Entenda como a atuação mais forte do BNDES pode afetar a eficácia da Selic contra a inflação
Aloizio Mercadante assume o comando BNDES nesta segunda-feira (6) e já disse que há espaço para reduzir a taxa de juros cobrada pelo banco

A volta de uma estratégia de fortalecimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode reduzir a potência da política monetária e ser mais um elemento negativo para o desafio do Banco Central (BC) de atingir seus objetivos para a inflação, dizem ex-diretores de política monetária.
"O impacto de operações com taxa subsidiada vai ser maior ou menor a depender do volume de recursos (que serão oferecidos pelo BNDES)", disse Aldo Mendes, ex-diretor do BC e hoje membro do conselho de administração da Cielo, da BRF e da Engepar.
"Se ampliar muito o volume de crédito subsidiado, haverá redução do poder da política monetária, e isso vai requerer juro real mais alto", afirmou Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor do BC e hoje presidente do conselho de administração da Jive Investimentos.
- Como investir em 2023? Com o início do novo governo Lula, a guerra entre Ucrânia e Rússia e o medo de uma recessão nas principais economias do mundo, é normal que o investidor não saiba muito o que fazer agora. Por isso, este material exclusivo do Seu Dinheiro revela as melhores oportunidades de investimento nas principais classes de ativos para quem não quer perder dinheiro em 2023. CONFIRA AQUI GRATUITAMENTE
Nas últimas duas semanas, declarações de integrantes do governo evidenciaram a intenção de expansão das operações no banco de fomento: o novo diretor financeiro do BNDES, Alexandre Abreu, sinalizou a possibilidade de o banco reajustar o volume de desembolsos do atual 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para algo perto de 2% do PIB.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em sua primeira viagem internacional como chefe de Estado, disse que o banco de desenvolvimento voltará a financiar projetos de engenharia para ajudar empresas brasileiras no exterior.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a ideia de financiar a construção de um gasoduto para trazer o gás de xisto da região de Vaca Muerta, na Argentina, para o Brasil. O ministro também disse que o banco está preparando discussão interna para estabelecer política de crédito à reindustrialização.
Leia Também
Depois do JP Morgan, agora é a vez do Morgan Stanley deixar de recomendar a compra de ações brasileiras
O problema das taxas usadas pelo BNDES
O crédito é um dos principais canais de transmissão pelos quais a política monetária afeta os preços da economia. Uma vez que a mudança na taxa Selic atinge o custo de empréstimos, inibe o consumo e o investimento. Mas o tamanho da parcela de crédito subsidiado, ou seja, emprestado a um custo menor do que os juros praticados no mercado, altera o alcance da política monetária.
Para um outro ex-BC, que preferiu falar sob anonimato, um grande risco seria uma mudança na atual taxa cobrada em financiamentos do BNDES, a Taxa de Longo Prazo (TLP), para a antiga Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que era fixada pelo governo. Se o banco captar recursos a taxas de mercado e emprestar esses recursos a um juro bem mais baixo, como era o caso da TJLP, essa diferença teria de ser suprida pelo Tesouro Nacional. A forma como se dará a transferência de recursos para essa estratégia de fortalecimento do banco de desenvolvimento também importa, disse o ex-BC.
Aloizio Mercadante, que assume oficialmente o comando do banco na segunda-feira (6), afirmou que há espaço para reduzir a taxa de juros cobrada pelo banco e que gostaria de fazer um projeto em conjunto com a Febraban. Segundo ele, o BNDES não precisa e não tem condições de receber subsídios do Tesouro. O petista disse que não há pretensão de voltar com a TJLP.
Abreu, diretor do BNDES, disse que um dos caminhos é combinar captações internacionais, a taxas mais baixas, com captações domésticas, onde os juros são mais altos. A utilização de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) também pode trazer a TLP para mais perto da taxa Selic.
Figueiredo afirmou que, quando o BNDES reduziu muito as atividades de financiamento para grandes empresas com dinheiro subsidiado, houve reflexo positivo sobre a política monetária. "Isso ajudou a ter um período maior com uma taxa de juros muito mais baixa", disse.
Relatório
Em estudo publicado no Relatório de Inflação, em março de 2020, o BC indicou que a queda da participação dos recursos direcionados no Sistema Financeiro Nacional (SFN) tendia a aumentar a potência da política monetária.
"Nos últimos anos, o crédito bancário passou por duas alterações que tendem a aumentar a potência da política monetária: maior participação do crédito com recursos livres no crédito total e mudança na taxa de juros utilizada nas concessões do BNDES. No mesmo sentido, atuou a alteração na forma de remuneração dos depósitos de poupança."
* Com informações do jornal O Estado de S.Paulo
Conteúdo Empiricus
Depois das eleições, vem a conta: Como investir com e sem ajuste fiscal em 2027?
26 de agosto de 2026 - 9:00SAIU A DECISÃO
Oncoclínicas (ONCO3): CVM vota a favor de OPA pela Centaurus avaliada em mais de R$ 6 bilhões
26 de agosto de 2026 - 8:53PÉ NA AREIA
Aposta simples leva prêmio milionário da Lotofácil 3771 para capital do Nordeste; Mega-Sena 3049 acumula e chega a R$ 25 milhões
26 de agosto de 2026 - 6:49ATENÇÃO, FARIA LIMERS!
Bicicletas elétricas e patinetes terão limite de velocidade em São Paulo; entenda as novas regras
25 de agosto de 2026 - 18:00ECLIPSE LUNAR QUASE TOTAL
96% da Lua vai desaparecer na madrugada e fenômeno poderá ser visto em todo o Brasil; veja horários
25 de agosto de 2026 - 17:30ALERTA DOS PEDIATRAS
Nem todo adolescente pode usar canetas emagrecedoras; entenda os critérios dos pediatras
25 de agosto de 2026 - 16:30MAIS SORTE DO QUE JUÍZO
Apostador do RJ fatura R$ 17,2 milhões na Lotomania 2967 — e ainda deixa dinheiro na mesa
25 de agosto de 2026 - 14:45BOLETO PAGO
Brasil está com aluguel em dia: inadimplência chega ao menor nível em três anos, mostra Superlógica — concentração de atrasos preocupa
25 de agosto de 2026 - 14:00PLANETA EM ALERTA
Oceanos batem recorde histórico de temperatura e assustam especialistas; e o pior ainda pode estar por vir
25 de agosto de 2026 - 10:50CINEMA BRASILEIRO
Oscar 2027: 15 filmes brasileiros disputam vaga para representar o Brasil; veja a lista e os trailers
25 de agosto de 2026 - 10:18RODADA BARULHENTA
Lotofácil 3770 premia aposta simples e 5 bolões com quase R$ 2 milhões cada; loterias terão duas sessões de sorteios hoje
25 de agosto de 2026 - 6:51É HOJE!
INSS e BPC/LOAS são pagos hoje; confira datas de agosto de 2026 e regras dos benefício
25 de agosto de 2026 - 5:08MORAR NA LUA?
Água na Lua: missão da China é adiada e disputa espacial ganha novo capítulo
24 de agosto de 2026 - 17:07NOVAS RELAÇÕES
Do chat ao altar: os casamentos entre humanos e inteligência artificial que já acontecem pelo mundo
24 de agosto de 2026 - 16:15AZEDOU?
Ração para pets ou sorvete? Como uma mudança de prioridade levou a dona da Häagen-Dazs a encerrar distribuição da marca no Brasil
24 de agosto de 2026 - 15:45HERANÇA DO PIX?
Galípolo acende alerta sobre crédito e prepara novas medidas do BC para conter endividamento das famílias
24 de agosto de 2026 - 14:58MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
Simples Nacional muda regra e empresas terão de fazer adesão já em setembro; entenda
24 de agosto de 2026 - 14:06NO PÓDIO
‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’ continua escalando em bilheteria; Tom Holland terá o filme mais vendido da história?
24 de agosto de 2026 - 13:10ENXUGANDO AS DESPESAS
A conta de luz está pesando no bolso? Condomínios podem aliviar gastos com energia; veja como economizar
24 de agosto de 2026 - 12:31CARMA?