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O Copom reforçou algumas das mensagens do comunicado da decisão de juros; a ata desta terça afasta a chance de cortes de 0,75 p.p. na Selic
Na última quarta-feira (2), quando o Copom cortou a Selic em 0,50 ponto percentual (p.p.), a 13,25% ao ano — a primeira redução na taxa básica de juros em três anos —, um trecho específico do comunicado chamou a atenção:
"Em se confirmando o cenário esperado, os membros do Comitê, unanimemente, anteveem redução de mesma magnitude nas próximas reuniões e avaliam que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário"
O que saltou aos olhos do mercado foi o uso do plural em "próximas reuniões": a autoridade monetária sinalizava que o ritmo de cortes de 0,50 ponto seria mantido, ao menos nos encontros de setembro e novembro — e, quem sabe, o mesmo movimento poderia acontecer também em dezembro.
Dito isso, parte do mercado não comprou totalmente essa ideia; alguns enxergavam espaço para um ritmo ainda maior de redução em alguma das reuniões de 2023, de 0,75 ponto numa tacada só. Logo após a divulgação do comunicado, não foram poucos os economistas e analistas com essa visão.
A lógica desses agentes de mercado era simples: o Copom, tanto na decisão em si de começar o ciclo de corte de juros em 0,50 ponto quanto nas sinalizações mais amenas emitidas no comunicado — expressando uma visão mais benéfica da inflação — poderia corrigir a rota e pisar no acelerador.
A ata da reunião do Copom, divulgada nesta terça (8), joga uma pá de terra sobre essa hipótese, reforçando ainda mais a ideia de que o plano da autoridade monetária está consolidado: o ritmo de cortes é de 0,50 ponto — e, se algo mudar, é para menos.
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Vamos, então, direto ao parágrafo 18 da ata da reunião do Copom, em que o colegiado diz concordar unanimemente com a expectativa de corte de 0,50 ponto na Selic nas próximas reuniões, avaliando que esse é o ritmo apropriada para dar continuidade ao processo desinflacionário.
Até aí, nada de novo. Mas, um pouco mais adiante, no mesmo parágrafo, vem a afirmação chave:
O Comitê julga como pouco provável uma intensificação adicional do ritmo de ajustes, já que isso exigiria surpresas positivas substanciais que elevassem ainda mais a confiança na dinâmica desinflacionária prospectiva.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEAta da reunião do Copom dos dias 1 e 2 de agosto de 2023
E o que exatamente seriam as "surpresas positivas substanciais"? Segundo o próprio Copom, uma alteração significativa dos fundamentos da dinâmica inflacionária, como uma reancoragem mais sólida das expectativas ou um comportamento mais benigno que o esperado da inflação de serviços.
Mais adiante, no parágrafo 22, o Copom volta a bater na mesma tecla: diz que, confirmado o cenário projetado, o ritmo de cortes de 0,50 ponto é visto como apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para que a inflação possa convergir para a meta.
Vale lembrar que, na última reunião do Comitê Monetário Nacional (CMN), foram definidas as seguintes metas de inflação, com alteração na metodologia a partir de 2025:
Outro ponto que gerou curiosidade no mercado foi o caráter bastante dividido da última reunião: cinco membros a favor do corte de 0,50 ponto, quatro optando por um caminho mais cauteloso, de 0,25 ponto — o voto de minerva coube a Roberto Campos Neto.
Ou seja: o presidente do BC, que por meses sofreu críticas abertas do governo por causa da manutenção da Selic em 13,75%, decidiu pela redução mais intensa dos juros, indo para o lado de Gabriel Galípolo e Ailton de Aquino, os membros indicados pela administração Lula para o Banco Central.

E o que a ata tem a dizer sobre esse racha no comitê? Bem, em primeiro lugar, ela reafirma o óbvio que pode passar despercebido: por mais que houvesse divergências, era unânime a leitura de que era hora de cortar juros — afinal, não houve nenhum voto pela manutenção da Selic nos 13,75% ao ano.
Feita essa ressalva, o documento destaca: qualquer que fosse a decisão, era consensual que o Copom precisaria adotar "uma postura mais conservadora ao longo do ciclo de flexibilização" — mais um indício de que uma eventual aceleração do ritmo de cortes para 0,75 ponto no curto prazo é improvável.
Os que defendiam uma redução de 0,25 ponto argumentava que as sinalizações do Copom já deixavam clara a cautela e a parcimônia na condução da política monetária, o que, por si só, já seria suficiente para ancorar as expectativas.
O grupo vencedor, por sua vez, defendia que o patamar já significativamente contracionista da política de juros permitia um corte mais acelerado já na largada, e que esse movimento não comprometeria a credibilidade do BC; para esses membros, a mudança no sistema de metas do CMN também facilitava a redução mais agressiva.
"O comitê vê uma baixa probabilidade de cortes mais intensos nos juros, já que um ritmo maior exigiria melhoras adicionais na inflação. Comparado ao comunicado da decisão de juros do Copom, achamos a ata neutra, e que os dois documentos foram tão hawkish quanto possível e contratam cortes de 0,50 ponto."
"Apesar da decisão dividida, houve unanimidade quanto à necessidade de manutenção de uma política contracionista até que o processo desinflacionário se consolide e as expectativas de inflação se ancorem perto da meta. [...] Considerando tudo, esperamos que o Copom corte a Selic em 0,50 ponto nos três encontros restantes em 2023, levando a Selic a 11,75% ao fim do ano".
"O BC tenta segurar um ritmo de corte de 0,50 ponto. Até deu as condições para acelerar o ritmo, mas não vemos nenhuma delas se materializando no curto prazo — a atividade é o ponto mais sensível que pode estar desacelerando, mas ainda é uma incógnita. [...] Logo, seguimos com a aposta de corte de 0,5 ponto ao longo de todo ciclo, chegando em 11,75% ao final de 2023 e 9,5% no primeiro semestre de 2024".
"A ata explicita que o Copom julga pouco provável uma intensificação do ritmo de corte para um valor superior a 0,75, e que tal decisão necessitaria de um nível importante de surpresas positivas."
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