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Jasmine Olga
Jasmine Olga
É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
FECHAMENTO DO DIA

Ibovespa quase apaga perdas da semana após Brasília aliviar riscos fiscais; dólar recua a R$ 5,23

Congresso Mercados Alta
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva proferia o seu discurso de posse, que teve duração de mais de meia hora, na tribuna do Congresso Nacional no último domingo (01) já era possível escutar as trombetas que anunciam o apocalipse rondando os corredores do mercado financeiro. 

Em sua primeira fala empossado, Lula chamou o teto de gastos de estupidez, falou em tirar estatais dos estudos de privatização e utilizá-las para financiar medidas sociais, além de defender um Estado forte na economia, sem citar grandes contrapartidas de arrecadação. 

O início da semana útil foi seguido por uma elevação da melodia tocada pelos trombetistas — Lula passou por cima de seu ministro da Fazenda e prorrogou a desoneração de combustíveis, ministros declararam apoio à reversão de medidas caras ao mercado e o corpo de 37 ministros de Estado pareceu dessincronizado. 

A melodia se somou ao coro que chegava dos Estados Unidos — onde os sinais de um corte de juros pelo Federal Reserve em 2023 simplesmente desapareceram das comunicações oficiais. 

Apesar das fortes perdas dos primeiros dias de governo, no entanto, a música que se escuta pelos corredores da Faria Lima possuem um volume mais baixo — ninguém deixou de acreditar que o cenário fiscal e o futuro das estatais impõe perigo ao desempenho econômico do país, mas foi dada uma colher de chá. 

O “quarteto” dos ministérios econômicos bateu na tecla do crescimento com responsabilidade fiscal, a reforma tributária não sai da boca do primeiro escalão e Lula conversou com os seus ministros para uniformizar o discurso oficial de sua gestão. Hoje, até Wall Street ajudou. 

O Ibovespa subiu 1,23%, a 108.963 pontos, reduzindo as perdas da semana a 0,70%. O dólar à vista encerrou em queda de 2,16%, a R$ 5,2363. Nos últimos cinco pregões, o recuo foi de 0,83%. 

O dia em Wall Street

Depois de alguns dias de forte queda, Wall Street voltou a se recuperar. Isso porque dados da economia dos Estados Unidos mostraram que pode ser necessário que o Federal Reserve pise no freio em seu aperto monetário — e enfraquece o dólar. 

O setor de serviços do país voltou a contrair, segundo medição do ISM. Segundo o PMI do setor, a queda foi de 56,5 para 49,6 em dezembro. Um recuo visto pela última vez em maio de 2020.

Na primeira metade do dia, o destaque foi o payroll. Os EUA criaram 223 mil empregos em dezembro, segundo o relatório payroll divulgado pelo Departamento do Trabalho há pouco. A abertura de postos de trabalho veio acima da expectativa, de 210 mil.

Confira o fechamento dos índices em Wall Street hoje:

Nasdaq: +2,56%

S&P 500: +2,28%

Dow Jones: +2,13%

Sobe e desce do Ibovespa

O alívio da curva de juros na segunda metade da semana beneficiou as empresas mais sensíveis ao aumento da Selic e à melhora nas expectativas de inflação — como o e-commerce. Mineração e siderurgia também brilharam. Confira as maiores altas da semana:

CÓDIGONOMEULTVARSEM
CSNA3CSN ONR$ 16,2711,82%
AMER3Americanas S.AR$ 10,417,88%
QUAL3Qualicorp ONR$ 6,327,67%
AZUL4Azul PNR$ 11,847,54%
USIM5Usiminas PNAR$ 7,596,01%

Confira também as maiores quedas do período:

CÓDIGONOMEULTVARSEM
SMTO3São MartinhoR$ 22,55-14,97%
ALPA4Alpargatas PNR$ 13,87-8,02%
LWSA3Locaweb ONR$ 6,50-7,41%
HAPV3Hapvida ONR$ 4,72-7,09%
ENGI11Engie unitsR$ 41,20-6,81%

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