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Em janeiro deste ano o Bitcoin Cash teve alta de 37,5%, mas caiu 15,6% nos meses seguintes — até junho, quando disparou 170%
Não é raro encontrar criptomoedas que tiveram um excelente desempenho na primeira metade de 2023. Altas da ordem de dois dígitos são comuns entre os tokens com maior valor de mercado, mas um deles teve uma valorização de encher os olhos.
Estamos falando do Bitcoin Cash (BCH), um hard fork — em outras palavras, uma divisão — da rede do bitcoin (BTC), que disparou mais de 200% nos primeiros seis meses do ano, atingindo os US$ 290,41.
Mas não se engane: a disparada aconteceu nas últimas semanas do semestre, quando a corretora sul-coreana EDXM fez a listagem da criptomoeda. O evento beneficiou um movimento chamado Kimchi Premium, quando há uma diferença entre os tokens negociados na Coreia do Sul (mais caros) e em outras exchanges (mais baratos).
Assim, os investidores compram criptomoedas em outras corretoras e vendem na Coréia do Sul por um preço mais alto.
Para entender que não se trata de um movimento sustentado, em janeiro deste ano o Bitcoin Cash teve alta de 37,5%, mas caiu 15,6% nos meses seguintes — até junho, quando disparou 170%.
Como foi dito anteriormente, o BCH não passa de uma divisão da rede do bitcoin que caiu em desuso pela comunidade cripto.
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Tudo começou em 2017, quando houve um problema na rede (blockchain) do bitcoin. Parte da comunidade queria “revisar” os blocos danificados e dar continuidade ao ramo principal.
Entretanto, uma outra parcela dos usuários preferiu deixar esse erro e continuar com a rede do jeito que estava. Surgiu aí o hard fork que criou o Bitcoin Cash (BCH).
Apesar de ser uma rede muito parecida com a do bitcoin, o BCH é uma blockchain mais rápida e com uma densidade de informações por bloco menor. O ecossistema ainda possui poucos mineradores e um valor de mercado de US$ 5,6 bilhões, o que faz dela a décima quarta maior criptomoeda do planeta.
Por ter uma quantidade pequena de validadores e uma comunidade também reduzida, a rede do Bitcoin Cash é menos segura do que outras blockchains.
Um dos principais problemas de protocolos do tipo proof-of-work (PoW, ou prova de trabalho) é o ataque dos 51%: quando mais da metade dos validadores consegue inserir blocos falsos na rede. Em linhas gerais, seria possível criar moedas sem valor intrínseco.
Esse cenário pode acontecer em redes menores, como é o caso do BCH, e tende a beirar o impossível em blockchains como a do bitcoin.
Além disso, o token não apresenta muitas funcionalidades, o que torna um investimento pouco atrativo. Porém, para os puristas do mercado de criptomoedas, é uma forma de manter um dos fundamentos da blockchain — a imutabilidade da informação inserida em rede — vivos em forma de token.
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