🔴 MELHORES MOMENTOS DO MACRO SUMMIT BRASIL 2024 – ASSISTA AQUI

Larissa Vitória
Larissa Vitória
É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
FII DO MÊS

Os fundos imobiliários (FIIs) mais recomendados para investir em março, segundo 12 corretoras

Uma dupla de FIIs de papel — categoria assim chamada por investir em títulos de crédito do setor — é novamente a mais recomendada para o mês

Larissa Vitória
Larissa Vitória
7 de março de 2023
7:03 - atualizado às 16:33
Selo Melhores Fundos Imobiliários 2 | Fundo Imobiliário Bresco Logística BRCO11 FIIs Magazine Luiza Fundo Imobiliário
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Os fundos imobiliários (FIIs) se popularizaram por permitir o investimento em imóveis com menos burocracia e que em geral estão fora do alcance do pequeno investidor. Isso sem falar na isenção de imposto de renda sobre os rendimentos. 

Mas nem todo fundo imobiliário é igual. Com a alta dos juros, os FIIs que efetivamente investem em galpões, escritórios, shoppings e outros empreendimentos reais têm perdido espaço na preferência dos investidores e analistas para uma outra classe: a dos fundos imobiliários de papel.

Uma dupla de FIIs dessa categoria — chamada assim por investir em títulos de crédito do setor — é novamente a mais recomendada pelas corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro em março.

CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11) e Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) reinam absolutos entre as 12 carteiras recomendadas recebidas, aparecendo quatro vezes cada entre os favoritos do mês das casas.

Outro fundo imobiliário de papel, o Valora RE III (VGIR11), também chegou perto desse número e, reforçando o domínio do segmento entre as opções da indústria, completa o pódio dos FIIs favoritos de março.

A preferência dos analistas é justificada pelas perspectivas para os juros. A taxa básica de juros (Selic) mexe diretamente com a performance do mercado imobiliário.

Os FIIs de tijolo, assim como outros produtos de renda variável, perdem atratividade nesse cenário e suas cotas tendem a patinar no mercado secundário.

Já os fundos de papel — que têm o portfólio formado em grande parte por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), títulos de renda fixa — costumam se valorizar no mercado secundário e entregar dividendos atrativos, em especial aqueles que têm a remuneração atrelada à taxa básica de juros.

É importante explicar que o FII do mês destaca, dentro das carteiras recomendadas mensais, os ativos considerados mais "quentes" pelos analistas. Mas vale lembrar que um bom portfólio de fundos demanda diversificação.

Confira aqui todos os apontados pelas 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro:

Entendendo o FII do Mês: todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são suas apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até 10 fundos imobiliários, os analistas indicam os seus três prediletos. Com o ranking nas mãos, selecionamos os que contaram com pelo menos duas indicações.

CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11) — carteira equilibrada e dividendos atrativos

Com mais de 84 mil cotistas e um valor de mercado de R$ 1,6 bilhão, o CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11) é um gigante não só entre os FIIs de papel, mas em toda a indústria de fundos imobiliários.

O fundo aloca cerca de 45,1% do seu portfólio no CDI — que, vale relembrar, acompanha de perto a variação da taxa Selic. E conta com um complemento importante na carteira: o rendimento de 54,5% de seus CRIs está atrelado ao IPCA.

De acordo com o Inter, uma das casas a recomendá-lo neste mês, a diversificação é importante pois traz “maior estabilidade no fluxo de caixa” e previsibilidade para a distribuição de proventos.

Já para a Genial, outro destaque é a “qualidade da gestão e melhoria contínua da carteira do fundo”. Segundo o último relatório gerencial do HGCR11, em 2022 foram alocados o equivalente a R$ 576 milhões em CRIs dentro da estratégia de giro de portfólio.

A cifra está ligada a novas aquisições e aumentos na exposição a títulos que ainda não haviam sido integralmente adquiridos. As intensas movimentações de ativos foram parcialmente financiadas por duas emissões de cotas ao longo do ano.

As operações levantaram um total de R$ 310 milhões. Ainda de acordo com a gestão, a maior parte da soma já foi alocada; o restante seguirá o mesmo caminho em breve.

O dinheiro é gasto principalmente em operações de risco controlado, conforme reforça a Genial: “Em sua alocação de CRIs, o HGCR11 possui operações com LTV menor do que 80%. Ou seja, para cada R$ 1 real emprestado ele possui R$ 1,25 de garantia.”

Seguindo essa estratégia, o fundo tem entregado um retorno em dividendos acima de 1% ao mês para os cotistas, com um dividend yield — indicador que mede a rentabilidade de um ativo com base nos proventos — anualizado de 14,1%.

Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) — um gigante da bolsa e dos proventos

Por falar em gigantes, o Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) é outro titã da indústria de FIIs. São quase 200 mil cotistas e um patrimônio de R$ 5,75 bilhões no segundo fundo favorito das corretoras para março.

É a quinta vez consecutiva que o KNCR11 está na posição, aliás. E a manutenção no primeiro lugar do pódio dos analistas se dá por conta das características defensivas do portfólio, um dos únicos da B3 quase 100% indexados ao CDI.

“Neste momento de taxas de juros elevadas, o fundo tende a manter seus dividendos e conta com uma carteira pulverizada de crédito com bons devedores”, explica a Genial.

Além disso, o FII captou R$ 1,8 bilhão em sua última emissão de cotas. Segundo o Santander, o dinheiro foi bem utilizado: “com os recursos praticamente alocados, a gestão conseguiu ampliar a diversificação do portfólio de ativos e entrar em operações maiores e mais sofisticadas, com atrativas taxas de retorno.”

Os analistas do banco projetam que a combinação da carteira diversificada com o atual momento dos juros brasileiros — que devem se manter no patamar de dois dígitos na maior parte do ano — resultará em proventos atrativos para os cotistas, com um yield acima de 13% nos próximos 12 meses.

Por fim, vale lembrar que os rendimentos pagos pelos fundos imobiliários são isentos de imposto de renda.

Repercussão dos fundos imobiliários

O IFIX — que reúne os principais fundos imobiliários da B3 — recuou 0,45% em fevereiro. Mas o segmento de fundos de papel caminhou na contramão do índice e, segundo informações do Itaú BBA, foi o único a subir no período, acumulando uma alta de 0,4%

Algo parecido ocorreu entre os ativos mais recomendados para o mês anterior. Os FIIs que investem em ativos financeiros foram o grande destaque do período, com altas de até 5,5%. 

Veja a seguir como operaram todos os fundos dos top 3 das corretoras:

Compartilhe

TEMPESTADE PERFEITA

Como a escalada das tensões no Oriente Médio derruba as ações da Azul (AZUL4) e da Gol (GOLL4) na B3

12 de abril de 2024 - 16:10

A crise geopolítica pressiona as cotações do petróleo e do dólar, o que afeta os negócios das companhias aéreas

RISCO GLOBAL

Dólar bate em R$ 5,14  e atinge maior nível em seis meses — e aqui estão três motivos para a disparada da moeda norte-americana hoje 

12 de abril de 2024 - 13:25

O dólar também se valoriza ante as divisas globais; as cotações do petróleo e do ouro renovam máximas históricas

VEJA O QUE DIZ A COMPANHIA

Ações da JHSF (JHSF3) tombam 7% na B3; empresa se pronuncia após embargo do Complexo Boa Vista

12 de abril de 2024 - 12:12

A companhia afirmou, em comunicado enviado à CVM mais cedo, que seus advogados avaliam o “sentido e alcance” da liminar expedida na última quinta-feira

DESTAQUES DA BOLSA

Plano & Plano (PLPL3) despenca mais de 7% e registra maior queda da bolsa após prévia operacional; veja os números que desagradaram o mercado

12 de abril de 2024 - 11:33

O forte recuo é uma reação a números considerados neutros por parte dos analistas das principais casas brasileiras

NOVO FOCO DE INCÊNDIO

O cabo de guerra na Petrobras (PETR4) já tem um vencedor? Justiça suspende presidente do conselho de administração — e a estatal promete recorrer da decisão 

12 de abril de 2024 - 10:11

A suspensão de Pietro Mendes enfraquece o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que é um dos pivôs da crise no comando da petroleira

MERCADOS HOJE

Bolsa hoje: Ibovespa entra no barril de pólvora do Oriente Médio e cai mais de 1%; dólar vira abrigo e fecha a R$ 5,12

12 de abril de 2024 - 6:45

RESUMO DO DIA: Não bastasse a semana agitada por dados de inflação, os mercados acionários entraram em modo de alerta com a escalada das tensões no Oriente Médio — e o Ibovespa não conseguiu ignorar o tom negativo do dia.  O principal índice da bolsa brasileira fechou em queda de 1,14%, aos 125.946 pontos. Na […]

DINHEIRO NOVO

Americanas (AMER3) chama acionistas para aprovar injeção de capital bilionária liderada por Lemann e bancos credores

11 de abril de 2024 - 10:07

Acionistas vão aprovar aumento de capital que pode chegar a R$ 41 bilhões. Lemann e bancos se comprometeram a colocar R$ 24 bilhões na varejista

MERCADOS HOJE

Bolsa hoje: Dólar fecha a R$ 5,09, o maior nível em um ano; Ibovespa cai com petróleo e juros nos EUA no radar

11 de abril de 2024 - 6:48

RESUMO DO DIA: As ondas da inflação nos Estados Unidos continuaram agitando os mares dos mercados com a incerteza sobre a trajetória dos juros da maior economia do mundo e abalou o navio brasileiro mais uma vez. O Ibovespa fechou em queda de 0,51%, aos 127.396 pontos. Já o dólar se fortaleceu e terminou a […]

MERCADOS HOJE

Bolsa hoje: Dólar sobe mais de 1% e Ibovespa recua após inflação acima do esperado nos EUA

10 de abril de 2024 - 6:52

RESUMO DO DIA: A ‘Super Quarta’ da inflação finalmente chegou e deu o tom negativo aos mercados, em dia de alta das commodities. O Ibovespa fechou em baixa de 1,41%, aos 128.053 pontos. Já o dólar zerou as perdas da semana e terminou o dia a R$ 5,0784, com alta de 1,41% no mercado à […]

MUDANÇAS NO ALTO ESCALÃO

Férias sem volta? Diretor financeiro da CVC faz as malas e ações CVCB3 caem na bolsa

9 de abril de 2024 - 13:51

Carlos Wollenweber deixa o cargo quase um ano após assumir a cadeira; Felipe Gomes entra no lugar a partir de maio

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies