Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Flavia Alemi

Flavia Alemi

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pela FIA. Trabalhou na Agência Estado/Broadcast e na S&P Global Platts.

Briga na justiça

BTG Pactual consegue liminar para bloquear R$ 1,2 bilhão da Americanas

A decisão é a primeira vitória do BTG contra a Americanas desde a revelação do rombo contábil de R$ 20 bilhões, na semana passada

Flavia Alemi
Flavia Alemi
18 de janeiro de 2023
16:19 - atualizado às 18:36
Fachada de loja da Americanas
Fachada de loja da Americanas -

A Justiça do Rio de Janeiro atendeu a um pedido do BTG Pactual (BPAC11) e determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 1,2 bilhão em recursos da Americanas (AMER3). A decisão, de caráter liminar, é a primeira vitória do BTG contra a varejista desde a revelação do rombo contábil de R$ 20 bilhões na semana passada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ela atende a um mandado de segurança que o BTG protocolou ontem (17) no qual pede a suspensão da tutela cautelar preparatória de recuperação judicial obtida pela Americanas na sexta-feira (13).

Na decisão, à qual o Seu Dinheiro teve acesso, o desembargador Flávio Marcelo de Azevedo Horta Fernandes escreve sobre a necessidade de se investigar a medida para que ela não seja utilizada como "meio de fraude a credores".

"Há, portanto, além do cuidado inerente à espécie, necessidade de se realizar prévio diagnóstico da empresa, a fim de aferir a real situação econômico-financeira e jurídica antes de optar por alguma ferramenta de resguardo e soerguimento, sobretudo medidas que podem tornar-se irreversíveis", escreveu o desembargador.

Vale destacar que o mérito do mandado de segurança pedido pelo banco ainda não foi analisado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leia mais:

No mandado de segurança, o BTG alega que a tutela cautelar concedida à Americanas na semana passada confunde-se com a aprovação de um pedido de recuperação judicial, algo que ainda não foi feito.

Leia Também

A tutela suspende as obrigações financeiras da varejista por 30 dias. Encerrado esse prazo, a empresa pode decidir prorrogar as suspensões por mais 180 dias ou então formalizar o pedido de recuperação judicial.

"Caso não seja conferido efeito suspensivo ao agravo interno, é certo que o impetrante perderá mais de R$ 1,2 bilhão, vez que o valor será evaporado por meio da gestão fraudulenta do Grupo Americanas ou, na melhor das hipóteses, será incorporado a um longo processo de recuperação judicial", afirmaram os advogados do BTG no mandado de segurança.

O escritório que atende a Americanas, por sua vez, disse que o mandado é uma tentativa "acintosa e descabida" de modificar a tutela cautelar obtida pela empresa, que "impediu um ataque açodado de ávidos credores nos ativos do Grupo Americanas".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A defesa da Americanas também acusa o BTG de tirar proveito da situação de "fragilidade momentânea" da empresa.

Goldman Sachs também entrou com recurso

Além do BTG Pactual, o Goldman Sachs também entrou com recurso contra a tutela cautelar da Americanas nesta quarta-feira (18).

No pedido, ao qual o Seu Dinheiro também teve acesso, o banco solicita uma modificação na decisão da tutela para que ele consiga exercer o vencimento antecipado e a liquidação de todos os valores dos contratos de derivativos que ele tem com a Americanas.

Está estabelecido nos termos dos contratos de derivativos que o rebaixamento das notas de crédito (rating) da Americanas desencadearia seus vencimentos de maneira antecipada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com o Goldman Sachs, o vencimento dos contratos não afetará o fluxo de caixa da Americanas, mas a manutenção das operações pode afetar o valor total do crédito do banco que entrará no futuro processo de recuperação da varejista.

Bradesco se junta aos processos

O Bradesco também entrou com processo contra a Americanas, segundo apuração do Broadcast, serviço de tempo real da Agência Estado.

Na petição, o Bradesco acusa a Americanas vem pedindo centenas de milhões depositados e pede que a varejista só possa sacar recursos com autorização da Justiça.

Relembre o caso

A revelação do rombo contábil da Americanas (AMER3) aconteceu há apenas uma semana e, a cada dia que passa, a história ganha um novo desdobramento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Começando do início, na quarta-feira da semana passada (11), depois do fechamento do mercado, a Americanas publicou um fato relevante na CVM informando sobre uma "inconsistência contábil" da ordem de R$ 20 bilhões.

O documento informava, ainda, que os recém-empossados CEO, Sergio Rial, e o diretor financeiro, André Covre, haviam renunciado aos cargos com apenas 10 dias de casa.

Na manhã seguinte, em uma teleconferência restrita promovida pelo banco BTG Pactual, Rial detalhou os problemas encontrados nas operações de risco sacado.

O risco sacado é uma modalidade de crédito feita entre empresas, instituições financeiras e fornecedores e funciona como uma antecipação de recebíveis. O problema é que ela tem um jeito de ser lançada nas demonstrações financeiras que não foi seguido pela Americanas durante anos, gerando uma distorção bilionária da saúde financeira da varejista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A varejista montou um comitê independente para investigar o buraco. E enquanto ainda se discute se o ocorrido foi fraude deliberada ou apenas erro honesto, o mercado refletiu a quebra de confiança com uma queda de 77% das ações na quinta-feira (12).

Não parou por aí

E se a história já estava ruim, conseguiu ficar pior. Os sócios bilionários da Americanas Jorge Paulo LemannMarcel Telles e Carlos Alberto Sicupira se dispuseram a fazer uma injeção de capital de R$ 6 bilhões para mitigar os efeitos da inconsistência contábil. 

A proposta, de acordo com a agência Bloomberg, foi apresentada durante negociações que aconteceram na sexta-feira (13) com o ex-presidente da Americanas, Sergio Rial, e alguns dos maiores bancos do Brasil. Mas os bancos julgaram o montante insuficiente.

O imbróglio ganhou contornos de disputa judicial ainda naquela sexta-feira, quando a Americanas obteve uma decisão no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) que suspendia qualquer vencimento antecipado de dívidas e bloqueio de bens da companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No seu pedido à Justiça, a Americanas disse que alguns credores já a estavam notificando para declarar o vencimento antecipado das obrigações, citando justamente uma dívida junto ao BTG Pactual no valor de R$ 1,2 bilhão. O documento trouxe, ainda, uma explicação na qual a dívida total da varejista chegada a R$ 40 bilhões.

Porém, o BTG entrou com recurso no plantão da Justiça fluminense contra essa decisão. O banco argumentou que, tão logo foi divulgado o fato relevante de 11 de janeiro, foi acelerado o vencimento de todas as operações de crédito entre as Americanas e o BTG, com compensação do saldo devedor em aberto com recursos mantidos pela empresa junto à instituição financeira.

Mas o juiz de plantão não considerou que o caso era urgente para ser julgado no domingo. Na segunda, o BTG fez nova tentativa e incluiu um pedido de transferência da arbitragem para São Paulo, mas o recurso foi negado.

Foi aí que o BTG decidiu entrar com mandado de segurança com pedido de liminar na terça-feira (17).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FORA DA REALIDADE DA EMPRESA

Hapvida (HAPV3): alto escalão está entre os mais bem pagos do Ibovespa, apesar de “destruição histórica de valor”; veja as remunerações

2 de abril de 2026 - 17:03

Segundo uma carta da Squadra, o conselho de administração da empresa deve ganhar R$ 57 milhões em 2026, o que equivale a 1% do valor de mercado da empresa e coloca o time entre os mais bem pagos da bolsa

BARATA ATÉ DEMAIS?

Os dividendos da Vale (VALE3) estão ainda mais perto do acionista? O que levou o BofA a recomendar compra e elevar o preço-alvo

2 de abril de 2026 - 15:57

Analistas do banco apontam descolamento do minério e indicam potencial de valorização acima de 20% para ações

UMA SOLUÇÃO?

Raízen (RAIZ4) faz proposta a credores para converter 45% da dívida de R$ 65 bilhões em ações, diz agência

2 de abril de 2026 - 12:02

A a empresa quer que ao menos 45% da dívida seja revertida em ações, deixando os credores com até 70% das ações ordinárias, a R$ 0,40 por papel

SEM RECUPERAÇÃO À VISTA

Squadra pede mudanças no conselho da Hapvida (HAPV3), reeleito apesar de “uma das maiores destruições de valor da história”

2 de abril de 2026 - 10:14

Confira os problemas na operadora de saúde, segundo a gestora, e quais as propostas da Squadra para melhorar o retorno aos acionistas da Hapvida

GARANTIA A CREDORES

Oi (OIBR3) recebe autorização para venda de seu principal ativo, mas dinheiro não vai para ela

2 de abril de 2026 - 8:53

A transação envolve toda a participação da Oi e de sua subsidiária na empresa de infraestrutura digital neutra e de fibra ótica por R$ 4,5 bilhões

MAIS PERTO DO NÍVEL MÁXIMO

Axia Energia (AXIA6) dá mais um passo na direção do carimbo final rumo ao Novo Mercado; saiba o que falta agora

1 de abril de 2026 - 19:54

O ponto central é a conversão das ações preferenciais (PN) em ordinárias (ON); em reuniões separadas, os detentores de papéis PNA1 e PNB1 deram o aval para a transformação integral dos ativos

ENTRE PERDAS E RECUPERAÇÃO

O prejuízo volta na Marisa (AMAR3), mas menor: o que o balanço do 4T25 revela sobre o futuro da varejista de moda

1 de abril de 2026 - 11:33

Empresa dá novos passos na reestruturação e melhora indicadores no ano, mas não escapa de um trimestre negativo; veja os números

ENTRE A GUERRA E AS ELEIÇÕES

Petrobras (PETR4) bate recordes, aumenta preço do querosene, e Bruno Moretti deixa conselho; entenda o que acontece na estatal

1 de abril de 2026 - 11:03

O anúncio da renúncia de Bruno Moretti vem acompanhado de novos impactos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã

Time for Fun

Mais uma empresa deixará a bolsa: T4F (SHOW3) anuncia OPA para fechar capital por R$ 5,59 por ação

1 de abril de 2026 - 9:28

O preço por ação será de R$ 5,59, valor superior ao atual: as ações fecharam o pregão de terça-feira a R$ 4,44

SD ENTREVISTA 

Boa Safra (SOJA3) freia após crescer rápido demais, mas CEO revela: ‘estamos prontos para um grande negócio’

1 de abril de 2026 - 6:12

Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, Marino Colpo detalha as dores do crescimento da Boa Safra e por que planos estratégicos devem incluir M&A nos próximos meses 

ALÉM DO MINÉRIO DE FERRO

No coração da estratégia da Vale (VALE3), metais básicos devem compor o motor de lucros da mineradora

31 de março de 2026 - 17:45

Subsidiária VBM salta de 10% para 26% do Ebitda da Vale e deve ganhar ainda mais peso com preços elevados e novos projetos

COMPOUNDER

Ação da Eneva (ENEV3) entra em clube seleto, segundo o BTG; banco projeta ganhos de até 30% e dividendos bilionários

31 de março de 2026 - 14:10

Com um fluxo de caixa mais estável, a empresa pode remunerar os acionistas. Se não encontrar novas oportunidades de alocação de capital, poderia distribuir R$41,5 bilhões em dividendos até 2032, 90% do valor de mercado atual, diz o BTG

ELE NÃO ERA O ÚNICO PROBLEMA

CEO sai, ação sobe: por que o mercado comemorou a saída de Rafael Lucchesi da Tupy (TUPY3)

31 de março de 2026 - 12:30

A saída de Rafael Lucchesi, alvo de críticas por possível interferência política, foi bem recebida pelo mercado e abre espaço para a escolha de um CEO com perfil técnico — em meio a desafios operacionais e à fraqueza do mercado norte-americano

REDUZINDO AS DÍVIDAS

MRV (MRVE3) faz a maior venda até então no plano de desinvestimento da Resia, nos EUA, por US$ 73 milhões; confira os próximos passos

31 de março de 2026 - 12:01

Desde o início do plano de desinvestimento da subsidiária, o total das vendas alcançam cerca de US$ 241 milhões, deixando um montante de US$ 559 milhões a serem alienados

SINAIS DE VIRADA?

Gol melhora, mas ainda não decola: prejuízo cai 72% e chega a R$ 1,4 bilhão no 4T25; veja os destaques do balanço

31 de março de 2026 - 11:22

Com Ebitda positivo e alavancagem em queda, aérea tenta deixar para trás fase mais aguda da crise; confira os números do trimestre

TÍTULOS DE DÍVIDA

Mais dinheiro na mesa: JBS (JBSS32) emite US$ 2 bilhões em bonds com taxas de até 6,4% ao ano

31 de março de 2026 - 10:55

Emissão recebeu avaliação BBB- pela Fitch Ratings; agência defende que a nota “reflete o sólido perfil de negócios da JBS”

VIROU A CHAVE

Nubank (ROXO34): mercado aperta “vender”, XP manda “comprar” — e vê rali de mais de 50% para as ações

31 de março de 2026 - 10:16

Na visão de analistas, preço dos papéis caiu em Wall Street, mas fundamentos não. Veja o que está por trás da recomendação

VIRADA ESTRATÉGICA

Fundadores deixam conselho da Natura (NATU3) pela primeira vez: por que analistas acreditam que a reestruturação na liderança é positiva

31 de março de 2026 - 9:46

A visão do BTG, J.P. Morgan e Citi sobre as mudanças é positiva, principalmente ao reforçar o compromisso da empresa de se reinventar e modernizar a governança

MOMENTO DE VIRADA

Natura (NATU3) dá mais um passo na reestruturação — e traz um gigante global para perto

30 de março de 2026 - 20:04

Companhia avança na reestruturação com novo acordo de acionistas, migração dos fundadores para conselho consultivo e a entrada da Advent International, que pretende comprar até 10% das ações no mercado

LÍDERES NO MEIO DA CRISE

Ações do Grupo Pão de Açúcar caem após mudanças no conselho de administração: assembleia reduz mandato e elege novos conselheiros

30 de março de 2026 - 14:10

Os acionistas elegeram a nova formação do colegiado, com maioria de membros independentes, reforçando práticas de governança alinhadas ao Novo Mercado da B3

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia