Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

OFERTA ATRÁS DE OFERTA

Fundos imobiliários já captaram R$ 7 bilhões neste ano e devem levantar ainda mais dinheiro na bolsa; o que explica o apetite dos investidores pelos FIIs?

Três características dos FIIs explicam por que eles são atualmente a principal “porta de entrada” da renda variável para os investidores brasileiros

Larissa Vitória
Larissa Vitória
14 de março de 2024
6:49 - atualizado às 15:13
Cifrão em um prédio em construção representando os dividendos das ações de construtoras, incorporadoras e fundos imobiliários
Cifrão em um prédio em construção - Imagem: Peshkova/iStock

Há duas realidades distintas para dois dos ativos mais populares da bolsa de valores atualmente. Enquanto o mercado de ações enfrenta um período de seca de IPOs há mais de dois anos, a indústria de fundos imobiliários vive a situação oposta, com anúncios quase diários de novas emissões de cotas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os FIIs captaram pouco mais de R$ 4 bilhões em fevereiro, alta de 30% ante o mês anterior e um salto ainda maior, de 123%, na comparação com o mesmo período do ano passado.

E o crescimento não vem de agora: as cifras começaram a subir e ficar consistentemente em patamares acima de R$ 3 bilhões a partir de julho do ano passado, de acordo com dados da Anbima, associação que representa as instituições que atuam no mercado de capitais. Veja abaixo:

MêsTotal
Jan/2023R$ 1,52 bilhão
Fev/2023R$ 1,81 bilhão
Mar/2023R$ 599 milhões
Abr/2023R$ 387 milhões
Mai/2023R$ 1,51 bilhão
Jun/2023R$ 1,99 bilhão
Jul/2023R$ 3,06 bilhões
Ago/2023R$ 3,35 bilhões
Set/2023R$ 3,03 bilhões
Out/2023R$ 4,03 bilhões
Nov/2023R$ 3,17 bilhões
Dez/2023R$ 5,68 bilhões
Jan/2024R$ 3,09 bilhões
Fev/2024R$ 4,05 bilhões
Fonte: Anbima

Não coincidentemente, esse foi o mês que antecedeu o primeiro corte na Selic, a taxa básica de juros brasileira — o que, junto com outros fatores macroeconômicos, é um dos motivos por trás da alta captação dos fundos imobiliários.

“A curva de juros futuros costuma começar a fechar já antes da divulgação do resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Isso, junto à inflação mais controlada e a dados positivos do PIB, faz com que o mercado de FIIs tenha preços mais favoráveis para as gestoras captarem em bolsa”, afirma Gabriel Fiorillo Pereira, responsável pela área de fundos imobiliários da Acqua Vero.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os três pilares que atraem as pessoas físicas para os fundos imobiliários

Mas o cenário macro também favorece o mercado de renda variável como um todo. Por que então vemos poucas ofertas entre as empresas listadas e outras classes de fundos?

Leia Também

Para Gabriel Barbosa, sócio e membro do comitê de investimentos da TRX, os FIIs tornaram-se uma “porta de entrada” para as pessoas físicas na renda variável.

Do volume de captações no mês passado, R$ 2,29 bilhões vieram das PFs, o que representa mais da metade do total.

O produto surge como uma das principais opções para quem quer ir além da renda variável, mas sem correr tantos riscos, por três motivos:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • menor volatilidade nas cotas, na comparação com as ações; 
  • renda recorrente, pois a lei obriga os fundos a distribuírem no mínimo 95% do resultado apurado segundo o regime de caixa no semestre;
  • e isenção de Imposto de Renda sobre os dividendos pagos mensalmente

Esse último fator também é a escolha de Daniel Marinelli, especialista em fundos imobiliários do BTG Pactual, para explicar o sucesso das ofertas da classe. Ao longo do ano passado e início deste ano, outros ativos com benefícios fiscais entraram na mira do governo.

Entre os principais exemplos estão a tributação dos fundos exclusivos, a proibição de criação de produtos do tipo para Previdência e as novas regras para lastros de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e do Agronegócio (CRA).

“Esses três movimentos, juntos, têm, somado à questão macroeconômica, levado a uma busca por outros ativos isentos como os FIIs”, argumenta o especialista do BTG.

Quais devem ser os fundos imobiliários campeões de captação em 2024?

Nesse cenário, Marinelli cita que um tipo específico de fundo tem conseguido não só captar, mas até mesmo superar os objetivos iniciais da oferta: “Os maiores FIIs, aqueles que já têm liquidez e são conhecidos pelos investidores, estão saindo na frente.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um exemplo é o BTG Pactual Logística (BTLG11), que já tinha uma base de quase 280 mil cotistas e pretendia levantar R$ 1,2 bilhão com sua décima terceira emissão de cotas.

A operação teve uma demanda muito maior que a prevista e terminou no início deste mês com uma captação de R$ 1,5 bilhão. Entre os subscritores de cotas estão 45,9 mil pessoas físicas e 59 outros fundos de investimento.

Já entre os segmentos, o ‘top 3’ de apostas de Gabriel Barbosa, da TRX, e Gabriel Pereira, da Acqua Vero é o mesmo: shoppings centers, renda urbana e logística.

Pereira relembra que os FIIs de shopping foram o grande destaque entre as captações do ano passado e ainda têm potencial para aumentar mais o patrimônio, enquanto a logística registra vacância baixa em regiões importantes — o que pode aumentar os aluguéis — e a renda urbana ainda é um setor com poucos players e muito espaço para crescer.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O próprio fundo de renda urbana da TRX, o TRX Real Estate (TRXF11), anunciou na semana passada uma oferta de cotas com o objetivo de captar R$ 250 milhões. Segundo Barbosa, a razão por trás da busca de capital na bolsa é fazer frente a desenvolvimentos de lojas que já foram vendidas pelo fundo. 

A emissão é restrita a investidores profissionais. O sócio da gestora explica que a opção reduz os custos para colocar a operação de pé ao mesmo tempo em que permite que quem já está na base de investidores do FII, atualmente com 135 mil pessoas físicas, tenha a oportunidade de acessar uma oferta mais barata.

E os riscos?

Mas vale relembrar que, assim como em todo investimento em renda variável, as emissões de fundos imobiliários não são livres de risco.

Um dos principais fatores de atenção para se considerar antes de virar cotista de um FII é que, apesar da volatilidade menor, eles ainda são ativos negociados em bolsa. Portanto, podem flutuar de acordo uma série de fatores macro e microeconômicos que influenciam o mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, há perigos intrínsecos à categoria, como a vacância em fundos de tijolo — que lucram com a venda e/ou locação de imóveis reais — e os eventos de inadimplência em FIIs de papel, que investem em títulos de crédito do setor.

Por isso, antes de entrar em uma oferta é preciso analisar com cuidado a tese, o perfil de risco, o portfólio e os inquilinos ou devedores do fundo, assim como o histórico da gestão e a liquidez das cotas — fator importante caso seja preciso desfazer-se da posição no futuro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar