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DIA 17

Lula: os efeitos colaterais da invasão de Brasília e a sanção ao orçamento com veto

Encontro do presidente com os comandantes das Forças Armadas está sendo costurado pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e deve acontecer até a próxima sexta-feira (20)

Militares
Militares - Imagem: Shutterstock

Após afirmar que "perdeu a confiança" em parte dos militares, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não indicou mais ninguém para atuar ao seu lado como ajudantes de ordem. E mais do que isso: dispensou 43 cabos, sargentos, soldados, um tenente e um coronel da Polícia Militar do Distrito Federal. 

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O contingente dispensado tinha como função cuidar tanto do Palácio da Alvorada como de outras residências oficiais da presidência, incluindo a Granja do Torto. A lista, publicada nesta terça-feira (17) no Diário Oficial, tem militares da Marinha, Exército e Aeronáutica.

"Eu perdi a confiança, simplesmente. Na hora que eu recuperar a confiança, eu volto à normalidade", disse Lula em uma entrevista ao Estadão. 

Mas tudo pode mudar. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, está costurando um encontro entre Lula e os comandantes das Forças Armadas para sexta-feira (20), segundo o chefe da Casa Civil, Rui Costa. 

Na reunião, Lula deve conversar sobre projetos estratégicos da Marinha, Aeronáutica e Exército que demandam investimentos do governo, além de abordar a postura de militares na invasão ao Palácio do Planalto. 

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Lula sanciona orçamento com vetos

O dia do presidente também foi marcado pela sanção ao Orçamento Geral da União de 2023. O texto teve apenas um veto a um artigo que criaria uma nova identificação orçamentária para os R$ 145 bilhões fora do teto autorizados pela Emenda Constitucional da Transição.

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Segundo o texto de justificativa, o veto foi pedido pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. A pasta argumentou que a criação de uma identificação separada aumentaria a rigidez e a ineficiência do Orçamento.

Aprovado pelo Congresso em 22 de dezembro, no último dia do ano legislativo, o Orçamento de 2023 só foi votado após o acordo que permitiu a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, que autorizou o gasto de até R$ 145 bilhões além do teto, mais investimentos de R$ 23 bilhões caso haja excesso de receitas.

Este texto faz parte do "Diário dos 100 Dias", uma série do Seu Dinheiro sobre as medidas e ações no início do governo Lula. Se você quiser relembrar como foi o começo da gestão de Jair Bolsonaro, baixe o nosso ebook gratuito.

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