🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Felipe Miranda: A destruição criativa chega também ao bull market

Em termos práticos, os dois grandes inimigos dos ativos de risco brasileiro desde o momento ruim iniciado em julho de 2021 vinham sendo os juros muito altos no exterior e o interesse quase exclusivo na temática da inteligência artificial, da qual estamos basicamente alijados

12 de agosto de 2024
20:03 - atualizado às 14:26
Touro e urso nos mercados financeiros
Touro e urso nos mercados financeiros - Imagem: DALL-E/ChatGPT

Ray Dalio talvez seja o maior propagador da ideia de mudanças de paradigma entre os financistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele costuma usar esse arcabouço mental para descrever sua “Nova Ordem Mundial”, em que alerta para ascensões e quedas de impérios ao longo da História, e também para identificar tendências quase seculares entre os ativos financeiros e os mercados de capitais — a cada dez anos aproximadamente, mudam-se os líderes dos rankings das grandes multiplicações e aquilo que funcionou na década anterior deixa de ser adequado para o momento subsequente.

A expressão não é nova, claro. Lá por 1962, Thomas Kuhn formalizou longa argumentação para as mudanças de paradigma no clássico “Estrutura das Revoluções Científicas”, com foco nas grandes alterações de abordagem e conceituação dentro da comunidade científica.

Busco evitar superlativos e certa inclinação a exageros. O Brasil da mediocridade poda adjetivações histriônicas.

Desconfio, porém, estarmos penetrando um novo paradigma para os investimentos. Aquilo que funcionou desde julho de 2021 pode subitamente cair em desuso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já as coisas largadas e desprezadas há três anos emergem como candidatas a estrela em uma nova ordem ditada por juros internacionais menores e pela percepção de que a concentração nas big techs norte-americanas é uma parada meio cringe. 

Leia Também

  • Quer saber qual é a carteira ideal para você? Ferramenta simula carteira de acordo com seu perfil, objetivo e valor inicial. Confira aqui

O novo bull market

Na semana passada, uma notinha de Louis Gave, da Gavekal, me chamou bastante atenção.

Um resumo do argumento é mais ou menos este: “daqui pra frente, parece provável que o Fed vá mesmo cortar a taxa básica de juro, e isso deve levar a um enfraquecimento do dólar frente às principais moedas.

Conforme o dólar se enfraquece, o bastão será passado para outras economias para guiar o crescimento global e para outros mercados para liderar um novo bull market.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como no estouro da bolha pontocom entre 2000 e 2001, o fim do bull market nas bolsas norte-americanas e a potencial desaceleração do crescimento do PIB dos EUA não significam necessariamente o fim do mundo. Muito ao contrário, podem simplesmente representar portas se abrindo para outras oportunidades.”

A Gavekal defende que, quando um bull market se encerra, um novo surge necessariamente em outro lugar.

Se há, ao menos na margem, menor interesse nas big techs norte-americanas frente ao observado nos meses anteriores, seria inapropriado insistir na pergunta de quando as big techs voltarão a liderar o movimento de alta. A questão mais pertinente deveria ser qual o novo bull market.

Em termos práticos, os dois grandes inimigos dos ativos de risco brasileiro desde o momento ruim iniciado em julho de 2021 vinham sendo os juros muito altos no exterior e o interesse quase exclusivo na temática da inteligência artificial, da qual estamos basicamente alijados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com juros caindo nos EUA, aumenta o apelo da periferia. E se é hora de comprar ativos mais sensíveis à flexibilização da política monetária, as big techs norte-americanas perdem parte do apelo, sobretudo quando o nível de capex da espécie de corrida armamentista em torno da IA alimenta preocupações de que pode sobrar menos fluxo de caixa para os acionistas.

Um novo paradigma?

Espremidos entre os juros muito altos nos EUA e o medo de recessão iminente por lá, entre a ditadura woke e a transcendência neopentecostal, entre as críticas ao Copom e a sanha arrecadatória, nos esquecemos de que ações ainda são pedaços de empresa.

E também daquela famigerada frase do jovem promissor de Omaha: “se os negócios vão bem, no final as ações acabam seguindo.”

Felizmente, a quase encerrada temporada de resultados relativos ao segundo trimestre tem nos lembrado isso. Abundam exemplos de empresas cujos desempenhos mostram sólido crescimento de lucros, balanços fortes e performances acima das expectativas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com efeito, os lucros corporativos se expandem, na média, algo como 15%/20%. Algumas companhias preservam poder de mercado e remarcam preços. Outras fizeram um dever de casa intenso nos últimos anos para controlar custos e despesas operacionais.

E, para todas, os juros são agora menores — não temos a Selic caminhando para 8% como se especulou no começo do ano, mas 10,50% já é bem diferente de 13,75%.

Um fenômeno capaz de desafiar a aritmética elementar dos valuations se manifesta no universo da renda variável nacional.

Pense rapidamente sobre a mais simples métrica de avaliação das companhias: a relação Preço sobre Lucro (P/L). Do parágrafo anterior, inferimos que os lucros estão subindo. Portanto, para o mesmo preço das ações, o múltiplo P/L, que já era baixo, cai.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao mesmo tempo, juros menores deveriam significar expansão dos múltiplos. Se o custo de oportunidade do capital naquela economia é menor, por arbitragem, os retornos de todo mercado deveriam cair.

O investidor toparia pagar mais pelo mesmo lucro. É o chamado re-rating, uma reavaliação para cima no preço das ações típica de situações de juros para baixo. 

Em resumo, os lucros estão subindo com vigor e os múltiplos deveriam se expandir. Por construção, pela atuação dessas duas forças, os preços das ações deveriam estar subindo. Seja para simplesmente acompanhar os lucros, seja pelo necessário re-rating para o ambiente de juros menores (ou, claro, por uma combinação entre as duas coisas). 

Enquanto isso na sala da injustiça, o Ibovespa ainda cai 2,66% no ano. O SMAL11 recua 7,95%. Um novo paradigma pode estar a caminho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

TRILHAS DE CARREIRA

O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?

4 de janeiro de 2026 - 8:00

O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias

2 de janeiro de 2026 - 8:28

China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar