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O lítio transformou-se em uma das commodities mais cobiçadas deste momento de transição para energias mais limpas, principalmente nas economias mais desenvolvidas
Conhecido hoje como “petróleo branco”, o lítio era apenas mais um elemento da tabela periódica até algumas décadas atrás. “É o menos denso dos metais”, ensinavam os professores de química.
No início dos anos 1990, o uso medicinal da substância no tratamento do transtorno bipolar ganhou lugar na cultura pop com o sucesso de Lithium, do Nirvana.
Quase simultaneamente, as baterias de íons de lítio começaram a ter espaço nos relógios digitais e nos controles remotos dos aparelhos domésticos e ganharam escala com a evolução dos telefones celulares, dos smartphones e dos laptops.
Foi no decorrer da última década, porém, que o refino do lítio para uso em baterias de automóveis elétricos posicionou o metal na fronteira da transição energética e seu valor disparou no mercado de commodities.
No porto chinês de Yichun, a cotação do carbonato de lítio atingiu a máxima histórica em novembro de 2022.
Os pesados investimentos de bilionários como Elon Musk, fundador da Tesla, e Warren Buffett, por intermédio da Berkshire Hathaway, na montadora chinesa BYD chamaram a atenção de outros participantes do mercado financeiro.
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Diante disso, o crescente interesse por esses ativos não tem ficado restrito aos grandes investidores. “Hoje qualquer investidor tem acesso ao lítio”, afirma Matheus Spiess, analista da Empiricus Research e colunista do Seu Dinheiro.
Mas será que vale a pena fazer parte do grupo de pioneiros dessa nova fronteira tecnológica? Afinal, a cotação do metal no mercado spot já cedeu cerca de 30% desde as máximas. Nesta reportagem eu conto tudo o que você precisa saber sobre o lítio — e como investir, é claro.
Muitos especialistas do setor chamam o lítio de ‘petróleo branco’.
Isso se deve à coloração da substância, obviamente, e a sua associação ao mercado automobilístico e à transição energética em andamento.
O material abastece as baterias de íons de lítio usadas para mover carros, motocicletas, ônibus e caminhões elétricos e também para armazenar energia.
Mais eficiente e mais durável do que substâncias concorrentes, o lítio transformou-se em uma das commodities mais cobiçadas em um momento de transição para energias mais limpas, especialmente nos países mais desenvolvidos.
No mercado nacional, uma das empresas que vem buscando se antecipar à demanda é a Weg (WEGE3). No mês passado, a empresa catarinense anunciou investimentos de R$ 100 milhões na expansão de sua capacidade de produção de packs de baterias de lítio.
No universo das teses alternativas de investimento, o lítio tem sido citado com frequência nas recomendações de Matheus Spiess a seus clientes.
Na visão do analista, a expectativa de médio e longo prazo é de que a demanda por lítio seja superior à oferta.
“O crescimento significativo da demanda, combinado com uma oferta abundante, mas atrasada, acabou levando a um desequilíbrio e a aumentos rápidos no preço do lítio”, afirma Spiess.
Diante disso, o impacto não deve ficar limitado à cotação do metal, afetando também o valor de mercado das empresas que o mineram e daquelas que produzem o extrato purificado de lítio e as baterias.
Além disso, mesmo que alguma substância eventualmente desponte como concorrente, o lítio deve reinar sozinho na ponta automobilística da transição energética pelo menos durante a próxima década.
“Acredito que o lítio continuará sendo um mineral atraente no futuro, uma vez que não existem muitas alternativas para sua substituição”, diz o analista da Empiricus Research.
Diante da crescente demanda por lítio e de sua valorização no mercado, mineradoras de diversos países passaram a monitorar com mais atenção os potenciais depósitos do metal.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos compila anualmente um relatório sobre produção e reservas de commodities minerais ao redor do mundo.
A edição de 2018 calculava em 14 milhões de toneladas o total das reservas exploráveis no planeta, enquanto os depósitos identificados eram estimados em 62 milhões de toneladas.
Diante do crescente interesse da indústria automobilística para a produção de baterias de lítio, novas prospecções levaram a um salto nas estimativas.
As reservas exploráveis cresceram a 26 milhões de toneladas em 2023. No mesmo intervalo, os depósitos identificados alcançaram 98 milhões de toneladas.
O Brasil ainda é um ator modesto quando o assunto é lítio. Isso não impediu que as reservas exploráveis passassem de 48 mil para 250 mil toneladas entre 2018 e 2023.
Consequentemente, a produção vem aumentando em todo o mundo.
Diante desse cenário, o Bank of America (BofA) faz um alerta.
“Temos observado uma oferta crescente oriunda de minas de lítio. Calculamos para 2023 um crescimento de 38% na oferta de lítio”, disse Matty Zhao, analista-chefe de metais básicos do BofA, numa entrevista à CNBC.
Já a demanda global por automóveis elétricos deve crescer cerca de 20% este ano, o que pode pressionar a cotação da commodity no curto prazo, adverte a analista do BofA.
O alerta pode soar preocupante para os mais imediatistas, mas não leva em conta as metas que vêm sendo estabelecidas pelos países, em especial os mais desenvolvidos, no que se refere à transição energética.
A China, por exemplo, pretende atingir 20% de eletrificação de sua frota de automóveis até 2025.
Para Matheus Spiess, há uma previsão de que a demanda ultrapasse a oferta de matéria-prima no longo prazo. “E isso vai provocar uma desconexão entre oferta e demanda.”
Alocar dinheiro na cadeia do lítio soa inatingível para muitos pequenos investidores. Talvez a presença de alguns dos homens mais ricos do mundo nesse mercado ajude a reforçar essa imagem.
Spiess é contrário a esse rótulo. “Discordo dessa visão de que pequenos e médios investidores devam ficar longe de investimentos de fronteira”, diz o analista.
É possível, sim, investir em ativos como o lítio sem ser um milionário. Ao mesmo tempo, é necessário levar em conta que se trata de um ativo extremamente volátil e arriscado.
A título de ilustração, o preço à vista do lítio no porto chinês de Yichun saltou mais de 1.000% entre janeiro de 2021 e novembro de 2022, quando atingiu sua máxima histórica. Desde então, acumula queda de aproximadamente 30%.
“Principalmente por isso, não se deve investir em lítio pensando no curto prazo. O investimento deve ser pensado em um horizonte de no mínimo cinco anos”, diz Spiess.
Além disso, a exposição deve ser limitada, enfatiza o analista da Empiricus. “De 1% a 5%, no máximo, no caso daqueles investidores mais arrojados.”
Como costuma reforçar em seus relatórios e em suas colunas para o Seu Dinheiro, “tudo isso feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas”.
De qualquer modo, a única forma de investir em lítio hoje na B3 é comprando o BDR BLBT39.
O BLBT39 replica o Global X Lithium & Battery Tech ETF (NYSE: LIT), um fundo índice listado que busca reproduzir o Solactive Global Lithium Index.
Também é possível investir diretamente no ativo por meio da abertura de conta em uma corretora internacional.
Outro ativo citado por Matheus Spiess é a ação da Sigma Lithium (Nasdaq: SGML), uma mineradora canadense que explora reservas de lítio no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.
Apesar de a empresa operar no Brasil, a Sigma é listada na Nasdaq e ainda não existe BDR disponível da empresa na B3. Aliás, a empresa recentemente foi alvo de especulações sobre uma possível oferta de compra da Tesla de Elon Musk.
Uma forma de apostar indiretamente no potencial do lítio é comprar as ações de alguma empresa com planos de investir no metal, como é o caso da Weg (WEGE3).
Matheus Spiess faz um alerta adicional.
O lítio é uma tese alternativa de investimento capaz de proporcionar elevado retorno financeiro no médio e no longo prazo, mas não é a única.
“Diversificar a exposição é importante, mas se já tiver investido em outras teses alternativas como hidrogênio e urânio, talvez seja melhor deixar o lítio de lado.”
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