Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Felipe Miranda: no mercado de ações, mentiras sinceras me interessam

Com as variáveis macroeconômicas domésticas mostrando uma tendência de melhora no médio prazo, diversas ações mostram potencial de alta

12 de junho de 2023
20:03 - atualizado às 14:57
Imagem de número e gráficos os quais representam ações na Bolsa de Valores

Tudo que sabemos quando fazemos previsões é que vamos errar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não é uma frase de efeito, um vício de linguagem ou uma hipérbole. É uma constatação objetiva, desdobramento imediato daquilo que se propõe a fazer a ciência jovem, mais especificamente aplicada às finanças.

O sujeito da previsão só enxerga uma distribuição de probabilidades de cenários futuros possíveis (e mesmo essa distribuição é subjetiva, não conhecida e de necessária estimativa; ela não é observável, ninguém encontra uma distribuição de probabilidade na rua) e arriscamos um ponto específico (o preço-alvo de determinados ativos ou ações) nessa distribuição.

A probabilidade de se acertar ex-ante um ponto numa distribuição contínua é zero.

Sim, estamos jogando um jogo cuja probabilidade de dar certo é zero! É algo contratado de início. e há uma coisa ainda mais curiosa nesse exercício: a tal distribuição de probabilidades nunca será de fato conhecida, pois a História não narra aquilo que poderia ter sido; apenas o que foi.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O risco, de fato, jamais será medido com precisão, mesmo ex-post. Ninguém saberá qual o cenário extremo negativo.

Leia Também

Ainda assim, continuamos repetindo o procedimento, cuja implicação prática é gigantesca. Os preços que vimos hoje em tela (as cotações) são reflexo de um consenso acerca dessas expectativas dos agentes, manifestadas a partir de uma série de interações simultâneas e sucessivas de oferta e demanda.

Quando mudam as estimativas de preço-alvo de uma ação, resultado das projeções de lucros das empresas (mais especificamente de fluxo de caixa, mas isso é uma tecnicalidade desprezível nesse momento), mudam imediatamente os preços hoje.

Arrisco dizer que poucas coisas são tão relevantes para a dinâmica do preço de uma ação do que revisão em seus lucros estimados, sobretudo quando isso envolve também um processo de queda de taxas de juro. Porque, aí meu caro, envolve mais lucro e re-rating. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O impacto dos juros nas ações

Um juro menor implica menos despesa financeira para uma companhia. Sobra mais lucro, na largada. Mas há também um efeito secundário: o afrouxamento das condições financeiras de uma economia implica aumento da demanda agregada. Aquela companhia, possivelmente, vai vender mais. E, portanto, deve lucrar mais também. 

Não é somente o lucro que aumenta a partir dos juros menores. Como a renda fixa passa a pagar menos, por arbitragem, o investidor também vai aceitar receber menos para comprar ações — ele vai ponderar entre todas as alternativas disponíveis para aplicar seu dinheiro.

Em outras palavras: ele vai topar pagar mais por um mesmo lucro. Os múltiplos das ações se expandem, no chamado “re-rating”.

Na fração Preço sobre Lucro, o denominador aumenta imediatamente por conta dos juros menores. Mas toda a relação P/L também sobe, por conta da arbitragem contra a renda fixa. Então, se o denominador subiu e toda a fração também subiu, isso quer dizer que o numerador (no caso, o preço das ações) precisa subir muito! Aritmética básica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bingo! É exatamente o que estamos vivendo agora. E já começou — as manchetes de “Ibovespa entra em Bull Market aos 117 mil pontos” não derivam do acaso. O movimento tende apenas a se intensificar à frente.

O que nos trouxe até aqui?

Iniciamos pela revisão das estimativas para o PIB. Em janeiro, se esperava uma expansão da economia inferior a 1%. Agora, já se projeta mais de 2%, com chances não-desprezíveis de convergirmos a 2,5%. Há três anos, temos revisado as estimativas para o PIB brasileiro. E, chega no final do ano, a economia supera as projeções já revisadas.

Em paralelo, a inflação, que seria de 7%, pode ser inferior a 5% neste ano, indo a 4% em 2024. Na esteira, revisam-se as expectativas para a Selic. O consenso começa a migrar na direção do início do ciclo de cortes do juro básico em agosto, possivelmente com uma redução de 50 pontos-base.

Os departamentos de macroeconomia das gestoras, dos bancos e das corretoras revisam seus modelos e repassam suas projeções aos analistas setoriais de ações. Esses utilizam as premissas macro para montar seus modelos idiossincráticos. A consequência de mais PIB, menos inflação e menos juros sobre os preços-alvo é expressiva.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quais ações podem surfar a onda?

Já observamos uma safra de revisões para cima em algumas empresas. Casos emblemáticos têm sido as ações de B3 (B3SA3) e de educacionais. As estatais seguem caminho semelhante: Petrobras (PETR4; PETR3) teve seu segundo upgrade consecutivo hoje. Porto Seguro (PSSA3) já recebeu uma elevação na semana passada e outras devem estar a caminho, conforme fique claro o tamanho do impacto do fechamento da curva de juros sobre os lucros deste ano.

Podemos esperar algo assim chegando aos nomes do financial deepening na sequência. Depois do BTG Pactual (BPAC11) entrar na lista de preferências do estrategista do Itaú enquanto a cobertura formal do banco lhe atribuía uma recomendação “neutra”, o passo natural parece ser uma revisão para cima nas estimativas de lucro, sobretudo porque daqui a pouco estaremos falando em reaquecimento das receitas de investment banking — com Ibovespa a 120 mil pontos, voltamos a falar em IPO (vamos torcer por uma safra mais saudável desta vez!).

Com o caso Americanas sendo endereçado, mesmo que a duras penas, não haveria mais provisões a fazer e poderia até mesmo haver alguma reversão, abrindo espaço para um ROE talvez até um pouco acima do passado como guidance informal.

Ativos de qualidade tendem a negociar com prêmio importante e logo estaremos ali nos 3x book. Guardadas as devidas proporções, replique o raciocínio para BR Partners (BRBI11) e veja seus pares internacionais negociando a 15x lucros; você chega em um upside de pelo menos 60%. Eu estou comprando.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Então, chegamos às ações do varejo e às incorporadoras, que ninguém queria. Aqui é possivelmente a maior sensibilidade ao juro. Destaco Grupo SBF, que negocia a 7x lucros para 2024. Vejo inclusive espaço para uma revisão para cima nesse lucro e, num ciclo mais positivo, poderíamos facilmente ver essas ações a 14x lucros. Pode dobrar, não é mesmo? 

Há uma questão típica de momentos de inversão de ciclo: o tamanho dos movimentos costumam ser subdimensionados. Quando a Selic estava a 2%, alguém achava que ela iria a 13,75%?

Bom, acho que você entendeu…

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ruptura entre trabalho e vida pessoal, o juízo final da IA, e o que mais move o mercado hoje

19 de março de 2026 - 8:21

Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ainda sobre hedge — derivadas da pernada corrente

18 de março de 2026 - 20:00

Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A corrida do Banco Central contra a inflação e o custo do petróleo, a greve dos caminhoneiros e o que mais afeta os mercados hoje

18 de março de 2026 - 8:18

Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O Oscar, uma aposta: de investidores a candidatos, quem ganha com a cerimônia, afinal?

14 de março de 2026 - 11:01

O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje

13 de março de 2026 - 8:13

Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

SEXTOU COM O RUY

Número mágico da Petrobras (PETR4): o intervalo de preço do petróleo que protege os retornos — e os investidores

13 de março de 2026 - 7:11

O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O lado B dos data centers, a guerra no Oriente Médio e os principais dados do mercado hoje

12 de março de 2026 - 8:55

Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

ALÉM DO CDB

Prêmios de risco do crédito privado têm certo alívio em fevereiro, mas risco de algumas empresas emissoras aumenta

11 de março de 2026 - 14:39

Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Faturamento de R$ 160 milhões no combate ao desperdício, guerra no Oriente Médio, e tudo o que você precisa saber hoje

11 de março de 2026 - 8:26

Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como lucrar com a Copa sem cometer crimes, as consequências de uma guerra mais longa para os juros, e o que mais afeta a bolsa hoje

10 de março de 2026 - 8:38

A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia