Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Você ainda confia no seu banco? Saiba o que alguns dos maiores gestores do planeta esperam da crise financeira

Depois de ler notícias alarmantes sobre bancos, quem garante que não estamos diante de uma crise similar à de 2008 (ou até pior)?

27 de março de 2023
8:25 - atualizado às 8:27
Fachada do Credit Suisse, que gere fortunas e fundos imobiliários, como o HGLG11, no Brasil
Fachada do Credit Suisse - Imagem: Shutterstock

Alguma vez você já parou pra pensar em como a confiança é a base de praticamente tudo que existe? 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Você precisa confiar na estrutura do seu prédio para saber que está seguro ali dentro. 

Precisa confiar nas pessoas que tem por perto para que ninguém te passe a perna. 

Também precisa confiar nos professores do seu filho, para que lhe garantam que estão transmitindo uma educação de qualidade. 

Se, em qualquer dos casos, a confiança não existir, não há relação que persista. Pode reparar. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que acontece quando se perde a confiança

A verdade é que, se há uma quebra de confiança, o experimento pode ser traumático. 

Leia Também

Quem não conhece aquela velha história da pessoa que ficou presa no elevador e agora tem medo de utilizá-lo?

Ou de alguém que teve um relacionamento que terminou por traição e agora fica sempre com um pé atrás?

Ou do cara que começou a investir em ações, perdeu dinheiro e nunca mais quis voltar pro mercado?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim como um prédio precisa de uma fundação robusta para suportar toda uma estrutura, nós, seres humanos, precisamos de provas suficientes para criarmos (e mantermos) a confiança.

Bancos sob "tiro, porrada e bomba"

O mercado financeiro funciona da mesma forma. Quando os investidores acreditam na economia de um país, nas políticas governamentais e nas empresas em que investem, tendem a investir mais e a manter seus investimentos por mais tempo, o que pode ajudar a impulsionar o crescimento econômico e o desenvolvimento do mercado de capitais.

Caso contrário, como diria a letra de uma grande música contemporânea brasileira, é “tiro, porrada e bomba”. O investidor tende a resgatar massivamente o que tem investido, o que, nos piores casos, pode culminar em uma grande recessão. 

Em meros três meses, 2023 resolveu testar essa confiança, principalmente quando nos referimos ao sistema bancário. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como o Alê comentou na última coluna, temos atravessado uma verdadeira tempestade e, com certeza, não é das mais fáceis.

No mês passado, tivemos dois casos de falência em instituições financeiras brasileiras: BRK e Portocred. Os bancos estavam passando por uma fase difícil há bastante tempo, atolados em dívidas, e tentavam cobri-las com títulos de renda fixa que pagavam uma rentabilidade de brilhar os olhos. 

Lógico que o risco era altíssimo, o que deveria ter sido colocado na balança por quem resolveu se arriscar ao comprar esses papeis. 

O desfecho dessa história foi triste para aqueles que estavam fora do teto de garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), limitado a R$ 250 mil por CPF. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lá fora, dizer que as coisas andam melhor seria eufemismo. 

SVB e Signature Bank nos EUA...

A semana passada foi abalada pelas notícias da falência do Silicon Valley Bank (SVB) e do Signature Bank, ambos bancos dos Estados Unidos.

Para quem perdeu o ocorrido, o que aconteceu nos EUA foi basicamente uma questão de liquidez

De forma simplificada, o SVB tinha um ativo de longo prazo (tesouro americano de 10 anos) e um passivo de curto (depósitos de startups). Com a alta de juros nos EUA, os títulos que o banco possuía passaram a valer menos e, com os consecutivos pedidos de resgates dos clientes, a falência foi inevitável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No final de semana depois do ocorrido, formaram-se filas em frente aos bancos regionais do país, de pessoas com medo do que poderia acontecer com o seu dinheiro, fenômeno já conhecido como “bankrun” (corrida bancária) - expondo a questão da desconfiança.

Para mitigar rapidamente a situação e evitar um grande alarde da população norte-americana, o Fed (banco central americano) e o FDIC (do inglês, Corporação Federal Asseguradora de Depósitos, similar ao nosso FGC) trabalharam juntos para garantir que os depósitos fossem honrados, mesmo aqueles acima dos US$ 250 mil.

O resultado? 

Mesmo depois de todos os esforços, as bolsas globais foram afetadas negativamente, principalmente no setor bancário. Nem os “bancões” se viram livres dos impactos negativos do ocorrido, com o Bank of America (BofA) derretendo 5,81%, o Citi caindo 4,47% e o Wells Fargo outros 4,79%. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Veja só: foi justamente o receio de que a falência afetasse o sistema todo que fez com que os acionistas minimizassem ao máximo a sua exposição ao setor. 

E paramos por aqui? 

Bom se fosse. 

...E Credit Suisse na Europa

Como se não bastasse, o Credit Suisse também foi alvo das manchetes nas últimas semanas, depois de vir a público afirmando que encontrou “fraquezas” em seus relatórios financeiros. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco explicou que não conseguiu conter a saída de clientes da sua base, o que resultou em perdas de mais de US$ 120 bilhões. 

Além disso, o Saudi National Bank, principal investidor do banco suíço, informou que não poderia fornecer mais assistência financeira à instituição, mesmo depois de ter se comprometido a investir cerca de US$ 1,5 bilhão no CS. 

Mais uma vez, bolsas globais foram afetadas pelo movimento, o que, novamente, atingiu diretamente a confiança do investidor perante todo um sistema. 

O governo suíço logo atuou para resolver a situação, intermediando a compra do Credit Suisse pelo UBS Group por US$ 3,2 bilhões no domingo (19), incluindo uma assistência de liquidez de US$ 108 bilhões por parte do Banco Nacional Suíço - SNB. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, depois de ler notícias alarmantes sobre o sistema bancário, quem garante que não estamos diante de uma crise similar à de 2008 (ou até pior)? 

Nós, da equipe Os Melhores Fundos de Investimento da Empiricus, tivemos a oportunidade de conversar com algumas das maiores gestoras especialistas em renda fixa do mundo, entre elas a Pimco, Franklin, Oaktree e Vanguard, para saber o que os gestores têm enxergado sobre o caso e o que pensam para o futuro do setor e do mercado como um todo. 

De forma resumida, as gestoras acreditam que estamos em frente a um caso mais isolado e restrito a bancos regionais, que devem sofrer mais com os pedidos de resgate no curto prazo.

O sistema como um todo, segundo os mesmos, possui uma estrutura bem mais robusta do que existia até 2008, o que entrega uma confiança mais sólida ao setor. 

O maior barulho foi contido com as atitudes dos bancos centrais americano e suíço, o que, para eles, foi eficiente em neutralizar um caos desnecessário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bancos maiores têm recebido o fluxo de dinheiro de instituições menores, suportando bem quaisquer movimentos negativos de curto prazo. 

Sendo assim, há uma segurança das grandes gestoras de que não devemos nos desesperar, somente monitorar (ainda mais de perto) onde estamos colocando o nosso dinheiro. 

Mas, claro, é tudo um grande exercício de confiança.

E você, o que acha? Já passamos pelo pior? Ou será que essas foram somente as primeiras peças do dominó a caírem?

Agora, você confia no seu banco?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O Oscar, uma aposta: de investidores a candidatos, quem ganha com a cerimônia, afinal?

14 de março de 2026 - 11:01

O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje

13 de março de 2026 - 8:13

Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

SEXTOU COM O RUY

Número mágico da Petrobras (PETR4): o intervalo de preço do petróleo que protege os retornos — e os investidores

13 de março de 2026 - 7:11

O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O lado B dos data centers, a guerra no Oriente Médio e os principais dados do mercado hoje

12 de março de 2026 - 8:55

Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

ALÉM DO CDB

Prêmios de risco do crédito privado têm certo alívio em fevereiro, mas risco de algumas empresas emissoras aumenta

11 de março de 2026 - 14:39

Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Faturamento de R$ 160 milhões no combate ao desperdício, guerra no Oriente Médio, e tudo o que você precisa saber hoje

11 de março de 2026 - 8:26

Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como lucrar com a Copa sem cometer crimes, as consequências de uma guerra mais longa para os juros, e o que mais afeta a bolsa hoje

10 de março de 2026 - 8:38

A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O petróleo volta a ditar o humor dos mercados, mas não é só isso: fertilizantes e alimentos encarecem, e até juros são afetados

10 de março de 2026 - 7:32

O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A fila dos IPOs na B3, a disparada do petróleo, e o que mais move o mercado hoje 

9 de março de 2026 - 8:11

Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital

TRILHAS DE CARREIRA

O fim da Diversidade? Por que a Inteligência Artificial (IA) me fez questionar essa agenda novamente

8 de março de 2026 - 8:00

Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

De volta à pole: com Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 e a retomada da produção nacional, Audi aquece os motores

7 de março de 2026 - 9:01

São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid.  Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda dá para investir em Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), o FII do mês, e o que mais move seus investimentos hoje

6 de março de 2026 - 8:35

Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira

SEXTOU COM O RUY

Petrobras e Prio disparam na Bolsa — descubra por que não é tarde demais para comprar as ações

6 de março de 2026 - 6:55

Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A luta pelos dividendos da Petrobras (PETR4), o conflito no Oriente Médio e o que mais impacta o seu bolso hoje

5 de março de 2026 - 8:07

Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Dá mesmo para ter zero de petróleo e gás?

4 de março de 2026 - 19:52

A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar