gestora especializada em renda fixa, já se trata de um efeito da nova regulação que restringiu a emissão de outros títulos isentos de IR, casos de CRI, CRA, LCI e LCA, se refletindo em um aumento da demanda por debêntures incentivadas, sobretudo por parte dos fundos dedicados a esse tipo de papel.
"Houve uma compressão de spreads [taxas] nos títulos incentivados de maneira geral, mas fica mais visível nas debêntures incentivadas", explicou o gestor, acrescentando que esses papéis têm mais liquidez, demanda de fundos e índices de mercado que acompanham seu desempenho.
Ibovespa começa a se recuperar da decepção de janeiro
Depois de uma decepcionante queda de quase 5% em janeiro, o Ibovespa começou a demonstrar sinais de recuperação em fevereiro, muito embalado pela temporada de balanços, mas também por dados positivos de inflação e atividade econômica domésticas, além de novos estímulos econômicos na China.
O desempenho das bolsas americanas também ajudou, mesmo com a insegurança dos investidores que ainda persiste em relação à trajetória de juros nos Estados Unidos (e consequentemente no Brasil).
O Federal Reserve vem reforçando a sua postura cautelosa em relação à inflação, jogando para frente as expectativas majoritárias do mercado americano para o primeiro corte nas taxas.
De março, as projeções passaram para maio e, mais recentemente, para junho, mas parece que o mercado já começa a digerir melhor o fato de que a redução não começará tão cedo quanto era imaginado.
Maiores altas do Ibovespa em fevereiro
| Empresa | Código | Desempenho |
| Petz | PETZ3 | 27,13% |
| Usiminas | USIM5 | 19,70% |
| Alpargatas | ALPA4 | 18,53% |
| Braskem | BRKM5 | 18,14% |
| Carrefour | CRFB3 | 16,14% |
| CVC | CVCB3 | 15,12% |
| Grupo Casas Bahia | BHIA3 | 14,58% |
| WEG | WEGE3 | 14,41% |
| Suzano | SUZB3 | 9,49% |
| EZTec | EZTC3 | 9,33% |
Maiores baixas do Ibovespa em fevereiro
| Empresa | Código | Desempenho |
| Cogna | COGN3 | -13,70% |
| Grupo Soma | SOMA3 | -11,62% |
| CSN Mineração | CMIN3 | -10,74% |
| Bradesco PN | BBDC4 | -10,31% |
| Azul | AZUL4 | -10,07% |
| Bradesco ON | BBDC3 | -9,88% |
| Raizen | RAIZ4 | -7,57% |
| Bradespar | BRAP4 | -6,98% |
| Cosan | CSAN3 | -6,95% |
| Rede D'Or | RDOR3 | -6,74% |
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