🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Super Quarta: por que as entrelinhas podem dizer mais que a decisão de juros nos EUA e no Brasil

Embora ambas as instituições devam manter as taxas de juros inalteradas, suas comunicações deverão ser distintas

30 de julho de 2024
6:33 - atualizado às 10:15
banco central, bc, bolsas, juros e renda fixa, inflação e selic
Imagem: Shutterstock

Esta semana é decisiva para a política monetária global, com importantes deliberações nos Estados Unidos (Fed), Japão (BoJ), Reino Unido (BoE) e Brasil (BCB).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cada região possui suas próprias expectativas, e a "super quarta-feira" se destaca como o ponto alto, com anúncios do Fed americano e do BCB brasileiro. Embora ambas as instituições devam manter as taxas de juros inalteradas, suas comunicações deverão ser distintas.

Para o Japão, a expectativa é de que o BoJ possa novamente elevar suas taxas de juros, enquanto no Reino Unido, o BoE provavelmente manterá suas taxas inalteradas, pelo menos por enquanto.

Mas vamos por partes.

Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a taxa Selic em 10,50% ao ano. Frente aos desafios econômicos recentes, é esperado que o comitê adote uma postura firme e unânime no combate à inflação, buscando reancorar as expectativas do mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não se espera novos cortes na taxa de juros para este ano, sendo mais provável que ocorram apenas em 2025.

Leia Também

Para que o Brasil recupere a confiança do mercado, é essencial que, além de uma política monetária dura, o governo implemente cortes significativos nos gastos e mantenha uma política monetária conservadora.

A pedra no sapato fiscal

Por falar nisso, há uma crescente preocupação com a situação fiscal. O início desta semana foi marcado por renovadas apreensões em relação ao déficit público. A relação dívida bruta sobre PIB subiu 1,1 ponto percentual em apenas um mês, alcançando agora 77,8% do PIB, refletindo os desafios fiscais enfrentados pelo país.

Fonte: BCB.

LEIA TAMBÉM: Uma rotação setorial está em andamento — e ela conversa com o ‘Trump Trade’

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A situação fiscal do Brasil continua alarmante, com as despesas crescendo a um ritmo mais rápido que as receitas, em desacordo com as diretrizes do novo arcabouço fiscal. As medidas implementadas até agora não conseguiram corrigir essa tendência.

No último ano, os gastos aumentaram 8% acima da inflação, enquanto o novo modelo fiscal estipula que os gastos devem crescer a um ritmo inferior ao das receitas, com um limite anual de 2,5%.

Diante desse quadro crítico, é essencial acompanhar os detalhes do corte de R$ 15 bilhões em gastos públicos para 2024, que serão anunciados hoje. Uma ação coordenada entre o governo e o Congresso é necessária para reequilibrar as contas públicas, embora as eleições municipais deste ano possam dificultar avanços significativos.

Sem uma âncora fiscal efetiva, a política monetária precisa assumir um papel mais destacado. Isso, combinado com fatores externos como o fortalecimento do dólar, justifica a manutenção das atuais taxas de juros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Embora a curva de juros sugira uma possível elevação, não acredito que a Selic aumentará. Manter a taxa atual até o próximo ano, com uma postura firme, deveria ser suficiente.

A expectativa para o Fed

Nos Estados Unidos, a abordagem será diferente.

A expectativa é que o Federal Reserve mantenha a taxa de juros entre 5,25% e 5,50% ao ano, o nível mais alto em duas décadas, mas a orientação futura deve indicar um possível corte.

Na semana passada, dados positivos sobre o crescimento econômico dos EUA levantaram preocupações inflacionárias. O modelo GDPNow do Fed de Atlanta projetou um crescimento do PIB de 2,83% no terceiro trimestre de 2024, enquanto o modelo do Fed de Nova York apontou para 2,70%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, a relação usual entre crescimento econômico e inflação parece ter se enfraquecido, o que impulsionou as ações no final da semana passada.

O índice de gastos com consumo pessoal (PCE) mostrou um leve aumento de preços em junho, conforme esperado pelos economistas, mantendo o Federal Reserve no caminho para um possível corte nas taxas de juros em setembro.

Espera-se que essa possibilidade seja abordada na coletiva de imprensa de Jerome Powell após a reunião de quarta-feira.

A ferramenta FedWatch do CME Group indica que a probabilidade de um corte de 25 pontos-base em setembro é de 90%. As expectativas para o fim do ano situam a taxa entre 4,50% e 4,75%, com a possibilidade de três cortes de 25 pontos ao longo do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Discordo dessa perspectiva. Acredito que o cenário mais provável seja de dois cortes de 25 pontos cada, um em setembro e outro em dezembro, estabilizando a taxa entre 4,75% e 5,00% ao final do ano, o que seria suficiente para acalmar o mercado. Além disso, a semana trará mais indicadores do mercado de trabalho, culminando com a divulgação dos dados de emprego de julho na sexta-feira.

Fonte: Bureau of Labor Statistics e Bloomberg

As autoridades estão empenhadas em controlar a inflação sem causar danos excessivos ao mercado de trabalho, evitando manter as taxas de juros elevadas por períodos prolongados. Este objetivo coloca em destaque o relatório mensal de empregos dos EUA, que será divulgado na sexta-feira, além de outras atualizações relevantes sobre o mercado de trabalho.

Resumidamente, portanto, espera-se que as taxas de juros se mantenham estáveis na iminente "super quarta-feira", embora com comunicações distintas. No Brasil, o tom deve ser conservador, refletindo uma deterioração do cenário econômico. Nos Estados Unidos, espera-se uma inclinação inicial para um possível corte de juros em setembro.

Essa abordagem pode resultar em um fortalecimento relativo, embora modesto, do real brasileiro. A decisão do Banco do Japão também será crucial, pois um possível aumento dos juros japoneses poderia afetar negativamente o real, já que o iene é frequentemente utilizado como moeda de financiamento em operações de carry trade. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, deve-se esperar uma redução nas pressões sobre ativos mais sensíveis ao aperto monetário nos Estados Unidos, especialmente nos mercados emergentes, como visto no primeiro trimestre deste ano. Isso poderia abrir um segundo semestre mais promissor para as ações dessas regiões, especialmente no Brasil, que tem demonstrado grande sensibilidade às variações dos juros americanos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio no Japão que afeta o mundo todo, as vantagens do ESG para os pequenos negócios e o que mais move as bolsas hoje

10 de fevereiro de 2026 - 9:30

Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Entre estímulo e dívida: o novo equilíbrio do Japão após uma eleição que entra para a história

10 de fevereiro de 2026 - 7:11

A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

CSN (CSNA3) quer convencer o mercado que agora é para valer, BTG bate mais um recorde, e o que mais move as bolsas hoje

9 de fevereiro de 2026 - 8:39

Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro

TRILHAS DE CARREIRA

O critério invisível que vai diferenciar os profissionais na era da inteligência artificial (IA)

8 de fevereiro de 2026 - 8:00

O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Carnaval abaixo de 0 ºC: os horários e os atletas que representam o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno

7 de fevereiro de 2026 - 9:02

Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com o ouro de tolo ao escolher ações; acompanhe a reação ao balanço do Bradesco (BBDC4) e o que mais move a bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 8:45

Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos

SEXTOU COM O RUY

O “lixo” não subiu: empresas pagadoras de dividendos e com pouca dívida devem seguir ditando o ritmo na bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 6:07

Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A difícil escolha entre dois FIIs de destaque, e o que esperar dos resultados de empresas e da bolsa hoje

5 de fevereiro de 2026 - 8:33

As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Bolsa e o trade eleitoral — by the way, buy the whey

4 de fevereiro de 2026 - 20:00

Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda no valor da Direcional (DIRR3) é oportunidade para investir, e Santander tem lucro acima do esperado 

4 de fevereiro de 2026 - 8:38

Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O bloco dos bancos abre o Carnaval das empresas abertas: qual terá a melhor marchinha?

3 de fevereiro de 2026 - 8:36

Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O efeito Warsh: reação à escolha de Trump é um ajuste técnico ou inflexão estrutural?

3 de fevereiro de 2026 - 7:48

Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mudança de FIIs para fiagros que pode impulsionar dividendos, a reação aos juros e o que mais você precisa saber hoje

29 de janeiro de 2026 - 8:38

Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BC não tem pressa, bolsa dispara e dólar afunda: veja o que move os mercados hoje

28 de janeiro de 2026 - 8:32

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar