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AUTOMÓVEIS

Elon Musk estava certo em ter medo: Fabricantes chinesas de carros elétricos devem inundar os EUA — e Biden está preocupado

Desde a ascensão de montadoras como a BYD, Nio e Xpeng, a China vem sendo vista como uma ameaça para a indústria de automóveis dos EUA

China, Estados Unidos, Guerra Comercial
Imagem: Shutterstock

Se em janeiro, Elon Musk tecia previsões de uma “demolição” das fabricantes de carros elétricos pelas rivais chinesas, agora a cautela do bilionário parece ter sido confirmada pelo governo dos Estados Unidos.

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Na visão da secretária de Energia dos EUA, Jennifer Granholm, a China pode inundar o mercado de veículos elétricos norte-americano com as suas ofertas e preços mais baixos.

“Estamos muito preocupados com o fato de a China estar impulsionando a nossa indústria nos EUA, ao mesmo tempo em que estamos construindo agora está incrível espinha dorsal da produção”, disse Granholm. “Vimos isso acontecer na indústria solar... houve uma inundação do mercado.”

Desde a ascensão de montadoras como a BYD, Nio e Xpeng, a China vem sendo vista como uma ameaça para a indústria de automóveis dos EUA, especialmente devido à queda nas exportações de veículos norte-americanos.

Isso acendeu um sinal de alerta para fabricantes como a Tesla, de Elon Musk, e para o presidente dos EUA, Joe Biden. No caso da montadora norte-americana, o CEO defendeu a aplicação de barreiras comerciais.

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“Honestamente, eu acho que se não forem estabelecidas barreiras comerciais, elas irão praticamente demolir a maioria das outras empresas automobilísticas do mundo. Elas são extremamente boas.”

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No mês passado, a Casa Branca afirmou que os EUA abriram uma investigação se as importações de veículos chineses representavam riscos para a segurança nacional.

A preocupação do governo norte-americano é que as fabricantes asiáticas possam recolher dados sensíveis sobre cidadãos e infraestruturas dos EUA e enviá-los para a China.

“As políticas da China podem inundar o nosso mercado com os seus veículos, representando riscos para a nossa segurança nacional”, disse o presidente Joe Biden. “Não vou deixar isso acontecer sob minha supervisão.”

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A briga entre os EUA e a China

A China ultrapassou o Japão e se tornou a líder em exportações de automóveis em 2023, somando quase 5 milhões de veículos exportados no ano passado, de acordo com dados da Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis.

“A China está a investir quantias enormes com o objetivo de ser grande, por isso precisamos de compreender que é importante que as pessoas comprem veículos elétricos de uma forma acessível, mas podemos fazer isso e podemos manter o nosso país seguro”, afirmou a secretária de Energia dos EUA.

Enquanto isso, os EUA tentam impulsionar as cadeias de abastecimento locais de veículos elétricos através da Lei de Redução da Inflação — que proporciona créditos fiscais para veículos que tenham montagem final por lá.

Já os componentes da bateria dos EVs são construídos ou montados por uma “entidade estrangeira de interesse ”, como a China, o Irã, a Coreia do Norte e a Rússia.

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“Também sabemos que se for construído na América e com os incentivos da Lei de Redução da Inflação, poderemos reduzir esses preços e vimos a utilização de veículos eléctricos duplicar no ano passado e prevê-se que mais disso aconteça”, disse Granholm.

Os Estados Unidos também aumentaram a pressão sobre as empresas de carros chinesas nos últimos anos.

Em 2022, a terra do Tio Sam introduziu regras para restringir a capacidade da China de acessar, obter ou fabricar chips semicondutores avançados, com receios de que o gigante asiático pudesse usar a tecnologia para fins militares.

No ano passado, os EUA anunciaram novas regulamentações que impedem a fabricante de chips Nvidia de realizar vendas para a China.

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*Com informações de CNBC.

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