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Criada pela Embraer, a Eve já conta com pelo menos 285 acordos que podem resultar na venda de carros voadores (eVTOL) apenas no Brasil
Já pensou em se deslocar de "carro voador" em algumas das principais cidades brasileiras? Se depender da Eve, essa pode se tornar uma realidade daqui a alguns anos. A empresa criada pela Embraer (EMBR3) assinou uma carta de intenções para a venda de mais 70 aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) no país.
Quem fez a potencial encomenda foi a Voar Aviation, uma empresa de serviços de aviação. A intenção da companhia é operar nas principais áreas metropolitanas e destinos turísticos populares. Entre elas estão São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Vitória, Florianópolis, Camboriú, Fortaleza, Natal, Recife e Salvador.
Com 35 anos no mercado de aviação, a Voar possui 16 hangares no país, quatro centros especializados de manutenção e uma base nos Estados Unidos. A parceria entre as empresas também pode incluir outras soluções de mobilidade aérea urbana da Eve, de acordo com comunicado da companhia.
Com o anúncio de hoje, a empresa da Embraer já conta com pelo menos 285 acordos que podem resultar na venda de carros voadores apenas no Brasil.
Também hoje, a Eve anunciou cartas de intenção de até 30 eVTOLs com a Nordic Aviation Capital e de até 50 modelos com a Widerøe Zero, da Noruega.
No fim do primeiro trimestre, a empresa da Embraer contava com um total de 2.770 pedidos para o eVTOL, a maior parte nos Estados Unidos. Aliás, a Eve abriu o capital no ano passado e hoje tem ações listadas na Bolsa de Nova York (Nyse).
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Com os últimos anúncios, a empresa já conta com uma carteira de pedidos da ordem de US$ 8,6 bilhões, de acordo com o JP Morgan.
A previsão é que voos tripulados com os carros voadores da Eve aconteçam entre 2026 e 2027.
A Embraer anunciou no fim de semana que quer apostar ainda mais fichas na tecnologia do eVTOL. A fabricante brasileira anunciou que assinou um acordo com a fabricante de motores japonesa Nidec Corporation para criar uma nova empresa de sistemas elétricos de propulsão para o setor aeroespacial.
Os investimentos na companhia serão feitos de forma gradual até 2026 e totalizam aproximadamente US$ 78 milhões, de acordo com a Embraer. O valor representa R$ 375 milhões, nas cotações atuais do câmbio.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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