🔴 [NO AR] ESPECIALIZAÇÃO EXECUTIVA EM IA: 3 AULAS GRATUITAS – ASSISTA AGORA

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

Os prós e os contras do pacote fiscal de Haddad; entenda por que os investidores não se empolgaram

Será impressionante se promessa de zerar o déficit fiscal já no primeiro ano do governo Lula for cumprida, mas o próprio governo considera isso improvável

Fernando Haddad discursa em evento da Febraban / bolsa de valores
Pacote de Haddad parece apontar na direção certa. Imagem: Febraban

Não é de hoje que o ponto fraco do Brasil tem sido o panorama fiscal. Os últimos três anos servem de prova do argumento. Basta observar o estresse sobre a curva de juros por conta do estouro do teto de gastos em 2020 (pandemia), 2021 (precatórios) e 2022 (bondades, eleição e transição). Foi uma loucura, principalmente por conta do aperto monetário que ocorria em paralelo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No final da semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou seu primeiro pacote de medidas, visando a reverter o déficit esperado para 2023 de mais de R$ 231 bilhões para um superávit de R$ 11 bilhões.

Realmente, zerar o déficit no ano seria uma missão impressionante se completa, mas a chance de materialização do cenário em questão é relativamente baixa — o próprio Haddad assumiu isso.

Sinal é positivo

Ao mesmo tempo, ainda que atingir 100% do pacote de medidas pareça algo distante, pelo menos a direção é positiva. Em outras palavras, parte do programa fiscal deverá ser cumprido.

Assim, mesmo com Haddad não dando garantias de fechar o ano com superávit, podemos reduzir o déficit esperado, hoje acima de 2% do PIB, para algo entre 0,5% e 1% do PIB (déficit primário de R$ 90 bilhões a R$ 100 bilhões).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Trata-se de um caminho bastante realista. Dessa forma, teríamos um caminho mais razoável para zerar o déficit em 2024, se não conseguirmos os R$ 242,7 bilhões de ajuste já em 2023.

Leia Também

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A pescaria do Tesouro Direto, a virada do Ibovespa em agosto e o evento do Fed nos EUA: o que você precisa ler hoje

SEXTOU COM O RUY

Você não precisa correr mais rápido que um leão (e nem de um Brasil perfeito) para ganhar dinheiro com a bolsa agora

Abaixo, o leitor pode conferir o déficit esperado para 2023 e as iniciativas de ajuste fiscal, até atingir na última linha o superávit primário neste ano, com parte das medidas, inclusive, com efeito não só extraordinário para o ano, mas sustentável no longo prazo, podendo ser observado ainda no ano que vem.

Fonte: Ministério da Fazenda.

O pacote fiscal de Haddad, porém, pouco empolgou os investidores.

O motivo?

São alguns, na verdade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Começamos com o fato de que qualquer notícia positiva sistêmica foi abafada pelo escândalo em Americanas, impedindo qualquer otimismo mais generalizado com as ações brasileiras neste curto prazo.

Além disso, o plano parece legal, mas tem um problema: 80% das medidas (R$ 192,7 bi) apostam em uma arrecadação maior, como a volta da cobrança de impostos federais sobre os combustíveis e programa de refinanciamento de dívidas tributárias. Pague seus impostos em dia, o governo vai precisar.

Neste sentido, ainda que a direção seja boa, as vias já não agradam tanto o mercado aqui, uma vez que apenas R$ 50 bilhões se referem a cortes de despesas.

É uma mensagem importante, não?

O governo não parece tão disposto a cortar impostos, os quais têm muitas vezes efeito perverso sobre a atividade econômica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A justificativa de Haddad é de que parte relevante dos impostos cortados no ano passado tinham viés eleitoral e não se justificavam no longo prazo.

Portanto, faria sentido, segundo o governo, trazer a revogação da redução de PIS/Cofins cobrado sobre receita de grandes empresas e voltar a cobrança dos tributos federais sobre a gasolina e etanol a partir de março (a decisão será tomada depois de Prates assumir).

Adicionalmente, falta ainda o novo arcabouço fiscal, sem o qual ficaria difícil trabalhar qualquer expectativa de longo prazo.

Sim, soou bem a fala recente de Simone Tebet, a Ministra do Planejamento e Orçamento, de que o plano de ajuste fiscal anunciado na semana passada é insuficiente e que é necessária uma reforma estrutural na montagem do Orçamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ela tem razão, mas o mercado teme que falte liderança no governo pensando assim, até mesmo porque não sabemos qual será a regra fiscal para os próximos anos.

Pode ser algo positivo, sim, mas ainda não sabemos. Não temos, hoje, como fazer contas e, por isso, nos resta ter paciência e aguardar.

Leia também

E o salário-mínimo?

Por fim, uma última razão pela qual o mercado não ficou tão contente deriva de uma possibilidade de aumentarmos o salário-mínimo de R$ 1.302 para R$ 1.320 (as centrais sindicais brigam até por mais) já em 2023.

Haveria impacto adicional nas contas públicas em 2023, e a decisão acaba sendo de cunho político. Sabemos que o governo atual tem alinhamento com a ideia de aumento real do salário-mínimo, o que gera preocupações adicionais para as contas públicas ainda neste ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ou seja, desenha-se um cenário no qual podemos ter 2% de déficit orçamentário, conforme o projetado para este ano, enquanto podemos levá-lo, no contexto otimista, para 0% no PIB já em 2023. Um cenário base poderia contar com algo entre 0,5% e 1% do PIB para o ano, considerando que parte das medidas serão cumpridas pelos agentes econômicos.

Um cenário mais pessimista

Por fim, um cenário mais pessimista teria ainda um décifit superior a 1% do PIB no ano. A direção ainda não é tão positiva, portanto, ainda que suavemente melhor do que tínhamos anteriormente.

Mas é como falei: precisamos de um combo de ajuste fiscal junto com a criação de uma nova regra fiscal (idealmente com a aprovação da reforma tributária de Appy).

Em sendo o caso, haveria espaço sim para que o fiscal deixe de pressionar a nossa curva de juros e que nossos ativos possam caminhar em uma trajetória mais positiva, diferente do que vimos nos últimos três anos, nos quais os investimentos locais sofreram justamente por conta de tanto estresse fiscal, entre outros motivos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E o novo regime fiscal?

Infelizmente, pouco se sabe sobre o novo regime fiscal que pretende ser adotado pelo governo Lula. Não há definição concreta por enquanto.

Uma das ideias propõe substituir o teto de gastos públicos, já inutilizado desde a pandemia, por meta de despesas, assim como no conceito de metas de inflação, separando obrigações correntes de curto prazo do gasto com investimento de longo prazo. Até que tenhamos clareza, a abordagem mais adequada seria preservar um conservadorismo.

Um caixa grande (teremos Tesouro Selic rendendo dois dígitos por algum tempo), com algumas posições em renda fixa indexada à inflação (em títulos do Tesouro e em crédito privado), um pouco de Bolsa brasileira (exposição ainda limitada por conta dos riscos locais, em especial se o leitor tiver perfil conservador) e proteções, como dólar e ouro, para caso as coisas fujam do controle nos próximos meses.

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dessa forma, conseguiremos navegar bem em 2023, sem nenhuma aventura muito grande, enquanto esperamos definições mais concretas vindas do governo para além do pacote de medidas já anunciado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Mina da Vale em Ouro Preto (MG) 26 de agosto de 2026 - 8:12
Imagem mostra pessoas de uma família em um sofá, sendo um homem e uma mulher mais velhos e duas mulheres mais jovens. Eles estão se consolando, tristes, em luto ou preocupados. 24 de agosto de 2026 - 8:26
Blocos mostrando as siglas IPCA e Selic, referindo-se à inflação e à taxa básica de juros 23 de agosto de 2026 - 8:00
Imagem mostra uma mulher branca sentada à mesa, com notebook, caderno e óculos. ela está em frente a um fundo azul com dois sinais de interrogação ao seu lado. 21 de agosto de 2026 - 8:34
Imagem de uma jovem usando um laptop e analisando documentos enquanto trabalha em casa. 20 de agosto de 2026 - 9:13
Imagem de um globo, com um termômetro e uma seta vermelha com a inscrição El Niño 19 de agosto de 2026 - 19:51
Imagem gerada por inteligência artificial mostra uma mulher em casa, segurando uma caneca e sentada no sofá. Ela está rodeada de mãos com dinheiro, em notas de R$ 200, R$ 100, R$ 50, que vêm de dividendos, bônus, renda extra, aluguel, cashback, dividendos e outros 19 de agosto de 2026 - 8:08
18 de agosto de 2026 - 8:17
Moedas de real mostram queda ou desvalorização 18 de agosto de 2026 - 7:21

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

A economia começou a perder fôlego e a eleição vai sentir

18 de agosto de 2026 - 7:21
Imagem mostra Torre Eiffel em Paris, na França, vista do rio Sena no por do sol 14 de agosto de 2026 - 8:12
13 de agosto de 2026 - 8:30
A mão de um robô humanóide quase toca na mão de um ser humano 12 de agosto de 2026 - 19:59

EXILE ON WALL STREET

Sex appeal à moda antiga

12 de agosto de 2026 - 19:59
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro eleições 11 de agosto de 2026 - 8:07

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A eleição entrou na curva de juros

11 de agosto de 2026 - 8:07
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar