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Nas estimativas de Vinicius Bazan, head de research de criptomoedas da Empiricus, existe espaço para uma valorização adicional de até 40% do bitcoin neste ano após a disparada de janeiro
O Longo Inverno das criptomoedas dá sinais de alívio. As geleiras começam a derreter e as cotações voltam a chamar a atenção dos investidores — É Primavera, de Tim Maia, pode ser ouvida ao fundo do gráfico de janeiro do bitcoin (BTC): uma disparada de mais de 30% garantiu ao token o posto de melhor investimento do mês.
Mas se hoje o céu está tão lindo, é porque alguém disse “eu te amo” quando ninguém mais queria o bitcoin. Afinal, em 2022, a queda foi da ordem de 64% em dólares.
No entanto, desde o final do ano passado havia algo que chamava a atenção de um dos principais analistas desse mercado no país.
“Quando a gente olhava as métricas on-chain pós-FTX, a gente via um mercado muito estressado, mas mais desvalorizado do que deveria”, diz Vinícius Bazan, head de research de criptomoedas da Empiricus, em referência à quebra de uma maiores exchanges (corretoras) de ativos digitais.
Para ele, o mercado chegou a um determinado ponto que, a qualquer momento, precisaria reverter essa tendência. Inclusive, quando eu conversei com Bazan para o nosso especial Onde Investir em 2023, ele já havia dito que o pior para o mercado cripto estava no retrovisor.
Mas nem mesmo ele esperava que a retomada acontecesse tão rápido. Mas essa é a magia das criptomoedas: a volatilidade permitiu uma variação de preços positiva ao longo das primeiras semanas do ano.
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A disparada do primeiro mês do ano pode ter sido apenas a ponta do iceberg do que irá acontecer em 2023. E quem estiver junto a ti, bitcoin, pode surfar na alta das cotações.
Mesmo que o mercado já tenha subido muito e rápido, Bazan afirma categoricamente quando pergunto se é hora de comprar bitcoin: “Sim”.
Em primeiro lugar, é difícil cravar o melhor preço de entrada — nunca se sabe quando o mercado vai cair de novo para abrir uma oportunidade de compra. Ao mesmo tempo, as cotações ainda têm potencial de mais altas até o final do ano, de acordo com o analista da Empiricus, que faz parte do mesmo grupo empresarial do Seu Dinheiro.
Isso porque os fundamentos e dados on-chain indicam que o preço da maior moeda digital do mundo tem espaço para subir — na visão do analista, a alta vista até agora é “pouco” perto do que o BTC tem a entregar.
“Vale mais a pena fazer pequenos aportes (compras) periodicamente e construir um bom preço-médio”, afirma. “Nós acreditamos que você tem que comprar um ativo focando no que ele pode te entregar nos próximos anos, não só no que eles vão entregar em alguns meses”, afirmou Bazan em entrevista ao Seu Dinheiro.
Bazan explica que é difícil cravar um valor específico, mas a faixa de preço entre US$ 30 mil e US$ 40 mil parece bem razoável ainda para este ano. Isso representa uma valorização entre 30% e 40% — além dos 40,8% já acumulados em 2023.
É preciso ressaltar, porém, que o mercado de criptomoedas é extremamente volátil e que não existe um “preço justo” para o bitcoin. Ou seja, as cotações podem atingir e superar as projeções — mas também podem ficar aquém das expectativas.
No ano que vem será feito o halving do bitcoin, quando a recompensa pela mineração cai pela metade. Consequentemente, menos tokens são colocados à disposição no mercado, o que tende a gerar um rali de preços.
Bazan acredita que a disparada deve acontecer em duas etapas. A primeira, menos vertiginosa, em 2023 e a segunda entre o final de 2024 e começo de 2025. No pós-halving, aí sim, o bitcoin pode chegar perto dos US$ 80 mil — uma valorização de 240% em relação às cotações atuais.
E nem só de bitcoin vive o investidor. O ethereum (ETH), a segunda maior criptomoeda do mercado, também deve ter um ano extremamente positivo, de acordo com o analista da Empiricus.
Em se tratando de construção de um ecossistema cripto sustentável, o ethereum sai na frente dos demais projetos em que Bazan enxerga alguma possibilidade de lucro — a lista completa deles você confere no final da matéria.
Acontece que o éter teve uma retomada menor que a do BTC — cerca de 34% em janeiro — e trará novidades ao longo de 2023. A atualização Shangai e o estabelecimento do sharding (fragmentação, em inglês) da blockchain do ethereum podem trazer reflexos nas cotações.
Essas novidades permitirão o crescimento da rede, e quanto mais pessoas usando o ethereum, maior a procura pelo token ETH.
“Em valor de mercado, o ethereum pode superar o bitcoin. O éter tem mais casos de uso e maior capacidade de captar valor do que é construído em cima dele”, afirma Bazan.
Assim, a expectativa de preço do ethereum, fica em torno de US$ 2.500 — uma valorização de mais 56% em relação às cotações atuais para 2023.
As atualizações podem trazer uma melhora de eficiência do ethereum. Porém, o calendário dos desenvolvedores pode atrasar até o final do ano, e o efeito dessas novidades da rede pode ser postergado também para 2024.
Algumas teses do mercado cripto perderam espaço em 2022. As negociações envolvendo certificados digitais (NFTs) caíram mais de 95%, o metaverso é um vazio digital — e ninguém entende direito o que é a Web 3.0, a nova geração da internet.
Mas o ano passado foi apenas um “teste de aplicações”, e 2023 promete continuar a maturação de novos projetos. Em outras palavras, NFTs, Metaverso e Web 3.0 ainda não tiveram tempo suficiente para terem seus fundamentos testados e validados, segundo Bazan.
Neste ano, a expectativa é de que cada um desses protocolos dê mais clareza de para analistas e investidores de como e para que eles serão utilizados.
Confira a seguir criptomoedas além do bitcoin que animam Vinícius Bazan — e os motivos para isso:
Entretanto, sempre vale lembrar que o mercado de criptomoedas é altamente volátil e arriscado. O investidor não deve manter uma parcela maior do que 5% em ativos digitais na sua carteira.
A cada queda mais intensa do preço do Bitcoin (BTC), surgem novos “profetas” anunciando o fim da criptomoeda. Desta vez, foi Michael Burry quem falou em uma possível “espiral da morte”.
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