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O viés hiperbólico ajuda a entender uma série de decisões de investimento peculiares, mas pode ser aplicado a outras matizes cotidianas
No clássico "O Valor do Amanhã" (toda biblioteca deve ter um exemplar, pelo menos), Eduardo Giannetti dedica um capítulo para discutir as nuances do chamado "viés hiperbólico".
Esse tipo de viés governa situações nas quais a percepção de benefícios imediatos suplanta ou modera a expectativa confiável de ganhos futuros por uma proporção maior que a das taxas de juros livres de risco.
Por exemplo:
Você prefere receber R$ 1.000 hoje ou R$ 1.200 daqui a um ano?
Embora o retorno implícito nessa troca seja de +20% (confortavelmente acima do CDI), muitas pessoas vão preferir receber os R$ 1.000 imediatamente, só para sentir o gostinho do dinheiro pingando agora mesmo na conta.
Esse viés é tão relevante e tão bem documentado que inspirou pesquisas acadêmicas icônicas no sentido de associar preferências hiperbólicas à demanda fiel por ativos pagadores de proventos.
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Mas isso é assunto para o nosso querido Vacas Leiteiras…
Por ora, vamos voltar ao curioso exercício das perguntas sobre dinheiro no presente versus no futuro.
Mexendo um pouquinho no enunciado anterior, chegamos a:
Você prefere receber R$ 1.000 em janeiro de 2030 ou R$ 1.200 em janeiro de 2031?
Bem, apesar do ∆T de recebimento continuar sendo de exatos 12 meses, a vasta maioria dos entrevistados agora prefere os R$ 1.200.
Uai, o que aconteceu?
Bem, se você vai ter que esperar até 2030, então aproveita e espera logo até 2031 e leva +20% a mais! Esse é o raciocínio utilizado.
Até pouco tempo atrás, o viés hiperbólico era tido simplesmente como um traço de irracionalidade do homo economicus, um estranho bug em nosso código de programação.
No entanto, hoje sabemos que a seleção natural favorece a perpetuidade de espécies que descontam hiperbolicamente, já que a sobrevivência do mais apto se dá em um contexto não-ergódico e dependente de caminho.
Tudo isso ajuda a entender uma série de decisões de investimento aparentemente peculiares, mas também pode ser aplicado a outras matizes cotidianas.
Quando eu recebo um save the date ou me deparo com um compromisso meses à frente do tempo presente, sempre gosto de me provocar com a seguinte heurística:
Se fosse hoje à noite, você aceitaria feliz ou recusaria de pronto?
É um bom teste para tentar avaliar sua real impressão sobre o evento, filtrando eventuais efeitos hiperbólicos associados.
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