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Apesar da recente legislação, a proibição da Rússia de usar criptomoedas para pagamentos domésticos continua em vigor
As sanções de países da Europa e dos Estados Unidos contra a economia da Rússia após o início da guerra com a Ucrânia abriram espaço para que o país governado por Vladimir Putin buscasse alternativas ao sistema financeiro tradicional.
Depois de mais de dois anos que o Banco Central da Rússia tentou proibir o bitcoin (BTC) e outras criptomoedas, o país acaba de assinar uma lei para legalizar a mineração de criptomoedas e incentivar pagamentos internacionais com moedas virtuais.
Assim, os projetos de lei foram aprovados e assinados em 8 de agosto pelo presidente Vladimir Putin, e os testes com pagamentos de cripto estão programados para começar ainda neste mês, de acordo com a Bloomberg.
Com isso, as novas regras permitirão que as empresas russas realizem trocas internacionais. Vale lembrar que a Rússia foi parcialmente banida do sistema Swift de pagamentos transfronteiriços, o que dificulta o comércio com outros países.
Apesar da recente legislação, a proibição da Rússia de usar criptomoedas para pagamentos domésticos continua em vigor.
Além da Rússia, outros países como a Venezuela tentam se livrar da hegemonia do dólar no comércio internacional, buscando alternativas no mundo digital. O país liderado por Nicolás Maduro vem utilizando o Tether (USDT) para vender petróleo desde o ano passado, por exemplo.
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Além de usar criptomoedas já existentes, diversos países pelo mundo têm buscado alternativas ao dólar, especialmente no formato de Central Bank Digital Currencies (CBDCs), as moedas virtuais de bancos centrais.
Elas são popularmente conhecidas como “moedas estatais” e nada mais são do que a representação digital de moedas emitidas pelos bancos centrais dos países. A principal vantagem é de que se trata de um ativo tokenizado criado em cima de um distributed ledger technology (DLT) — nome bonito para blockchain.
Simplificando: é possível, por exemplo, fazer remessas internacionais de dinheiro através dessas estruturas sem a necessidade de um intermediário como o sistema Swift.
A Rússia vem desenvolvendo sua própria CBDC, o rublo virtual, que tem seu lançamento programado para algo entre o fim de 2024 e começo de 2025.
De acordo com dados do Chainalysis, a Rússia usaria o rublo digital para pagamentos internos e criptomoedas, stablecoins e até o yuan digital para transações internacionais.
Porém, existem preocupações quanto ao cronograma de lançamento do rublo digital, tendo em vista que a guerra com a Ucrânia ainda não terminou.
Além da Rússia, o Banco Central brasileiro também está desenvolvendo o projeto piloto do real digital, chamado Drex. A criptomoeda brasileira já está em fase de testes mais avançados — e você pode ler mais sobre como isso é revolucionário aqui.
Nesta reportagem, você confere os casos de uso da “criptomoeda do banco central”.
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