🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Tony Volpon: Depois do “verão turbulento” no mercado americano, o que esperar da maior economia do mundo nos próximos meses?

Sequência de eventos ao redor da eleição americana e a política monetária do Federal Reserve foram os destaques da temporada

5 de agosto de 2024
19:41
Fed Juros Dólar Bolsa Ações
Imagem: Getty Images/Canva Pro

Reza a lenda que o mercado americano fica mais tranquilo durante os meses do verão, pelo simples fato que muitos participantes saem de férias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas toda a “regra” de mercado tem suas exceções, e este último mês foi talvez um dos mais “action packed” desde 2020.

Vamos aqui abordar três temas distintos para os mercados. No final, vamos tentar uma síntese dos três temas para traçar um panorama unificado das perspectivas para os próximos meses.

Os eventos ao redor da eleição nos Estados Unidos

O primeiro tema foi a sequência frenética de eventos ao redor da eleição americana: tentativa de assassinato de Donald Trump, seguido da desistência de Joe Biden da candidatura e a ascensão (sem concorrência) da Vice, Kamala Harris, como candidata dos Democratas.

Faz mais de um ano que eu tenho argumentado que Donald Trump era forte favorito para ganhar a eleição de outubro. Isso estava sendo confirmado mais e mais nas pesquisas, mostrando que a população não aprovava o governo Biden ou o candidato.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas essa tendência virou uma quase certeza depois do debate na CNN, confirmando o que a mídia em geral e os Democratas estavam negando até então: que Biden, de fato, estava sofrendo efeitos cognitivos de sua idade avançada.

Leia Também

A tentativa de assassinato de Trump deixou os Democratas em pânico não só de perder a eleição presidencial, mas de perder controle das duas casas legislativas.

A movimentação de retirar Biden acabou sendo nada sutil, mas efetivo, e o partido – junto com a mídia “mainstream” – aceitou rapidamente e de forma unificada a candidatura de Harris.

O alívio e euforia de ter evitado uma tragédia eleitoral, que muitos Democratas acreditam ser também uma questão “existencial” para a democracia se Trump voltar ao poder, contaminou a base do partido e tem tido efeito no eleitorado como um todo, como mostram as últimas pesquisas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda esperamos a escolha do Vice de Harris e o congresso do partido depois das olimpíadas, tudo que deve continuar a favorecer Harris na percepção pública.

Neste momento, Nate Silver – que tem na minha opinião um dos melhores modelos preditivos disponíveis ao público –, tem Trump com 57% versus 43% para Harris de probabilidade de ganhar a eleição.

Essas probabilidades me parecem corretas neste momento, e eu espero que as margens possam fechar ainda mais nas próximas semanas a favor de Harris. Não me surpreenderia se ela tomar uma pequena liderança.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A meu ver, a eleição vai ser definida pelo relativo sucesso de cada campanha de “definir” seu adversário.

Harris está tentando definir Trump como idoso, condenado pela justiça (enquanto ela foi da promotoria do estado da Califórnia), e vai bater forte na questão do direito ao aborto.

Trump vai bater forte no fato de que Harris foi vice de um governo impopular (com ênfase na questão imigratória); que ela sabia da enfermidade de Biden e representa a esquerda do partido.

Ambas as campanhas têm uma quase infinidade de recursos para gastar nos próximos meses nessa guerra de narrativas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A política monetária do Federal Reserve

O segundo fator foi uma sequência de dados que tem elevado a probabilidade do Fed sinalizar o início do ciclo de queda de juros na sua reunião de setembro.

Enquanto os dados da atividade para o segundo trimestre surpreenderam positivamente em 2,8% anualizados – aliviando temores de que a economia estivesse desacelerando rapidamente – os dados de inflação continuarão a sinalizar progresso.

Nos dados de junho, o núcleo do PCE em 0,18% (ou 2,18% anualizados).  

As expectativas do mercado não foram frustradas. O comunicado da reunião teve mudanças relevantes, indicando uma preocupação assimétrica entre atividade e inflação, um primeiro e necessário movimento para um eventual corte de juros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na conferência de imprensa, Powell admitiu que houve um debate sobre iniciar o ciclo de cortes já nesta semana, uma forte dica que eles pretendem ir em setembro.

In NVIDIA we trust?

O último importante evento do mês foi a forte “rotação” dos ganhadores do ano – os “Mag 5” liderados pela NVIDIA – a favor dos “perdedores”, especialmente as “small caps”.

Lembro que na minha última coluna “In NVIDIA we trust?” eu discuti o “bear case” contra a temática AI: os custos de desenvolver as aplicações têm aumentado fortemente sem aparecer uma aplicação clara (o “killer app”) da tecnologia.

Concluí que eu não via “possibilidade de uma mudança estrutural no ranking de performance (entre segmentos da bolsa) até que o mercado comece a seriamente questionar a temática AI”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bom, isso aconteceu em julho.

Os mercados começaram o mês bastante bem, com o S&P 500 fazendo uma nova máxima histórica no dia 16, apesar da NVIDIA já ter começado uma forte correção no dia 11 que se espalhou para as outras “Mags”. Alguns dias antes já tinha começado uma forte onda de compras no segmento “small caps” e “value”.

As razões subjacentes e o timing dessa “Grande Rotação” estão sendo bastante debatidos pelo mercado. Que o gap de valuation entre os líderes e o resto do mercado tinham chegado a valores historicamente extremos já era algo bastante reconhecido e não exatamente uma novidade.

Uma explicação mais macro para o timing da rotação seria que o início iminente do ciclo de queda de juros (houve divulgação de dados de inflação nessa direção nesses dias) seria favorável a esses segmentos "baratos" mais sensíveis ao ciclo econômico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Acho que essa explicação faz sentido, mas não devemos desprezar a temática discutida na nossa última coluna: as crescentes dúvidas sobre a rentabilidade imediata de todos os investimentos sendo feitos perseguindo o sonho da inteligência artificial.

Isso fica claro, por exemplo, vendo a reação do mercado à divulgação dos resultados da Microsoft.

O que nos espera para o resto do verão e o início do outono no hemisfério norte?

Se não houver alguma surpresa desagradável, o Fed deve de fato cortar os juros em setembro, em um ambiente de bom crescimento econômico (o nowcast do Fed de Atlanta está rodando em 3% anualizados para o terceiro trimestre), solidificando um improvável pouso suave depois do choque inflacionário de 2021-2022. Isso sem dúvida é uma boa notícia para os ativos de risco.

Mas dado o ainda grande gap de valuation gerado nesses últimos dois anos entre as "Mags" e o resto, acredito que a reação a esse cenário monetário benigno deve ser a continuidade da “Grande Rotação”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, devemos continuar a ver uma disjunção entre a maior volatilidade dos diferentes segmentos da bolsa e os índices – apesar que dado o ainda grande peso dos “Mags” nos índices, acho improvável que o S&P 500 ou Nasdaq façam novas máximas no curto prazo.  

Finalmente, a forte incerteza sobre o resultado eleitoral de novembro deve levar o mercado a ignorar a questão política até haver maior certeza sobre o resultado, com, por exemplo, um dos candidatos disparando na frente.

Se isso não acontecer, devemos somente ver uma reação com os resultados na mão em novembro.

*Tony Volpon é economista e ex-diretor do Banco Central.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A difícil escolha entre dois FIIs de destaque, e o que esperar dos resultados de empresas e da bolsa hoje

5 de fevereiro de 2026 - 8:33

As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Bolsa e o trade eleitoral — by the way, buy the whey

4 de fevereiro de 2026 - 20:00

Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda no valor da Direcional (DIRR3) é oportunidade para investir, e Santander tem lucro acima do esperado 

4 de fevereiro de 2026 - 8:38

Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O bloco dos bancos abre o Carnaval das empresas abertas: qual terá a melhor marchinha?

3 de fevereiro de 2026 - 8:36

Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O efeito Warsh: reação à escolha de Trump é um ajuste técnico ou inflexão estrutural?

3 de fevereiro de 2026 - 7:48

Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mudança de FIIs para fiagros que pode impulsionar dividendos, a reação aos juros e o que mais você precisa saber hoje

29 de janeiro de 2026 - 8:38

Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BC não tem pressa, bolsa dispara e dólar afunda: veja o que move os mercados hoje

28 de janeiro de 2026 - 8:32

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mensagem que pode frear o foguete do Ibovespa, mais tarifas de Trump e o que mais os investidores precisam saber hoje

27 de janeiro de 2026 - 8:23

A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta sob os holofotes: juros parados, expectativas em movimento

27 de janeiro de 2026 - 7:08

A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos na tabela periódica, tensões geopolíticas e tarifas contra o Canadá: veja o que move os mercados hoje

26 de janeiro de 2026 - 8:28

Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar