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DIA 82

Lula sem paz e sem amor: da armação de Moro à pressão ao BC e a Campos Neto

O petista voltou a criticar desafetos novos e antigos nesta quinta-feira (23) ao falar sobre o caso do PCC e sobre a decisão de ontem do Copom, que manteve a taxa de juros em 13,75% ao ano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, discursa durante o lançamento do novo programa Minha Casa, Minha Vida, em Santo Amaro (BA)
Imagem: Joédson Alves/Agência Brasil

Sabe aquele Lula paz e amor do primeiro mandato? Pois é, nesta quinta-feira (23) ele não estava em Brasília — o presidente tirou o dia para criticar desafetos novos e antigos. 

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Um dos alvos foi Sergio Moro (União Brasil). Mesmo dizendo que não gostaria de fazer acusações em provas, Lula falou que as suspeitas de que uma quadrilha ligada ao PCC pretendia atacar o ex-juiz da Lava Jato e agora senador são uma "armação".

"Quero ser cauteloso. Vou descobrir o que aconteceu. É visível que é uma armação do Moro. Eu vou pesquisar e saber o "porquê" da sentença. Até porque fiquei sabendo que a juíza não estava nem em atividade quando deu o parecer para ele", disse Lula durante visita ao Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro.

A Polícia Federal (PF) abriu na manhã de quarta-feira (22), uma operação batizada 'Sequaz' contra uma quadrilha ligada ao PCC que pretendia atacar servidores públicos e autoridades, planejando assassinatos e extorsão mediante sequestro em quatro Estados e no Distrito Federal. 

Até o momento, nove investigados foram presos. Moro era um dos alvos da facção, segundo investigadores. Os criminosos se referiam ao ex-juiz com o codinome 'Tóquio'.

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Lula também coloca a mira em Campos Neto

Além de Moro, um antigo desafeto, Lula também não poupou o mais atual deles: Roberto Campos Neto. 

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Depois que o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 13,75%, o petista fez questão de demonstrar sua insatisfação hoje. 

Lula disse que a história julgará a decisão do Copom de ontem e sugeriu que o Senado deve  "cuidar" do chefe da autoridade monetária.

"Não tem explicação nenhuma no mundo a taxa de juros estar a 13,75% ao ano. Quem tem que cuidar do Campos Neto é o Senado que o indicou. Ele [Roberto Campos Neto] não foi eleito pelo povo. Não foi indicado pelo presidente. Foi indicado pelo Senado", disse Lula.

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Segundo o presidente, Campos Neto "só tem que cumprir a lei, que estabeleceu a autonomia do Banco Central".

"Quando eu tinha o [ex-presidente do BC, Henrique] Meirelles, que foi um indicado meu, eu conversava com o Meirelles. Se esse cidadão [Campos Neto] quiser, ele nem precisa conversar comigo. Ele só tem que cumprir a lei, que estabeleceu a autonomia do Banco Central”, disse. 

“Ele precisa cuidar da política monetária, mas ele precisa cuidar também do emprego, cuidar da inflação e cuidar da renda do povo. Todo mundo sabe que ele não está fazendo isso. Se ele estivesse fazendo, eu não estava reclamando", acrescentou. 

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