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Projeção é a menor dentre todos os países emergentes do levantamento, mas ao menos desconsidera commodites; indicadores sociais e econômicos avaliados mostram pouca evolução do Brasil nos últimos 20 anos
Recentemente, o megainvestidor Ray Dalio, diretor de investimentos da gestora global americana Bridgewater, passou a avaliar a força e o poder relativos dos principais países do mundo, tanto do ponto de vista econômico quanto geopolítico, com base em uma série de indicadores macroeconômicos, além de dados de saúde e bem-estar das suas respectivas populações.
A edição 2024 do Índice The Great Powers (As Grandes Potências, em tradução livre) analisa 35 países e ranqueia 23 deles e a Zona do Euro segundo esses critérios, além de trazer uma projeção para o crescimento econômico dessas nações nos próximos dez anos.
E o Brasil não aparece nada bem na foto, embora, em alguns indicadores, não tão mal quanto se poderia imaginar. Você pode acessar o estudo completo aqui.
No ranking geral de Força – liderado por Estados Unidos, China e Zona do Euro, mas com a Argentina na lanterna –, o Brasil aparece na 16ª posição de 24 países e regiões.
Já o crescimento real (acima da inflação) estimado para a economia brasileira pelos próximos 10 anos é de apenas 1,7% ao ano, o pior percentual entre os países emergentes que integram o estudo.
"Com base nas últimas leituras dos indicadores-chave, o Brasil parece ser uma potência modesta (no terço do meio dos países que ranqueamos), numa trajetória flat [andando de lado]. (...) a principal força do Brasil é a riqueza dos seus recursos naturais. Suas fraquezas são sua fraca posição relativa em educação, sua má leitura sobre inovação e tecnologia, sua relativa insignificância para o comércio global, sua corrupção e estado de direito inconsistente, sua infraestrutura pobre e baixo investimento e sua alocação relativamente fraca de trabalho e capital", avalia Dalio, no relatório da Bridgewater.
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| País/região | Medidor de Força | Medidor de Força per capita | Medidor de saúde | Medidor de felicidade |
| Estados Unidos | 0,89 | 0,71 | 1,33 | 0,98 |
| China | 0,80 | 0,30 | 1,27 | 1,20 |
| Zona do Euro | 0,56 | 0,43 | 2,15 | 0,88 |
| Alemanha | 0,38 | 0,54 | 2,06 | 0,85 |
| Japão | 0,33 | 0,40 | 2,42 | 0,56 |
| Coreia do Sul | 0,32 | 0,54 | 2,30 | -0,16 |
| Índia | 0,30 | 0,07 | -1,41 | -0,55 |
| Reino Unido | 0,29 | 0,46 | 2,29 | 1,65 |
| França | 0,27 | 0,45 | 2,19 | 0,98 |
| Rússia | 0,26 | 0,28 | 0,04 | 0,00 |
| Cingapura | 0,24 | 0,89 | 2,45 | 0,48 |
| Austrália | 0,23 | 0,56 | 2,27 | 1,27 |
| Turquia | 0,21 | 0,28 | 0,66 | -0,06 |
| Canadá | 0,21 | 0,50 | 2,21 | 1,21 |
| Suíça | 0,19 | 0,66 | 2,34 | 1,30 |
| Brasil | 0,18 | 0,14 | 0,29 | 1,06 |
| Países Baixos | 0,17 | 0,55 | 2,13 | 1,50 |
| Indonésia | 0,17 | 0,13 | -0,36 | 1,58 |
| Itália | 0,17 | 0,31 | 2,22 | 0,83 |
| Espanha | 0,17 | 0,34 | 2,31 | 0,76 |
| Arábia Saudita | 0,15 | 0,45 | 1,14 | 0,54 |
| México | 0,14 | 0,15 | 0,04 | 1,41 |
| África do Sul | 0,10 | 0,12 | -1,73 | 0,13 |
| Argentina | 0,07 | 0,14 | 0,88 | 0,94 |
Para o medidor de Força, os países são avaliados segundo oito medidas de poder: competitividade, produção econômica, poder militar, status de moeda de reserva, centro financeiro, inovação e tecnologia, comércio e educação. De todas elas, o Brasil só é considerado forte em competitividade, sendo relativamente fraco em todas as outras.
Além disso, na maioria delas, o país andou de lado nos últimos 20 anos, segundo o levantamento. Só houve melhora em matéria de competitividade e comércio.
Nos últimos três anos, no entanto, houve melhora em competitividade, centro financeiro, comércio e educação, porém com piora em produção econômica e inovação e tecnologia.
O relatório destaca a fraca posição relativa do Brasil em inovação e tecnologia, comércio global e educação.
No primeiro ponto, os destaques negativos ficam por conta das pequenas parcelas globais de pedidos de patentes (menos de 1%), de investimento em pesquisa e desenvolvimento (2%) e de pesquisadores (2%).
No segundo ponto, o destaque negativo fica por conta do fato de que o Brasil é responsável por apenas 2% das exportações globais.
Já no quesito educação, são destaques negativos a pequena parcela dos diplomas de graduação (3%) e de doutorado (2%) do mundo, os poucos anos de estudo (9,4 anos em média, contra 11,7 dos principais países) e a nota baixa no PISA, exame internacional que avalia os conhecimentos dos alunos de 15 anos de idade (média de 397 contra 479 nos principais países).
Em relação aos indicadores de bem-estar da população, contudo, o Brasil até que não se sai tão mal. O índice de felicidade (que mede o percentual de pessoas que se declaram felizes e outros indicadores de satisfação, como baixas taxas de suicídio) é relativamente elevado, e o de saúde (que mede fatores como expectativa de vida, exposição à poluição e taxas de homicídio) é relativamente neutro.
É interessante comparar os indicadores do Brasil com os dos demais integrantes do ranking. Há países mais e menos felizes que o Brasil tanto entre os desenvolvidos quanto os emergentes, e tanto entre aqueles com maior índice de Força quanto aqueles com menor índice.
Por exemplo, o medidor de felicidade do Brasil é mais alto que o dos Estados Unidos (0,98), país com o maior medidor de Força, mas o medidor de felicidade americano também é elevado.
Já o da China, segundo país no ranking de Força, é mais alto que os do Brasil e dos EUA (1,20). Já o medidor de felicidade do Japão, quinto no ranking de Força, é de apenas 0,56, e o da Coreia do Sul, sexto lugar, é negativo (-0,16).
Quanto aos medidores de saúde, embora os de EUA e China sejam elevados (1,33 e 1,27), os indicadores verdadeiramente altos estão nos demais países desenvolvidos – os europeus, Canadá, Austrália, Japão, Coreia e Cingapura, onde passam de 2,00.
Além disso, não necessariamente um maior nível de saúde se traduz em maior felicidade. O medidor de saúde da Indonésia, por exemplo, é negativo (-0,36), mas o de felicidade supera o do Brasil (1,58).
Ray Dalio analisa também o que ele chama de Grandes Ciclos de cada país: posição econômica/financeira (o que inclui medidas do peso do endividamento e do crescimento esperado para os próximos dez anos); ordem interna (o que inclui medidas de desigualdade social e conflitos internos); e ordem externa.
"Para o Brasil, os grandes ciclos parecem um tanto desfavoráveis, embora tenhamos uma leitura limitada", diz o relatório. Isso porque os dados confiáveis relativos a ordem interna para o país são insuficientes.
O estudo considera a posição do Brasil moderadamente desfavorável nos seus ciclos econômico e financeiro, com um peso da dívida moderadamente alto e crescimento real relativamente baixo esperado para os próximos dez anos (1,7% ao ano). Todos esses fatores, aliás, apresentaram piora, tanto nos últimos 20 quanto nos últimos três anos.
O relatório destaca que o crescimento econômico real do Brasil esteve acima das perspectivas de Ray Dalio nos últimos três anos, mas que o desempenho do mercado de ações foi substancialmente inferior à média do resto do mundo.
Em relação à dívida, os níveis são considerados modestos tanto em nível governamental quanto empresarial, enquanto o endividamento das famílias é considerado baixo, tudo isso em relação aos demais países do estudo.
O fato de que a maior parte desta dívida está em moeda local é destacado como um ponto positivo, pois mitiga os riscos.
A desigualdade social, considerando patrimônio e renda, é alta em comparação a países com níveis similares de renda per capita, embora tenha apresentado melhora nos últimos 20 anos, segundo o estudo.
O 1% mais rico no Brasil captura 20% da renda (quinta maior fatia entre os principais países) e detém 48% da riqueza/patrimônio (segunda maior fatia entre os principais países).
Já os 10% mais ricos no Brasil capturam 58% da renda (terceira maior fatia entre os principais países) e detêm 79% da riqueza/patrimônio (segunda maior fatia entre os principais países).
"Nas últimas décadas, a renda dos 10% mais ricos cresceu 3%, enquanto a dos 60% mais pobres cresceu 6%. O crescimento relativamente baixo da renda para os 60% mais pobres aumenta os riscos de desigualdade.
Sem apresentar indicadores similares aos de países desenvolvidos, o Brasil deve ter um crescimento de país rico nos próximos dez anos, algo nada positivo para um país emergente. A perspectiva de Dalio é de que a economia brasileira cresça apenas 1,7% ao ano em termos reais na próxima década.
Trata-se do pior crescimento entre os países emergentes abordados no estudo e também entre as 18 principais economias emergentes do planeta. Dos 35 países analisados no estudo, este nível de crescimento aparece na 21ª posição, diz o relatório.
O estudo frisa, no entanto, que sua estimativa de crescimento para o Brasil considera apenas a parte da economia não voltada para commodities, pois a análise – para todos os países – desconsidera choques externos, como os de commodities, os políticos, os desastres naturais ou as guerras.
Porém, as exportações de commodities pelo Brasil são relevantes para a economia, perfazendo cerca de 9% do Produto Interno Bruto (PIB), nota o relatório.
| País/região | Crescimento total | Crescimento per capita |
| Índia | 6,30% | 5,30% |
| Indonésia | 5,50% | 4,80% |
| Arábia Saudita | 4,60% | 3,00% |
| China | 4,00% | 4,30% |
| Turquia | 4,00% | 3,60% |
| Rússia | 2,90% | 3,10% |
| África do Sul | 2,90% | 1,90% |
| Cingapura | 2,60% | 2,80% |
| México | 2,50% | 1,70% |
| Austrália | 2,10% | 1,50% |
| Argentina | 2,00% | 1,20% |
| Coreia do Sul | 1,80% | 3,00% |
| Brasil | 1,70% | 1,60% |
| Estados Unidos | 1,40% | 1,20% |
| Reino Unido | 1,30% | 0,90% |
| Japão | 1,20% | 1,90% |
| Canadá | 1,20% | 0,90% |
| Países Baixos | 1,20% | 1,40% |
| França | 0,90% | 1,00% |
| Espanha | 0,30% | 1,00% |
| Zona do Euro | 0,20% | 0,90% |
| Suíça | 0,20% | 0,50% |
| Alemanha | -0,50% | 0,60% |
| Itália | -0,50% | 0,60% |
O crescimento real esperado per capita no Brasil, no entanto, está em 1,6% ao ano, em linha com a média global, destaca o estudo.
Este medidor é influenciado pela produtividade e pelo endividamento, sendo que ambas as métricas para o Brasil devem apresentar uma performance próxima à média dos principais países na próxima década, espera Dalio.
Para o gestor da Bridgewater, as maiores fraquezas relativas do Brasil para o seu crescimento são sua política monetária, geralmente apertada, e seu endividamento e níveis de serviço da dívida, que embora não estejam comparativamente mal posicionados, tendem a ser neutros quanto ao impacto para o crescimento econômico futuro (não atrapalham, mas também não ajudam).
Já as maiores forças relativas são o valor gerado pelos trabalhadores em relação aos níveis de educação e os níveis de investimento.
Isso porque, embora os índices educacionais no Brasil sejam baixos, como já vimos, o custo dos trabalhadores brasileiros também é relativamente baixo. Além disso, os níveis de poupança e investimento podem ser considerados elevados, se levada em conta a baixa renda per capita.
"Investimento no Brasil é mais produtivo do que em outros países com níveis similares de desenvolvimento econômico", diz o relatório, que ranqueia o Brasil como quinto melhor país emergente neste quesito.
Assim, o Brasil aparece em nona posição dos 35 países analisados no ranking de "quanto você paga por quanto você leva", que relaciona o custo da mão de obra, o nível de educação do trabalhador e o nível de investimento.
O estudo de Ray Dalio leva em conta, por fim, o papel que a cultura de um país tem em determinar seu crescimento. Isso porque os aspectos culturais influenciam as decisões que as pessoas tomam sobre fatores como poupança, horas de trabalho semanais, atitude em relação ao trabalho, além de níveis de eficiência e confiabilidade.
Segundo o relatório, a cultura brasileira contribui para o crescimento do país nos próximos anos de uma forma muito mais negativa que a média. Nesse quesito, o país aparece ranqueado em 32º lugar entre os 35 países avaliados.
No quesito "autossuficiência", o estudo classifica o Brasil com uma nota baixa, considerando que os trabalhadores brasileiros têm ética de trabalho fraca (levando em conta indicadores como horas trabalhadas, idade de aposentadoria e férias); que o nível de apoio do governo é alto (com elevados gastos do governo com a força de trabalho e transferências de renda) e que o mercado de trabalho é moderadamente rígido.
"O Brasil também parece preferir o usufruto à conquista – novamente, sua ética de trabalho é relativamente fraca, e pesquisas sugerem que a população não valoriza a realização e a conquista", diz o estudo, referindo-se a objetivos ligados ao trabalho.
O investimento em inovação em relação à renda do país está na média, e o resultado desse investimento em matéria de invenções e lucros, é baixo, diz o relatório.
Por fim, o Brasil tem elevada burocracia em relação à renda, níveis de corrupção na média, mas estado de direito fraco, de acordo com as medidas internacionais utilizadas.
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