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O cálculo foi feito pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) e leva em consideração a mudança na política de distribuição de dividendos anunciada recentemente
Depois da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira (2), talvez um dos assuntos mais comentados entre os investidores seja o valor que será paga pela Petrobras (PETR4) em dividendos depois da mudança recente na política de distribuição de proventos da estatal.
A resposta virá na quinta-feira (3), quando a petroleira apresenta os resultados referentes ao segundo trimestre de 2023 — e, segundo as projeções do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), pode chegar aos R$ 21 bilhões.
O valor é abaixo dos R$ 24,7 bilhões em dividendos pagos pela companhia entre janeiro e março deste ano.
A conta se baseia no desempenho financeiro da Petrobras entre abril e junho deste ano. Segundo o Ineep, o resultado da estatal terá forte relação com a queda do preço do barril do petróleo e com a redução de preços nas refinarias da companhia após o fim da política de paridade da importação (PPI), anunciado em maio.
A estimativa do instituto indica que, no segundo trimestre, a Petrobras deverá registrar resultado financeiro positivo, com lucro líquido de R$ 23,5 bilhões, receita líquida de R$ 114,8 bilhões, e Ebitda ajustado de R$ 54,4 bilhões, projeções próximas das apuradas pela Prévias Broadcast.
O Ineep aponta que o lucro estimado da Petrobras proporcionará uma geração de caixa operacional no trimestre de cerca de R$ 43,5 bilhões, que é o resultado das entradas e saídas de caixa relacionadas às atividades operacionais.
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Com essa geração de recursos, o instituto estima um fluxo de caixa livre (diferença entre a geração de caixa livre e gastos em investimentos imobilizados e intangíveis) da Petrobras no segundo trimestre da ordem de R$ 29 bilhões, queda de 54% em relação ao mesmo período do ano passado.
"Com base nas estimativas da geração de caixa operacional, do fluxo de caixa livre e na mudança na política de remuneração de acionistas, o Ineep estimou o montante da distribuição de dividendos neste trimestre entre R$ 17 bilhões e R$ 21 bilhões", disse em nota.
Do total estimado de lucros a serem distribuídos na forma de dividendos, 36,6% irão para o governo federal e para o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); 63,4% para acionistas privados, dos quais 46,3% para os acionistas não brasileiros (NYSE-ADRs, B3, CRGI e Blackrock) e 17,1% para os acionistas privados brasileiros.
Além dos cálculos sobre os dividendos, o instituto também projetou o impacto dos preços dos derivados na saúde financeira da Petrobras. Segundo as estimativas do Ineep, os preços dos derivados caíram em média 27,5% no segundo trimestre na comparação anual, saindo de R$ 654,00 por barril no segundo trimestre de 2022 para R$ 474,00 no segundo trimestre de 2023.
"O incremento no volume de produção e comercialização de derivados não foi capaz de compensar as quedas nos preços desses produtos nessa comparação anual", avaliou.
De acordo com o Ineep, as receitas com vendas no mercado interno da Petrobras representam cerca de 75% das receitas totais da empresa. Outro fator destacado foi a manutenção de baixos custos de produção da companhia no segundo trimestre, fruto da elevada produtividade do pré-sal.
A receita de vendas da Petrobras deve cair 33% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 114,8 bilhões. Desse total, explicou o Ineep, R$ 89,8 bilhões têm origem nas vendas para o mercado interno, que também registraram queda de 29% na comparação com o segundo trimestre anterior nos cálculos do instituto.
"No trimestre em análise, as receitas previstas de vendas no mercado nacional representaram 78% das receitas totais da companhia. Ademais, estima-se que as vendas para o mercado internacional devem alcançar cerca de R$ 25 bilhões, o que significa uma redução de 43%, ante o segundo trimestre de 2022", informou o documento.
As maiores quedas estimadas foram nos preços do GLP (gás de cozinha), cerca de 33% na comparação anual; no diesel, com queda de 31% no período; e nos preços médios da gasolina, que reduziram 16,2% na comparação anual.
"A venda parcial do parque de refino da Petrobras, em especial da Rlam (BA) e da Reman (AM) nos últimos dois anos, também segue um elemento importante para o resultado atual da companhia, visto que seguem limitando sua capacidade produtiva no curto prazo", disse o Ineep.
O instituto afirmou que a decisão da nova gestão, de ampliar o fator de utilização de seu parque de refino, que alcançou 93% em média no segundo trimestre, resultou no aumento de 4,8% da produção de derivados e permitiu um incremento de 1,4% no volume de vendas da estatal no âmbito nacional, na comparação anual.
Porém, esse esforço operacional foi insuficiente para compensar a queda nos preços.
"No que diz respeito às vendas da Petrobras para o mercado externo, na comparação dos resultados do segundo trimestre de 2023 com o segundo trimestre de 2022, verificou-se também uma queda de 19,5% no volume de exportação de petróleo e derivados, decorrente da redução de, respectivamente, 22,6% e 18,1% das exportações de petróleo cru e óleo combustível", afirmou.
Esse movimento, segundo estimativas no Ineep, significou uma queda de aproximadamente 43% das receitas com vendas totais para o mercado externo, na comparação anual.
Por conta desses resultados, o Ineep projeta que o lucro antes do resultado financeiro, participações e impostos (sem considerar a venda de ativos e os impairments) no segundo trimestre deste ano será de R$ 37,2 bilhões, valor 61% inferior ao registrado no mesmo período em 2022.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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