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Os mais procurados

EUA aumentam recompensa pela “rainha cripto” foragida, mas não sabem nem se ela ainda está viva

FBI elevou a recompensa pelo paradeiro de Ruja Ignatova para US$ 5 milhões

Reprodução de cartaz do FBI
Reprodução de cartaz do FBI com a 'rainha cripto" entre os dez mais procuradosImagem: Divulgação

O governo dos Estado Unidos intensificou as buscas por Ruja Ignatova, conhecida como a “rainha das criptomoedas”. Nesta quarta-feira (26), o FBI, a polícia federal norte-americana, elevou a recompensa oferecida para US$ 5 milhões para quem der informações que levem à prisão ou condenação da golpista.

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A alemã de 44 anos, nascida na Bulgária, é procurada pelo FBI por orquestrar um esquema de criptomoeda de US$ 4,5 bilhões chamado OneCoin. Ela está desaparecida desde 2017, quando as autoridades dos EUA assinaram um mandado de prisão e os investigadores começaram a cercá-la.

Em 2022, o FBI incluiu o nome de Ruja na lista dos dez mais procurados, oferecendo recompensa de US$ 100 mil, valor elevado posteriormente para US$ 250 mil. Hoje, ela encabeça a lista dos homens e mulheres mais procurados, e a recompensa foi multiplicada exponencialmente. Ela é atualmente a única mulher visada pelo programa dos EUA.

“Estamos oferecendo uma recompensa de até US$ 5 milhões por informações que levem à prisão e/ou condenação da cidadã alemã Ruja Ignatova, conhecida como ‘Cryptoqueen’, por seu papel em um dos maiores esquemas de fraude globais da história”, disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Matthew Miller.

Ex-executiva do mundo financeiro

Ruja fez uma carreira de sucesso no mundo das finanças até 2014, quando lançou a OneCoin e ficou conhecida pelos apelidos de “doutora Ruja” e "rainha cripto".

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Com a promessa de retornos financeiros que deixariam na pista os ganhos observados durante o primeiro grande boom do bitcoin, Ruja captou US$ 4,5 bilhões junto a investidores de todo o mundo para sua suposta criptomoeda alternativa.

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A OneCoin parecia um grande negócio. No entanto, o suposto token não passava de um elaborado esquema de fraude. Não se tratava nem de um clássico sistema de pirâmide. Também não era uma criptomoeda. A OneCoin simplesmente não existia.

A situação chamou a atenção das autoridades na Alemanha e nos Estados Unidos. Em outubro de 2017, quando os investigadores apertaram o cerco, Ruja embarcou em um voo da Ryanair de Sófia com destino a Atenas e nunca mais foi vista.

Paredeiro desconhecido

O fato de a OneCoin não ter deixado nenhum rastro digital foi decisivo para que Ruja fugisse com todo o dinheiro de seus clientes. Até hoje, no entanto, os investigadores não sabem se ela está escondida ou se acabou assassinada.

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O aperto do cerco à “rainha cripto” coincidiu com uma investigação da polícia búlgara sobre um suposto vínculo entre Ruja Ignatova e um chefão do crime organizado de seu país de nascença.

A identidade do criminoso nunca foi divulgada publicamente. De acordo com uma investigação da emissora pública britânica BBC, no entanto, ele seria Hristoforos Nikos Amanatidis, mais conhecido como Taki.

Taki seria o maior chefão do crime organizado búlgaro. Ele é suspeito de narcotráfico, grandes roubos, lavagem de dinheiro e uma longa lista de assassinatos, entre outros crimes.

Segundo a BBC, documentos da Europol levantam a suspeita de que Taki teria recorrido à rede financeira que sustentava a OneCoin para lavar dinheiro. Ele seria a única pessoa capaz de proteger Ruja, de acordo com autoridades búlgaras.

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*Com informações da TV BBC

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