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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

MARKET MAKERS #43

‘Light (LIGT3) é o lobo mau vestido de vovozinha’, diz sócio de gestora com mais de R$ 36 bilhões em ativos

No episódio #43 do podcast, o co-CIO da estratégia de crédito da Ibiuna Investimentos, Eduardo Alhadeff, revela por que a gestora não tem posição em Light

Camille Lima
Camille Lima
5 de maio de 2023
13:01 - atualizado às 10:55
Eduardo Alhadeff, co-CIO da estratégia de crédito da Ibiuna Investimentos
Eduardo Alhadeff, co-CIO da estratégia de crédito da Ibiuna Investimentos - Imagem: Reprodução/Market Makers

Há menos de um mês, a Light (LIGT3) seguiu o mesmo caminho da Americanas (AMER3) e proferiu uma das frases mais temidas — e, de uns tempos para cá, uma das mais recorrentes também — do mercado: devo, não nego, pago quando puder

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Em meados de abril, a companhia de energia entrou com um pedido cautelar na Justiça para se proteger contra os seus credores por um determinado período. A tutela tinha como objetivo blindar a empresa da execução de R$ 10,951 bilhões em dívidas.

Desse montante, R$ 6,8 bilhões (ou 62,5% do total devido) era proveniente de debêntures detidas por grandes gestoras de fundos de crédito e pessoas físicas.

O co-CIO da estratégia de crédito da Ibiuna Investimentos, Eduardo Alhadeff, afirmou durante o episódio #43 do Market Makers que a Light é “o lobo mau vestido de vovozinha”. 

Para o gestor, a empresa teria “nariz e orelha de lobo”, mas insiste em dizer que não está passando por uma recuperação judicial. Isso porque, em termos práticos, a Light não tem condições de pagar suas dívidas. 

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Para escutar a conversa na íntegra, basta dar play aqui:

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Os riscos e ensinamentos da Light (LIGT3)

A Ibiuna é uma das maiores gestoras independentes de recursos do Brasil, e atualmente possui mais de R$ 36 bilhões em ativos sob administração. Apesar do extenso portfólio, a empresa não possui nenhum título da Light — e Alhadeff explica o porquê.

“A gente não tinha uma posição de Light porque achava que era uma tese de investimentos um tanto quanto complicada”, conta Alhadeff, em entrevista aos apresentadores Thiago Salomão e Renato Santiago.

Na visão do sócio-diretor da Ibiuna, a empresa apresentava “um monte de incertezas que a gente [a gestora] pensava ‘eu não acho que tô sendo bem pago para correr esse tipo de risco’”.

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“O problema é que acho que a empresa tomou uma decisão, no mínimo, precipitada de fazer essa ‘recuperação judicial que não é recuperação judicial’, falando de risco de corte de luz na área que ela atua que é uma falácia”, destaca Eduardo Alhadeff. 

Durante o podcast, o gestor da Ibiuna ainda abriu o jogo sobre a posição da gestora em títulos da Americanas (AMER3) durante a crise contábil na varejista.

Alhadeff também revelou os ensinamentos que conseguiu tirar das situações com Light e Americanas. 

“A grande lição é você ter tamanhos adequados para o risco que você está correndo. É importante você fazer essa análise de estresse e ter o tamanho adequado para essa posição”.

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Confira aqui o episódio completo: 

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