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De janeiro a setembro, os fundos de investimentos já acumulam já perdas líquidas de R$ 84,6 bilhões, de acordo com dados da Anbima
Depois de ensaiar uma recuperação em julho e agosto, a indústria de fundos de investimentos voltou a ver mais saques do que aportes de recursos em setembro, com uma saída líquida de R$ 13,6 bilhões.
Dessa forma, no ano (janeiro a setembro), os fundos de investimentos acumulam já perdas líquidas de R$ 84,6 bilhões, de acordo com dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
Entre as diferentes classes de fundos, as que tiveram mais perdas foram os multimercados, que registraram saída líquida de R$ 11,9 bilhões.
Dentro desse tipo de investimento, a maior saída foi no tipo Multimercados Macro, que se baseia em cenários macroeconômicos de médio e longo prazos, com R$ 4,6 bilhões no período.
O tipo Multimercado Livre registrou perda de R$ 2,3 bilhões, enquanto o tipo Juros e Moedas apresentou redução de R$ 1,7 bilhão.
Em 2023, os fundos multimercados já acumulam uma captação líquida negativa acumulada de R$ 57,0 bilhões.
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Já a classe de fundos de investimentos de renda fixa, que vinha apresentando recuperação nas captações nos últimos meses, registrou perda líquida de R$ 1,5 bilhão em setembro.
Para se ter uma ideia, no terceiro trimestre, o saldo ainda é positivo em R$ 35,6 bilhões. Porém, não foi suficiente para reverter o acumulado do ano, que fechou com resgates líquidos de R$ 37,5 bilhões.
O número negativo de setembro foi puxado por um desempenho pior das carteiras de perfil conservador. Caso do Renda Fixa simples, que teve saída de R$ 5,5 bilhões.
Já o tipo mais representativo dentro da classe de renda fixa, o Renda Fixa Duração baixa grau de investimento, teve perdas de R$ 3,3 bilhões.
Apesar das perdas vistas nos fundos de renda fixa em setembro, a Anbima destacou que a classe ganhou mais de 950 mil novas contas até agosto.
Em setembro, a classe de fundos de investimentos em ações foi a que registrou menor perda líquida, de apenas R$ 49 milhões.
Porém, quando olhamos para o saldo no ano, as perdas chegam R$ 39,5 bilhões.
Nessa classe, a maior saída foi do tipo mais representativo, Ações Livre, com R$ 1,7 bilhão no período.
Com relação aos fundos chamados estruturados, os FIPs (Fundos de Investimento em Participações) tiveram captação líquida positiva de R$ 804,8 milhões, o que faz com que acumulem o saldo positivo de R$ 40,4 bilhões no ano.
Já os Fiagros (Fundo de Investimento em Cadeias Agroindustriais), que completaram dois anos em mercado em agosto de 2023, estão em ascensão, puxados pela alta do agronegócio e pelo amadurecimento do produto.
No ano, até agosto, a captação líquida foi de R$ 2,3 bilhões.
“Em breve, veremos um melhor desempenho dos estruturados, com a oferta de FIDCs para os investidores do varejo e também a regulação dos Fiagros, que deve ser divulgada pela CVM ainda este ano”, afirmou Pedro Rudge, vice-presidente da Anbima.
Em relação à rentabilidade, quando se olha para os números do ano até setembro, quase todos os tipos de fundos de renda fixa tiveram retornos positivos entre 9,9% e 7,4%.
O destaque, com o maior percentual, ficou com o tipo duração alta soberano (tem na carteira títulos públicos com vencimentos mais longos).
Todos os multimercados fecharam no azul, com o tipo juros e moedas (buscam retorno no longo prazo via investimentos em ativos de renda fixa, com estratégias que impliquem risco de juros, risco de índice de preço e risco de moeda estrangeira) com 9,4%.
Em ações, os tipos mono ações (só tem uma ação na carteira) e livre (sem compromisso com nenhuma estratégia) performaram melhor com 14,9% e 10,4%, nesta ordem.
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